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28/02/2006 - 17h48
Em superquarta, mundialistas enfrentam clones de rivais da Copa
Da Redação Em São Paulo
Reuters Ferdinand, Rooney, Beckham e Neville se aquecem no treino para jogo com o Uruguai Os jogadores e as camisas são diferentes, mas o estilo é igualzinho. Na rodada de amistosos desta quarta, clones dos futuros rivais na Alemanha foram escalados pelas equipes que se classificaram para a Copa.
A Inglaterra, por exemplo, convocou o Uruguai para jogar, pensando nos também sul-americanos e raçudos do Paraguai, que enfrenta em sua estréia no Mundial, no dia 10 de junho.
Os companheiros de Grupo B seguiram o mesmo exemplo. Não por nada o Paraguai foi para Cardiff para se medir com os galeses. Tudo bem que os ingleses tem um futebol mais técnico, mas, na hora do aperto, apelam para o tradicional chutão e cabeçada, bem ao gosto britânico.
A Suécia também seguiu a mesma receita e buscou o clone inglês na Irlanda, afinal, a maioria dos irlandeses disputam o campeonato vizinho (os destaques são Duff, do Chelsea, e Keane, do Tottenham). Já o quarto integrante do Grupo B, Trinidad e Tobago, ganhou nesta terça por 2 a 0 da Islândia, que serve de clone para Suécia e Inglaterra.
No Grupo F, só o Brasil mesmo contrariou a regra. Por seu lado, a Croácia buscou um rival sul-americano e achou na Argentina, que também se beneficia com a partida. Afinal, os argentinos terão pela frente no Mundial o selecionado da Sérvia e Montenegro.
EFE De toca, Messi se protege do frio em treino na Basiléia (Suíça) antes do jogar com croatas Croatas e sérvios são os principais herdeiros do futebol técnico da antiga Iugoslávia. Mas a Bósnia também é representante dessa escola e, por isso mesmo, foi escolhida pelo Japão (outro adversário dos brasileiros) para um amistoso preparatório para o Mundial (este jogo acontece nesta terça e acabou empatado em 2 a 2).
Já a Coréia do Sul escolheu Angola para testar sua sorte contra oponentes africanos. E bem pensado, já que encara o Togo na primeira fase da Alemanha, pelo Grupo G -tanto Togo como Angola são estreantes em Copa.
Outro país asiático seguiu a estratégia: o Irã buscou na Costa Rica um clone para o México, seu rival latino-americano no Grupo D. Por sua vez, os mexicanos foram na mesma linha e optaram por Gana, de olho no futebol técnico e ofensivo dos também africanos de Angola.
No mesmo grupo do Mundial, o Portugal de Luiz Felipe Scolari se mede com os sauditas pensando nos iranianos que enfrentarão na Alemanha.
Se acompanhasse a mesma lógica, o Brasil não iria para a Rússia para pegar o cachê de US$ 1,5 milhão nos 11 graus negativos. A CBF optaria viajar para Belgrado. A equipe de Sérvia e Montenegro seria o rival ideal para simular os croatas. Mas os sérvios jogarão com a Tunísia nesta quarta, partida sem nenhum atrativo a não ser que os dois também vão para a Copa.
EFE Entre outros comandados de Scolari, Figo e Miguel se alongam em treinamento Outros mundialistas optaram por usar o amistoso desta chamada "data Fifa" como um vestibular para os últimos nomes em suas listas de convocados. É o caso da França, que testa nesta quarta seu time B contra a Eslováquia. Ou a Ucrânia que não quis arriscar nesta terça Shevchenko e outras estrelas no gramado ruim de Baku para enfrentar o Azerbaijão (terminou 0 a 0).
Há também os jogos que já valem como testes para saber em que nível está a seleção nacional para o Mundial. Nesse quesito, está o clássico Itália e Alemanha, em Florença. Também se perfila a partida entre Espanha e Costa do Marfim, já que os marfinenses pintam como surpresa desta Copa.
Os outros jogos desta superquarta são Escócia x Suíça, Turquia x República Tcheca, Holanda x Equador e Estados Unidos x Polônia.
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