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  16/08/2006 - 09h00
Rogério Ceni tenta confirmar período vencedor

Por Toni Assis
Da Folhapress
Em São Paulo

CLEMER QUE CONTINUAR
Fernando Santos/Folha Imagem
Assim como no São Paulo, é no gol que o Inter tem seu atleta mais experiente. Aos 37 anos, Clemer pode conseguir nesta quarta-feira seu principal título na carreira. Tudo depende de não tomar nenhum gol.

"Dá frio na barriga. Todo jogo é diferente até começar. Depois vira um jogo igual a qualquer outro", declara o jogador, que nem sempre foi unanimidade no Inter.

Há cinco anos no clube, o goleiro se recuperou com atuações decisivas a confiança da torcida. Principalmente nos últimos jogos do torneio, contra Libertad e São Paulo, foi um dos destaques. Agora, diz estar em sua melhor fase. "Treino igual aos garotos, não gosto de ficar para trás."

Jogador mais velho do grupo, o goleiro vem sendo comparado ao mítico Manga, que chegou ao Beira-Rio com 39 anos e foi campeão brasileiro nos anos 70. No que depender dele, a comparação só precisa de mais tempo para ficar ainda mais pertinente. "Ainda me vejo jogando no ano que vem. Uma hora eu sei que vou ter que parar, mas não vai ser agora. Estou bem fisicamente, estou trabalhando forte."
O confronto desta quarta-feira à noite, em Porto Alegre, não coloca em jogo somente o título da Libertadores. Mas também a confirmação de que o São Paulo, após a era Telê, no início dos anos 90, vive agora sob a batuta de seu camisa 1.

Artilheiro do time em 2005 com 21 gols marcados, eleito o melhor jogador do Mundial de Clubes no Japão e principal nome do grupo que busca, como Telê, outra dobradinha de Libertadores na trajetória são-paulina.

E o reconhecimento vem do técnico Muricy Ramalho. "O nosso time não nenhum destaque, nenhuma estrela. Não é brilhante, mas é muito competitivo. E acho que esse momento é mesmo do Rogério, um líder muito positivo", afirmou o treinador.

O próprio camisa 1 faz questão de levantar a importância da busca pelo tetra, e pelas dificuldades que cercaram a equipe ao longo da competição, para manter o São Paulo vivo.

"O título está em aberto. Tenho convicção de que vamos a Porto Alegre com chances de ganhar. Se conseguirmos, será o mais importante da história do clube."

Se no ano passado Rogério terminou a temporada como artilheiro, em 2006, ele parece seguir o mesmo caminho. Ele tem dez gols no ano, dois a menos que Danilo e Thiago.

Além disso, ele está a um tento de um recorde pessoal. Empatado com Chilavert em 62, se marcar na final ele volta para casa como o goleiro que mais fez gols na história.

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