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11/08/2006 - 13h00
Geninho exalta seu comando e ameaça ampliar punição
Danilo Valentini Especial para o Pelé.Net Em São Paulo
O técnico Geninho até admite que o maior prejudicado com o afastamento de Mascherano e Marcelinho Carioca para o jogo contra o Figueirense é o próprio time do Corinthians. Mas revela que seria pior para o futuro de seu trabalho e do relacionamento dos jogadores se não tivesse sido decidido o afastamento dos dois, que se envolveram em confronto durante treino e ainda podem ter uma punição que vai além de terem sido barrados e punidos financeiramente com multa.
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 Geninho admite que o time pode ser o maior punido
| "Se for analisar na parte técnica temos perda porque são jogadores de qualidade. Mas prefiro perder dois jogadores por um jogo do que perder todo o grupo, porque uma atitude tinha de ser tomada. Eles têm de sentir que tem comando, que se fizer alguma coisa elas não vão passar em branco", afirmou Geninho, que "preferi não fazer teatro e nem Carnaval ao não expulsar os dois do campo", mas que não poderia deixar de punir os dois.
Sem se exaltar em nenhum momento, Geninho concedeu uma entrevista coletiva que extrapolou trinta minutos para ressaltar que tem o comando do elenco sob seu inteiro controle e afirmou que os dois continuarão treinando em separado até segunda-feira, dia em que uma decisão sobre o futuro de Mascherano e Marcelinho será anunciada, seja a extensão do afastamento além do jogo contra o Figueirense ou uma atitude mais drástica. "Vamos aguardar a sequência dos fatos".
O técnico do Corinthians avaliou o carrinho por trás dado por Marcelinho Carioca como "desleal, um fato condenável" e a reação de Mascherano como "intepestiva". "O revide de um e a reação de outro ultrapassaram o limite do que acho normal", afirmou Geninho, se referindo ao fato da falta feita pelo meia ter ocorrido um pouco depois do volante argentino já ter dado uma entrada viril.
"Se fosse tirar todo jogador que desse carrinho deveria ter tirado uns quatro ou cinco do treino. Mas tentei de todas maneiras apaziguar situação para ser administrada de maneira mais tranqüila", declarou Geninho, que revelou temer uma eventual agressão física da dupla. "O jogador tem todo direito de tomar a reação que quiser tomar, mas é passível de punição pelo comportamento".
| MARCELINHO GANHA ALIADO | Defensor da contratação de Marcelinho Carioca e parceiro de quarto do jogador nas concentrações antes dos jogos, o meia Carlos Alberto desprezou a diplomacia e apoiou o colega após a confusão entre ele e o argentino no treino do Corinthians nesta sexta-feira.
A manifestação aconteceu um pouco depois do técnico Geninho ter classificado como "desleal e um fato condenável" o carrinho por trás dado por Marcelinho em Mascherano. "Não achei desleal, não", rebateu Carlos Alberto. Leia mais | Enfatizando seu comando sobre o elenco, Geninho apostou que "muita gente não afastaria jogadores como Masch e Marcelinho às vésperas de um jogo forte, mas não tenho medo" e que os jogadores "sentiram que não é grupo de brincadeira".
Titular absoluto e contratado por US$ 15 milhões pela MSI, em 2005, Mascherano foi punido da mesma maneira que Marcelinho Carioca, ídolo corintiano dos anos 1990 que voltou ao clube por única e exclusiva vontade do presidente Alberto Dualib, que comprou briga com Kia Joorabchian para viabilizar a contratação.
"Na hora da decisão não vejo nome, nacionalidade ou salário. Medidas têm de ser tomadas de maneira equivalente, foi o mesmo peso para um e para outro", explicou Geninho, que reiterou a preocupação de os jogadores não "sentissem que isso não é a casa da 'mãe joana'".
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