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01/02/2006 - 23h44
Palmeiras 100% é o 6º brasileiro na Libertadores
Da Redação Em São Paulo
EFE Paulo Baier disputa bola com Boada na vitória do Palmeiras diante do Deportivo Táchira Pela primeira vez, o Brasil terá seis representantes na fase de grupos da Copa Libertadores, recorde do país na competição. O sexto clube a se garantir foi o Palmeiras, que passou pelo Deportivo Táchira por 4 a 2 na noite desta quarta-feira, na Venezuela, ratificou sua classificação com muita tranqüilidade e manteve 100% de aproveitamento na temporada.
Time brasileiro com maior número de participações na Libertadores (13), o Palmeiras sobreviveu à primeira fase do torneio pelo segundo ano consecutivo. Desta vez, porém, a equipe alviverde teve vida muito mais tranqüila do que na temporada passada.
Enquanto o Palmeiras empatou por 2 a 2 com o Tacuary fora de casa e garantiu a classificação em 2004 ao triunfar por 2 a 0 no Parque Antarctica, a vaga dessa temporada veio com um êxito por 2 a 0 em casa e outro por 4 a 2 em San Cristóbal, nesta quarta-feira.
"Eles [Deportivo Táchira] precisavam vencer e saíram para o ataque. Assim, deram espaço para a nossa equipe criar e nós soubemos aproveitar", comemorou o atacante Edmundo, autor do terceiro gol alviverde.
Com a vitória sobre o Deportivo Táchira, o Palmeiras mantém 100% de aproveitamento em 2006. Até aqui, o time paulista disputou sete partidas e obteve sete vitórias (cinco pelo Campeonato Paulista e duas pela Copa Libertadores).
| SÉRIE HISTÓRICA | Com o triunfo sobre o Deportivo Táchira nesta quarta-feira, na Venezuela, o Palmeiras alcançou uma marca histórica. O time paulista não conseguia vencer sete jogos seguidos desde 2001, quando era dirigido por Celso Roth.
Naquela ocasião, o Palmeiras ficou invicto desde o dia 8 de abril (quando fez 2 a 1 sobre o Guarani) até o confronto com o São Caetano, no dia 9 de maio, válido pela Libertadores. O time do ABC venceu por 1 a 0. | Para o Táchira, em contrapartida, o revés confirma um péssimo retrospecto na Libertadores. O time venezuelano não vence uma partida sequer desde 2004, e foi derrotado em seus últimos sete compromissos no torneio (cinco na fase de grupos do ano passado e os dois contra o Palmeiras).
Após eliminar o Deportivo Táchira, o Palmeiras está garantido no Grupo 7 da Copa Libertadores. A chave ainda conta com Atlético Nacional (Colômbia), Cerro Porteño (Paraguai) e Rosario Central (Argentina).
A estréia do Palmeiras na fase de classificação da Copa Libertadores acontecerá no dia 15 de fevereiro, contra o Cerro Porteño, em Assunção (no Paraguai). A primeira partida da chave está marcada para o dia 9, em Medellín, onde o Atlético Nacional receberá o Rosario Central.
O jogo Como havia perdido o primeiro confronto por 2 a 0 e precisava triunfar com vantagem superior a dois gols para avançar na Copa Libertadores, o Deportivo Táchira foi ofensivo e tentou pressionar o Palmeiras no início da partida desta quarta-feira.
Experiente, o Palmeiras respondeu à pressão com muita tranqüilidade no toque de bola. "Sabíamos que o começo do jogo seria complicado, e por isso nós tivemos que administrar. Depois é que pudemos impor nosso ritmo", contou o atacante Edmundo.
Aos poucos, assim que conseguiu controlar o ímpeto do Deportivo Táchira, o Palmeiras passou a contra-golpear. E aí, mostrou-se muito mais perigoso que os venezuelanos, que pouco ameaçaram o gol de Marcos.
Logo aos 17min, o Palmeiras contou com uma falha da defesa venezuelana para inaugurar o placar. Correa recebeu na direita e cruzou na primeira trave. Washington se antecipou ao goleiro Morales, que saiu muito mal, e cabeceou para marcar.
O cruzamento funcionou novamente aos 45min. Paulo Baier cobrou falta da direita, Morales repetiu a saída equivocada e Washington repetiu a cabeçada para ampliar a vantagem alviverde.
Depois disso, o Palmeiras precisaria sofrer cinco gols para ser eliminado da Libertadores. A situação deu tranqüilidade ao time brasileiro, que diminuiu o ritmo na etapa final e preferiu trocar passes lateralmente.
| DESTRUIDOR DE VENEZUELANOS | O Palmeiras nunca perdeu para uma equipe venezuela em partidas válidas pela Copa Libertadores.
Jogando contra times da Venezuela, o retrospecto do Palmeiras é extremamente contundente. Nas 12 partidas que disputou diante de adversários daquele país, o clube do Parque Antarctica conseguiu 12 vitórias.
Os quatro últimos triunfos do Palmeiras sobre venezuelanos tiveram como vítima o Deportivo Táchira. O time de San Cristóbal estava no grupo dos brasileiros na Libertadores do ano passado e perdeu fora de casa (3 a 0) e em casa (2 a 1). | Mesmo assim, Edmundo ainda conseguiu ampliar a vantagem alviverde. O camisa 7 recebeu na esquerda, dentro da área, driblou um marcador e tocou entre o goleiro Morales e sua trave direita.
O terceiro gol foi o último lampejo de bom futebol do Palmeiras no segundo tempo. O ritmo do clube brasileiro, que já era lento, ficou ainda mais monótono. Com isso, na base do desespero, o Deportivo Táchira cresceu e deu trabalho ao goleiro Marcos.
De tanto insistir, o time da casa descontou aos 24min. Marcos fez bonita defesa em cima da linha. Gamarra tentou afastar no rebote, a bola bateu em García e entrou nas redes do Palmeiras.
Só que a empolgação do Deportivo Táchira foi castigada. Aos 28min, Marcinho recebeu em um contra-golpe rápido, passou pelo goleiro Morales e marcou o quarto do Palmeiras. Em ritmo intenso, o jogo teve mais um gol aos 30min. García aproveitou cruzamento para tocar de cabeça e diminuir a desvantagem dos donos da casa.
Preocupado com a reação dos donos da casa, o técnico Emerson Leão trocou o meia-atacante Marcinho pelo zagueiro Leonardo Silva. Com isso, fechou o time do Palmeiras, reduziu o ritmo da partida e definiu a vitória brasileira.
DEPORTIVO TÁCHIRA Morales; Chacón, Boada, Perozo e Cuevas (Hernandez); González, Ospina, Fernández e Villafráz (Márquez); Rondón e García Técnico: Manuel Plasencia
PALMEIRAS Marcos; Paulo Baier (Alceu), Daniel, Gamarra e Lúcio; Correa, Marcinho Guerreiro, Ricardinho (Cristian) e Marcinho (Leonardo Silva); Edmundo e Washington Técnico: Emerson Leão
Local: estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal (Venezuela) Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia) Auxiliares: Alberto Duque e Eduardo Botero (ambos da Colômbia) Cartões amarelos: Paulo Baier (P), Cuevas (D), Daniel (P), Márquez (D), Washington (P) Gols: Washington, aos 17min, e aos 45min do primeiro tempo; Edmundo, aos 14min, García, aos 24min, Marcinho, aos 28min, e García, aos 30min do segundo tempo
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