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  25/07/2006 - 22h59
São Paulo reconhece o "brasileiro" Jalisco e aprova gramado

Marcius Azevedo
Enviado especial do UOL Esporte
Em Guadalajara (México)

Depois de colocar em dúvida o estado do gramado do estádio Jalisco, os jogadores do São Paulo aprovaram o campo do local da partida contra o Chivas, nesta quarta-feira, em Guadalajara, pelo jogo de ida das semifinais da Copa Libertadores da América.

JALISCO "BRASILEIRO"
Inaugurado no dia 20 de novembro de 1952, o Jalisco, com capacidade para 60 mil expectadores, é o terceiro maior estádio do México, atrás apenas do Azteca (107 mil) e do Olímpico Universitário (73 mil).

O local já foi palco de duas Copas do Mundo e é muito conhecido dos brasileiros. Neste estádio, o Brasil disputou 10 partidas em Mundiais.

Em 1970, o Jalisco abrigou o jogos contra Tchecoslováquia (4 x 1), Inglaterra (1 x 0), Romênia (3 x 2), Peru (4 x 2) e Uruguai (3 x 1). A exceção foi o último jogo, quando o Brasil foi campeão ao derrotar a Itália por 4 x 1, no estádio Azteca.

Já em 1986, o local abrigou todos os jogos da seleção na Copa. O Brasil venceu Espanha (1 x 0), Argélia (1 x 0), Irlanda do Norte (3 x 0) e Polônia (4 x 0) e ainda empatou com a França por 1 x 1, mas foi eliminado nos pênaltis.
O São Paulo iniciou o trabalho de reconhecimento por volta das 20h50 (horário de Brasília), e a movimentação durou pouco mais de uma hora e 30 minutos. Depois de aquecimento e alongamento, e um treino de dois toques, os jogadores aprimoraram a finalização por quase 40 minutos.

Após o trabalho, o gramado, antes temido, foi aprovado. "Quando jogamos aqui na primeira fase, o gramado estava péssimo. Hoje, está um tapete. Isso vai facilitar muito nosso trabalho nesta quarta-feira", comentou o meia Danilo.

Ricardo Oliveira, que formará o ataque titular ao lado de Leandro, concordou com o meio-campista. "Gostei do gramado, está excelente. Gostei também do estádio, muito bonito", disse, antes de deixar o Jalisco.

Mesmo antes da viagem para o México, comissão técnica e jogadores do time tricolor previam que o campo, reprovado no encontro entre as duas equipes na primeira fase, seria mais um inimigo na competição.

A equipe paulista ainda esperava que o amistoso entre Atlas e Boca Juniors, poucas horas antes do confronto, em homenagem aos 90 anos do clube mexicano, prejudicasse o gramado.

O São Paulo reclamou, e a Conmebol aceitou, adiando a partida comemorativa. O fato, aliado à aprovação do campo após o treino de reconhecimento, fez com que o São Paulo não enxergasse mais problema no "fator Jalisco".

Cerca de 50 pessoas acompanharam o último treino do São Paulo antes da semifinal. Os torcedores pegaram autógrafos com os jogadores, que ainda deram camisas e meiões aos fãs.

Com o campo perfeito, a expectativa dos organizadores é de casa cheia na Jalisco, já que todos os ingressos para a partida, cerca de 65 mil, foram vendidos.

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