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27/04/2006 - 21h00
Inter tem dois expulsos, mas vira e vence fora pela Libertadores
Do Pelé.Net Em Porto Alegre
O Inter começou nesta quinta-feira, em Montevidéu, no Uruguai, sua participação nas oitavas-de-finais da Libertadores da América. E a largada não poderia sido melhor, pois o time conseguiu uma vitória por 2x1, após ter saído atrás no placar e virado com um golaço de Rentería. Agora, os gaúchos decidem a passagem à próxima fase jogando em casa, na próxima quarta-feira (3/5), podendo até empatar. O Colorado acabou o confronto com dois jogadores a menos.
Reuters Jorge Wagner comemora após marcar o primeiro gol do Inter na vitória em Montevidéu A partida, disputada no pequeno estádio Parque Central, foi a terceira entre os dois clubes nesta competição. Na primeira fase ambos haviam ficado no mesmo grupo, o de nº 6, e o representante brasileiro fora bem superior, fazendo 3x0 no Beira-Rio e, no returno, empatando em 0x0 na capital uruguaia.
O vencedor deste confronto terá de encarar, nas quartas-de-finais, ao classificado do duelo entre a LDU, do Equador, e o Atlético Nacional, da Colômbia. A vantagem, ampla, é dos equatorianos, que no primeiro dos dois jogos aplicou uma goleada por 4x0.
Após o jogo contra o Nacional, na noite desta quinta-feira, o Inter volta a se concentrar no Campeonato Brasileiro, pois no domingo terá pela frente o Flamengo, em Porto Alegre. O técnico Abel Braga, como já fez no último final e semana, na partida contra o Santa Cruz, deverá poupar alguns titulares, já que a prioridade do clube na temporada é, assumidamente, a Libertadores.
O jogo Logo aos 3min uma chance claríssima para o Inter começar a partida na frente. O volante Vanzini atrasou mal e fez um passe perfeito para Fernandão, que invadiu a área sozinho, driblou o goleiro, mas acabou perdendo o controle da bola e desperdiçou a oportunidade.
A resposta uruguaia foi rápida, pois nos dois minutos seguintes a meta colorada passou por dois sustos. No primeiro deles, aproveitando rebote, Britez bateu forte de fora da área, no canto direito, e Clemer fez ótima defesa, para escanteio. Na seqüência a bola foi levantada para a área e Vanzini, na cara do goleiro, bateu por cima.
A demonstração de ambição de ambos os times determinou uma atitude de respeito a partir de então. A busca pelo gol continuava, mas com uma cautela maior na hora das arrancadas ofensivas.
Aos 29min, após escanteio da ponta esquerda, Vanzini subiu mais que os zagueiros e cabeceou para baixo, no meio do gol. Clemer falhou e a bola encontrou a rede colorada, decretando o 1x0 para o Nacional. Uma vantagem que obrigou o time gaúcho a tentar a reação, mas ela era desordenada e não resultava em nenhum perigo contra a meta do goleiro Bava.
O Nacional teve chance de ampliar aos 39, quando Albín invadiu a área pela esquerda e chutou forte no canto direito. Dessa vez Clemer foi bem e fez excelente defesa. E aos 47, em cobrança de falta, o empate: Jorge Wagner cobrou com categoria. No canto superior esquerdo, sem nenhuma chance para o goleiro adversário.
"Esse gol foi importante, mas poderíamos ter feito antes, pois tivemos chance para isso. Não podemos desperdiçar", disse o treinador colorado Abel Braga, no intervalo.
Seu time voltou com o atacante Renteria no lugar de Rafael Sobis e o colombiano, logo aos 19seg, recebeu um lançamento e quase marcou. O chute foi forte e por cima da meta de Bava. A bola estava sendo reposta em jogo quando, no outro lado do gramado, uma bomba explodiu próxima ao goleiro Clemer, que caiu no gramado.
A partida ficou interrompida por cerca de três minutos, período em que o capitão do Nacional, Vanzini, aproveitou para pedir aos torcedores que parassem de atirar objetos em direção ao gramado, pois isso poderia prejudicar o time.
Recomeçado o confronto, instalou-se a pressão dos donos da casa, pois o empate era um péssimo resultado. Mas o Inter não abdicava de tentar a vitória e contra-atacava, tentando explorar a velocidade de Renteria, que entrara bem no jogo.
Diante da falta de objetividade de seu time, os torcedores uruguaios se aquietaram nas arquibancadas, o que foi um sinal para o treinador tentar alguma mudança. E Martín Lasarte tomou uma atitude: colocou, de uma vez só, Martinez e Juárez nos lugares de Viana e Márquez.
Mas os jogadores nem haviam tocado o pé na bola, quando Renteria fez um golaço e virou o placar. Ele recebeu a bola na entrada da grande área, aplicou um chapéu no zagueiro adversário com a direita e, com a esquerda, bateu no canto esquerdo de Bava. O goleador entusiasmou-se tanto que foi dança atrás da meta uruguaia, recebendo por isso um cartão amarelo.
Renteria passou a ser alvo de provocações por parte dos adversários e, aos 31, acabou sendo expulso, ao atrapalhar uma cobrança de falta a favor do Nacional. O Inter ficou com um jogador a menos e obrigou-se a recuar para tentar segurar a vitória.
Abel incluiu então mais um zagueiro, Ediglê, tirando de campo o meia Alex, para segurar a vitória. Mas na sua primeira participação, aos 37, o jogador fez falta violentíssima e recebeu o cartão vermelho. O Inter ficou com apenas nove atletas e a situação se tornou dramática.
Ainda assim conseguiu manter o 2x1, heróico, que o deixou em ótima situação na Libertadores.
NACIONAL Bava; Jaume, Victorino e Pallas; Vázquez (Suárez), Vanzini, Brítez, Albín e Viana (Martinez); Márquez (Juárez) e Gonzalo Castro Técnico: Martín Lasarte
INTERNACIONAL Clemer; Bolívar, Edinho e Fabiano Eller; Elder Granja, Fabinho, Adriano (Michel), Alex (Ediglê) e Jorge Wagner; Fernandão e Rafael Sobis (Renteria) Técnico: Abel Braga
Data: 27/04/2006 (quinta-feira) Local: Estádio Parque Central, em Montevidéu Árbitro Oscar Ruiz (COL) Auxiliares: Carlos López e José Navia (COL) Cartões amarelos: Jaume, Brítez e Pallas (Nacional); Renteria, Alex e Clemer (Inter) Cartões vermelhos: Renteria e Ediglê (Inter) Gols: Vanzini (aos 29min) e Jorge Wagner (aos 47min do 1º tempo); Renteria (aos 19min do 2º tempo)
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