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19/04/2006 - 23h45
Em noite de festa, Corinthians cumpre metas na Libertadores
Danilo Valentini Do Pelé.Net Em São Paulo
| OS GOLS DO CORINTHIANS |  Marcus Vinícius sobe alto...
 ...e desvia para abrir o placar
 Tevez voa, faz malabarismo...
 ...e anota o segundo gol
 Livre, Nilmar cabeceia...
 ...e completa a vitória
| A noite teve gol de Tevez e gol de Nilmar (e também de Marcus Vinícius). A dupla ofensiva do Corinthians, mais uma vez, fez diferença. E nesta quarta-feira, garantiu mais do que a vitória por 3 a 0 sobre o Deportivo Cali, na última rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. O placar determinou ampla festa para o Pacaembu lotado, assegurou a classificação da equipe alvinegra para as oitavas-de-final e ainda colocou o clube do Parque São Jorge no primeiro posto de sua chave.
"A nossa equipe fechou um pacto depois da vitória no Chile [3 a 2 sobre a Universidad Católica] e nos comprometemos a jogar sempre daquele jeito. Acho que os torcedores perceberam isso e ficaram do nosso lado. Assim, nossa equipe ganha muita força", comemorou o lateral-esquerdo Rubens Júnior, que substituiu Gustavo Nery nesta quarta e deu assistências para os dois primeiros gols alvinegros.
A Copa Libertadores, meta preponderante para o Corinthians nesta temporada, começou de forma irregular para a equipe alvinegra. Com uma vitória (1 a 0 sobre o Deportivo Cali), um empate (2 a 2 com a Universidad Católica) e uma derrota (2 a 0 para o Tigres) no primeiro turno, o time brasileiro chegou a ver sua classificação ameaçada.
Entretanto, a vitória sobre o Deportivo Cali apenas corroborou a animação aflorada com o triunfo heróico do Corinthians na rodada passada, contra a Universidad Católica, fora de casa (mesmo com dois homens a menos, a equipe alvinegra conseguiu segurar a vitória por 3 a 2).
"É claro que estou muito satisfeito. Fizemos a nossa parte, que era vencer e garantir a classificação. Agora teremos tempo para trabalhar a equipe para as oitavas-de-final e manter esse crescimento", comemorou o treinador Ademar Braga.
Assim, o Corinthians ratificou seu excelente rendimento no Pacaembu em partidas válidas pela Libertadores. Na história do torneio, o time alvinegro acumulou 17 vitórias, um empate e duas derrotas dentro do estádio municipal.
Apesar do clima de euforia e de festa que se instaurou no Pacaembu nesta quarta-feira, no duelo com o lanterna de sua chave, o Corinthians terminou a fase de grupos da Libertadores de 2006 com um de seus piores rendimentos na história da competição. Os números alvinegros superam apenas os de 1977 (quando a equipe foi eliminada na primeira fase) e 1991 (caiu para o Boca Juniors nas oitavas-de-final).
Com 13 pontos ganhos, o Corinthians teve campanha similar ao que havia realizado na fase de grupos da Libertadores de 1996. Naquela edição, contudo, a equipe alvinegra marcou mais vezes (13 contra dez deste ano).
Agora, o rendimento irregular pode colocar o Palmeiras no caminho do Corinthians. Os resultados dos jogos de quinta-feira têm chance de causar um emparelhamento entre os rivais paulistas já nas oitavas-de-final, mas o adversário mais provável para a equipe alvinegra é o Nacional, do Uruguai.
O jogo Lanterna do Grupo 4, sem qualquer chance de se classificar, o Deportivo Cali somou apenas um ponto nas cinco primeiras partidas e não obteve nenhuma vitória. Por isso, o técnico Ademar Braga previu um rival perigoso para o Corinthians nesta quarta-feira.
| FESTA PARA ROGER | Desde que se tornou reserva de Carlos Alberto no Corinthians, o meia Roger evitou dar entrevistas e sequer comentou sua situação. Nesta quarta-feira, porém, o camisa 7 mostrou que a ida para a equipe suplente é o único motivo para sua fase ser considerada conturbada.
À tarde, Roger foi premiado duas vezes por uma empresa que patrocina o Campeonato Brasileiro. O meia foi incluído na seleção da competição nacional do ano passado e ainda foi eleito o jogador mais bonito do Brasil.
Por ter sido eleito o jogador mais bonito do Brasil, Roger recebeu um prêmio de R$ 50 mil da empresa que patrocina o Campeonato Brasileiro. A homenagem foi entregue ao camisa 7 pelas mãos da namorada, a apresentadora Adriane Galisteu.
O dia positivo de Roger teve mais um capítulo no Pacaembu, onde o Corinthians recebeu o Deportivo Cali e derrotou a equipe colombiana por 3 a 0. Empolgada, a torcida alvinegra cobrou a entrada do camisa 7, que substituiu Ricardinho aos 25min da etapa final. | "Eles são como índios, que atacam desesperadamente. O time deles não tem compromisso nenhum e isso é perigoso para nós. Precisamos tomar muito cuidado", advertiu o comandante do Corinthians antes do início do confronto.
Em campo, porém, o Deportivo Cali contrariou a previsão do treinador alvinegro. Com três zagueiros, três volantes e apenas um homem na frente, o time colombiano apostou em forte marcação para conter o ímpeto do Corinthians. A presença de muitos homens no setor defensivo, contudo, não foi suficiente para conter a velocidade da equipe paulista. Prova disso é que, logo aos 3min, Tevez lançou Nilmar, que driblou o goleiro e bateu para as redes. Só que o árbitro peruano Manuel Garay invalidou o lance alegando impedimento (que não existiu).
Preocupado com a evidente superioridade técnica da dupla de ataque do Corinthians, formada por Tevez e Nilmar, a defesa do Deportivo Cali resolveu apelar para as faltas. E então, o alvo favorito dos zagueiros colombianos foi o atacante argentino.
Em uma das faltas sofridas por Tevez, logo aos 5min, o Corinthians abriu o marcador. Rubens Júnior fez cruzamento da esquerda e encontrou o zagueiro Marcus Vinícius, que apareceu dentro da grande área e cabeceou no canto esquerdo baixo de González.
A velocidade do Corinthians seguiu fazendo diferença. Tevez e Nilmar levaram ampla vantagem sobre os zagueiros do Deportivo Cali e seguiram parados apenas com infrações. Quando deixou os rivais jogar, o time visitante sofreu o segundo gol. Aos 28min, Rubens Júnior arrancou pela esquerda e cruzou para o meio. Tevez se atirou na bola e, com o pé direito, desviou para ampliar a vantagem dos donos da casa.
| TIGRES AVANÇA |  Com um gol nos acréscimos de Carlos Ramírez, o Tigres, do México, venceu a então líder Universidad Católica, ficou com a segunda colocação do grupo e também se classificou para as oitavas-de-final.
O placar levou os mexicanos aos 10 pontos, empatados com os chilenos. Mas, no saldo de gols, o Tigres levou a melhor (2 contra 1 do rival) e seguiu na competição. | Além da superioridade no placar, o ataque alvinegro deu ao Corinthians a superioridade numérica no primeiro tempo. Tevez ganhou uma bola de Caballero aos 43min, ameaçou o drible seguidas vezes e sofreu falta dura do zagueiro colombiano, que acabou expulso.
Com um a menos em campo, o Deportivo Cali se entregou no segundo tempo e permitiu constante troca de passes do Corinthians, que justificou sua superioridade técnica e manteve a posse de bola no campo de ataque.
Totalmente perdido, o time colombiano ainda teve um lampejo de emoção no segundo tempo. Aos 13min, Perez arriscou finalização de longa distância, da meia esquerda, e acertou o travessão de Johnny Herrera. O susto, contudo, não foi suficiente para ameaçar a vantagem (e nem a festa) alvinegra.
Soberano em campo, o time alvinegro ainda teve tempo para ampliar sua vantagem. Aos 36min, Mascherano lançou na direita para Coelho, que dominou e colocou na cabeça de Nilmar. O camisa 9 desviou de cabeça e determinou o êxito do Corinthians.
CORINTHIANS Herrera, Coelho, Marcus Vinícius, Betão e Rubens Júnior; Marcelo Mattos (Xavier), Mascherano, Ricardinho (Roger) e Carlos Alberto; Tevez (Renato) e Nilmar Técnico: Ademar Braga
DEPORTIVO CALI González; Diego Valdés, Caballero e Rivas; Olave, Patiño, Herrera, Morinigo, De La Cruz (Escobar) e Jair Benítez; Perez Técnico: Pedro Sarmiento
Local: estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP) Árbitro: Manuel Garay (Peru) Auxiliares: Victor Hugo Carrillo e Winston Reategui (ambos do Peru) Cartões amarelos: De La Cruz (D), Rivas (D), Herrera (D), Marcelo Mattos (C), Valdés (D) Cartão vermelho: Caballero (D) Gols: Marcus Vinícius, aos 5min, Tevez, aos 28min do primeiro tempo; Nilmar, aos 36min do segundo tempo
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