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15/04/2006 - 18h01
Atlético-MG estréia com empate na Série B do Brasileirão
Do Pelé.Net Em Belo Horizonte
O primeiro contato do Atlético-MG com a Série B do Brasileiro, na tarde deste sábado, no empate em 1 a 1 com o Marília, no Estádio Bento de Abreu, não poderia ser mais típico. Enfrentou um adversário considerado pequeno, em um campo com gramado ruim, e uma arbitragem que permite o choque entre os jogadores. No final, a igualdade no marcador fez justiça ao pouco futebol dos dois times.
| RESULTADOS DA RODADA | | Ceará 2 x 1 Paysandu-PA | | Marília 1 x 1 Atlético-MG | | América-RN 1 x 2 Ituano | | Paulista 1 x 0 Santo André | | Remo 1 x 2 Coritiba | | Avaí 1 x 2 Sport | | Portuguesa 1 x 1 São Raimundo | | Gama 2 x 0 Vila Nova-GO | Em uma partida muito equilibrada e intensamente disputada, foram poucas as chances de gols criadas pelos dois times, que conseguiram aproveitar uma vez cada um. O gol do Marília - comandado por Artur Bernardes, ex-treinador do Galo na década de 80 -, foi de Wellington Amorim, que já jogou no alvinegro mineiro, enquanto o Galo empatou com Marinho. O Galo entrou em campo com nove jogadores formados nas divisões de base do clube. Somente os atacantes Danilinho e Marinho foram contratados recentemente. Com tanta juventude em campo -média de idade de 22,6 anos -, o Atlético jogou com muita vontade, como pede sempre a sua exigente torcida, Mas faltou técnica para conseguir sair de campo com uma vitória em sua estréia na Série do Brasileiro.
O Marília, que escapou na última rodada, domingo passado, do rebaixamento no Campeonato Paulista, entrou em campo para tentar fazer prevalecer o mando de campo, aspecto fundamental na Segunda Divisão, e teve perto de atingir o seu objetivo, mas permitiu o empate atleticano. Ao contrário do Galo, o MAC, como é chamado por sua torcida, já tem experiência na Série B. Ano passado, chegou em 2º lugar na fase de classificação, mas não conseguiu voltar à elite do Brasileiro.
Marília e Atlético apresentaram como ponto comum o fato de mostrarem times em formação, o que conseqüentemente compromete o entrosamento. O time da casa, que estreou o técnico Artur Bernardes, colocou uma equipe diferente da que disputou o Paulista. Sete jogadores foram dispensados e oito foram contratados. No Galo, Lori Sandri fez quatro mudanças no time, em relação à derrota para o Fortaleza, pela Copa do Brasil, por 2 x 0. Numa delas, ele barrou o meia Ramon, principal jogador, que só entrou no tempo final.
O Galo agora deixa de lado a Série B para tentar uma difícil reação na Copa do Brasil. O Atlético pega o Fortaleza, na próxima quarta-feira, na capital cearense, no jogo de volta da competição nacional, quando precisa vencer por 3 x 0 para seguir no torneio. Pela Segundona, o alvinegro enfrenta o Náutico, no sábado que vem, no Mineirão. O Marília volta a campo já na próxima terça-feira, quando enfrenta o Santo André, no campo do adversário, às 20h30.
O jogo
O primeiro tempo do jogo de estréia do Atlético na Série B do Brasileiro mostrou o time mineiro adaptado ao estilo característico da Segunda Divisão: muita marcação, correria, chutões para o alto, faltas para parar as jogadas e pouca técnica. Os 45 minutos iniciais foram marcados pelo equilíbrio entre os dois times, que poucas chances de gols criaram.
Os goleiros Bruno - os camisas 1 dos dois times têm o mesmo nome - pouco trabalho tiveram. O do Marília fez duas defesas. Uma foi fácil, em chute de Marinho, aos 5min, e outra foi difícil, numa batida forte do zagueiro Thiago Junio, aos 37min, em sobra na grande área do adversário. O atleticano, por sua vez, fez uma única e importante defesa, aos 19min, em chute do atacante Alisson, quando colocou a bola para escanteio.
Se faltaram emoção e chances de gols, sobraram passes errados, roubadas de bolas e faltas dos dois lados, contribuindo para tornar a partida monótona e truncada. Ao final do primeiro tempo, foram 28 faltas, sendo 15 do Galo e 13 do Marília. No quesito passes errados, o alvinegro mineiro errou mais também que o adversário: 14 contra 12. Nas recuperações de bola, o time da casa conseguiu sete, uma a mais que a equipe mineira.
Com pouca técnica e dificuldade de penetração dos ataques diante das defesas adversárias, o que restou para Atlético e Marília foram as batidas de longe. O Galo finalizou oito vezes a gol, contra seis do time paulista. A má pontaria, no entanto, foi característica comum às duas equipes. O MAC acertou apenas uma vez a direção do gol, enquanto os atleticanos só capricharam na pontaria em duas ocasiões.
"Foi um jogo muito disputado. Se os caras estão entrando forte, o nosso time também, mas nada de deslealdade. É pegada da Série B", resumiu o meia atleticano Zotti. Os jogadores do Marília, pelo seu lado, preferiram reclamar da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio, do Distrito Federal. "O juiz está um pouco atrapalhado", constatou o atacante Wellington Paulo.
Os dois times voltaram com as mesmas formações. O ritmo da partida também era o mesmo, com intensa disputa no meio-campo. Aos 5min, o atleticano Zotti perdeu uma bola e gerou o rápido contra-ataque do Marília. A bola chegou para Alisson, pela direita, que passou por Leandro Castan e cruzou na medida para Wellington Amorim colocar a bola nas redes. Dois minutos depois, Éder chutou forte, mas a bola passou por cima do travessão.
Aos 16min, Lori Sandri colocou Ramon em campo, na vaga de Rodrigo Dias, com Márcio Araújo, passando a jogar de ala, pela direita. Em outra substituição, o treinador promoveu a estréia do volante Henrique, contratado ao Mineiros, na vaga do zagueiro Thiago Junio, mudando o esquema tático do Galo. O time atleticano continuou, entretanto, com dificuldades de criar jogadas de gol.
O Atlético tinha mais tempo de posse de bola, mas era o Marília, que ameaçava, especialmente com Alisson pela direita. No Galo, somente Danilinho conseguia criar alguma coisa. E foi numa jogada dele, pela direita, que o time mineiro empatou. Ele cruzou para o meia, Thiago Feltri chutou, a bola bateu na trave e na volta Marinho tocou para as redes, aos 29min. Depois disso, o Galo teve chances de desempatar, especialmente com Danilinho, mas errou nas finalizações.
MARÍLIA 1 X 1 ATLÉTICO-MG
Marília Bruno; Rafael Mineiro, Gum, Thiago Silva e Thiago Amaral (Bruno Ribeiro); Fernando, Jéferson (Márcio Richards), David e Éder (Mário César); Wellington Amorim e Alisson Técnico: Artur Bernardes
Atlético-MG Bruno; Thiago Junio (Henrique), Lima, e Leandro Castan; Rodrigo Dias (Ramon), Rafael Miranda, Márcio Araújo, Zotti e Thiago Feltri; Danilinho e Marinho Técnico: Lori Sandri
Data: 15/4/2006 (sábado) Local: Bento de Abreu, em Marília Público: 3.540 pagantes Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF) Cartões amarelos: Thiago Junio, Thiago Feltri, Rafael Miranda, Leandro Castan, Henrique (Atlético-MG); Alisson (Marília) Gols: Wellington Amorim, aos 5min, Marinho, aos 29min do segundo tempo UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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