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  15/08/2006 - 16h12
Antes da final, São Paulo e Internacional elogiam árbitro argentino

Marcius Azevedo
Enviado especial do UOL
Em Porto Alegre (RS)

Árbitro escolhido pela Conmebol para dirigir Internacional e São Paulo na final da Libertadores, Horacio Elizondo tem aprovação das duas equipes que lutam pelo título nesta quarta-feira à noite, no Beira-Rio.

Antes da partida, os dirigentes tricolores e colorados elogiaram bastante o argentino, que está credenciado por ter apitado Itália e França, na decisão da última Copa do Mundo. As duas equipes aprovaram o fato de um estrangeiro apitar o confronto entre brasileiros.

"Claro que o árbitro sempre será julgado depois da sua atuação, mas não poderia existir uma melhor escolha", afirmou o superintendente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha. "O árbitro da final da Copa é melhor que qualquer árbitro no Brasil hoje", completou.

O diretor de futebol do Inter, Newton Drummond, concordou com o adversário. "Um árbitro brasileiro iria ficar mais exposto, sempre dá entrevista e todos iriam vascular sua vida. O [árbitro] estrangeiro chega aqui um dia antes do jogo, não fala com ninguém e faz o seu trabalho sem problemas", discursou.

Na final do ano passado, entre São Paulo e Atlético-PR, o fato de estrangeiros apitarem os jogos gerou muita polêmica. Os dirigentes do clube paranaense queriam brasileiros na decisão, porém, após um pedido do Tricolor, a Conmebol indicou os mesmos árbitros da decisão de 2006: Jorge Larrionda e Horario Elizondo. Até os árbitros reclamaram da postura do clube do Morumbi.

Em contrapartida, os são-paulinos, durante o Campeonato Brasileiro, reclamaram que estariam sendo prejudicados pela arbitragem devido ao episódio.

"Já tivemos uma excelente arbitragem no primeiro jogo do [uruguaio Jorge] Larrionda e o Internacional venceu com todos os méritos. Não tivemos nada para reclamar. Acredito que nesta quarta-feira será da mesma maneira", afirmou Marco Aurélio.

"O Internacional não está preocupado com o árbitro. Temos é que esquecê-lo quando entrar em campo e apenas jogar futebol", finalizou Newton Drummond.


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