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10/03/2006 - 00h50
Corinthians sofre 1º revés brasileiro e se complica
Da Redação Em São Paulo
Mascherano retornou nesta quinta-feira ao time titular do Corinthians, que pela primeira vez apresentou numa mesma partida todas as principais estrelas contratadas pela parceira MSI. Em campo, porém, as estrelas não brilharam, o esquema tático proposto pelo técnico Antônio Lopes fracassou e a equipe alvinegra foi superada pelo Tigres por 2 a 0. Assim, viu sua situação ficar complicada no Grupo 4 da Copa Libertadores.
| TEVEZ SE MACHUCA |  Além da primeira derrota na Libertadores, o Corinthians ganhou um grande problema para os próximos jogos. Sua principal estrela, o argentino Tevez, sofreu uma lesão no joelho direito e deixou o campo ainda no segundo tempo.
Com dificuldades para caminhar, ele deixou o gramado carregado, com o local enfaixado. Os médicos corintianos ainda não sabem a gravidade da contusão, e o jogador só passará por exames complementares na chegada ao Brasil.
De qualquer forma, o técnico Antônio Lopes já descartou a presença de Tevez no clássico com o São Paulo, domingo, pelo Campeonato Paulista. Leia mais
| Primeiro brasileiro a ser derrotado na Libertadores de 2006, o Corinthians estacionou nos quatro pontos e caiu para a terceira posição da chave, que tem o Tigres como líder (agora com seis pontos). A invicta Universidad Católica, que tem quatro pontos, e o Deportivo Cali, que ainda não pontuou, têm uma partida a menos que os rivais.
Em situação complicada na Libertadores, o Corinthians aumenta a pressão sobre o treinador Antônio Lopes. Criticado pela torcida no empate por 1 a 1 com o Marília, em São Paulo, no último domingo, o comandante alvinegro vê seu cargo cada vez mais ameaçado. Mas ainda confia.
"Nosso grupo é difícil. Quatro pontos não é uma boa meta, embora o time tenha feito dois jogos fora de casa. Ainda temos seis pontos para disputar em casa e acho que vamos classificar tranqüilamente", disse Lopes, referindo-se à chave que ainda conta com Tigres, do México, Deportivo Cali, da Colômbia, e Universidad Católica, do Chile.
Nesta quinta-feira, Lopes escalou o Corinthians com três zagueiros e improvisou o volante Marcelo Mattos na lateral direita. Contudo, as alterações não funcionaram e a defesa, setor mais criticado do time alvinegro, voltou a decepcionar.
Em toda a temporada, o Corinthians passou apenas duas partidas sem sofrer gols. Isso aconteceu na vitória por 5 a 0 sobre o São Bento, no Campeonato Paulista, e no triunfo por 1 a 0 sobre o Deportivo Cali, na primeira rodada da Libertadores.
Para completar ainda mais a situação ruim do Corinthians, o atacante argentino Carlitos Tevez sofreu uma lesão durante o segundo tempo e virou preocupação para o departamento médico do clube.
As duas equipes voltarão a se encontrar no dia 22 de março, na abertura do segundo turno do Grupo 4 da Copa Libertadores. No próximo compromisso, o Corinthians receberá o Tigres no Pacaembu, às 21h45.
Antes da próxima rodada da Libertadores, contudo, o Corinthians tem o Estadual pela frente. Quarto colocado, o time alvinegro jogará contra o vice-líder São Paulo no próximo domingo, às 18h10, no Morumbi.
O jogo A inovação tática proposta pelo técnico Antônio Lopes para esta quinta-feira deixou o Corinthians perdido. Sem um lateral-direito (o setor foi ocupado pelo volante Marcelo Mattos) e com três zagueiros (Marcus Vinícius, Betão e Wendel), o time alvinegro evidenciou falta de criatividade em seu meio-campo e não conseguiu alimentar os atacantes Tevez e Nilmar.
| HISTÓRICO CONFIRMADO | O revés do Corinthians nesta quinta-feira confirmou a irregularidade do clube alvinegro na fase de grupos da Copa Libertadores. A única edição em que a equipe paulista ficou o primeiro turno inteiro sem ser derrotada foi a de 2003, quando o time do Parque São Jorge foi eliminado pelo River Plate nas oitavas-de-final.
Em 2003, o Corinthians somou três vitórias consecutivas na Copa Libertadores e perdeu para o Cruz Azul por 3 a 0 na quarta partida, melhor início da história do clube alvinegro na competição.
Nas outras seis participações alvinegras na Copa Libertadores (contando com esta temporada), o Corinthians não conseguiu terminar o primeiro turno sem sofrer uma derrota. | Apesar disso, a equipe brasileira começou com mais posse de bola e aproveitou o fato de o Tigres atuar retraído no confronto disputado em Monterrey, no México. Os donos da casa, fechados em seu campo, apostaram nos contra-golpes desde o início.
Nos contra-ataques, contudo, o Tigres mostrou-se muito mais perigoso que o Corinthians. Aos 12min do primeiro tempo, por exemplo, De Nigris recebeu cruzamento do lado direito na pequena área e cabeceou à direita de Johnny Herrera.
A defesa do Corinthians, mal postada, facilitou o trabalho dos contra-golpes do Tigres. Contudo, o time mexicano não teve eficiência suficiente para inaugurar o marcador ainda na etapa inicial.
Depois do intervalo, o Corinthians contribuiu para ampliar a superioridade do Tigres. Logo aos 5min, Marcelo Mattos deu um carrinho em Morales e foi expulso pelo árbitro chileno Carlos Chandía. Com um a menos, o time brasileiro se perdeu completamente em campo.
Prova disso é que o Tigres abriu o placar apenas dois minutos depois da expulsão de Mattos. Martínez carregou a bola pela direita e chutou cruzado. Wendel desviou no meio do caminho e ela entrou no canto esquerdo de Johnny Herrera, que foi pego no contrapé.
O gol desmoronou qualquer sistema tático do Corinthians. Totalmente desorganizado, o time brasileiro abriu mão do esquema com três zagueiros (saiu o zagueiro Wendel e entrou o volante Rosinei) e ofereceu o domínio da posse de bola ao Tigres.
Desarrumado, o Corinthians ainda tentou evoluir em campo. Entretanto, sofreu o segundo gol em um contra-golpe. Peralta recebeu passe rasteiro de Gaitán aos 43min, dentro da grande área, e tocou no canto esquerdo de Johnny Herrera para confirmar a vitória do time mandante.
TIGRES Hernandez; Saavedra (García), Martínez; Júlio César e Briseño; Juan Montano (Peralta), Veiga, Gaitán e De Nigris; Carlos Morales (Palácios) e González Técnico: Ricardo Ferreti
CORINTHIANS Johnny Herrera; Marcus Vinícius, Betão e Wendel (Rosinei); Marcelo Mattos, Mascherano, Ricardinho, Roger (Carlos Alberto) e Gustavo Nery; Tevez (Renato) e Nilmar Técnico: Antônio Lopes
Local: Estádio Universitário, em Monterrey (México) Árbitro: Carlos Chandía (Chile) Auxiliares: Julio Christian e Mario Vargas (ambos do Chile) Cartões amarelos: Júlio César (T), Tevez (C), Morales (T), Palacios (T) Cartões vermelhos: Marcelo Mattos (C) Gols: Martínez, aos 7min, Peralta, aos 43min do segundo tempo
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