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16/08/2006 - 17h30
Dunga já vê novo Brasil diferente do que fracassou na Copa
João Henrique Médice Enviado especial do UOL Em Oslo (Noruega)
Dunga viu, na primeira partida da seleção brasileira sob seu comando, uma equipe bem diferente da que fracassou na Copa do Mundo de 2006. Para o novo treinador, sucessor de Carlos Alberto Parreira, os jogadores mostraram iniciativa e tiveram o "espírito" que se deseja para um jogador desse nível.
AFP Dunga orienta jogadores durante o empate do Brasil contra a Noruega em Oslo Essas características foram mais perceptíveis no segundo tempo, de acordo com Dunga. Depois de um primeiro tempo truncado e com poucas chances de gol, Brasil e Noruega se soltaram mais e investiram mais no ataque, o que foi determinante para que o confronto acabasse com empate por 1 a 1.
"No segundo tempo tivemos mais toque de bola, movimentação e demos sete chutes a gol", comentou Dunga. "E é disso que a seleção precisa, de drible, de audácia. Temos de marcar, mas também agredir com a posse de bola. E foi isso que não aconteceu no primeiro tempo."
No Mundial, em que o Brasil foi eliminado nas quartas-de-final pela França, a falta de objetividade foi uma das maiores críticas à seleção de Parreira. Na derrota que tirou o país da competição, a equipe não havia dado nenhum chute a gol até que os franceses abrissem o placar.
Na análise que fez sobre a partida, Dunga também aprovou a maneira como os jogadores encararam o início de trabalho. "Eles fizeram uma partida dinâmica, entenderam o que é o espírito de seleção e já sabem o quanto é importante estar aqui", explicou o treinador, que levou à Noruega apenas oito jogadores que estiveram na Copa.
"É isso que queremos na seleção: alegria, vontade e sacrifício. Os jogadores chegaram a seu limite. Essa é a mentalidade que nós queremos, que o jogador dê o seu máximo. Temos que entender que essa é uma grande oportunidade para todos nós. Estar na seleção representa sacrifício, entrega, mas também alegria."
E Dunga citou alguns exemplos para se certificar de que os atletas "se entregaram" ao jogo, mesmo tratando-se de um amistoso. "Tivemos sacrifício. O Cicinho teve um problema estomacal e jogou até onde aguentou. O Juan, que teve um problema na preparação para a temporada, também suportou bem, mas acabou saindo. O Daniel Carvalho e o Elano se desgastaram muito taticamente também."
Agora, Dunga passou para os próprios jogadores a responsabilidade de seguir na lista dos convocados. "Eu falei para eles que a primeira convocação fui eu que fiz, mas, agora, eles têm de fazer o melhor para continuar na seleção."
Durante a partida, Dunga foi atuante e impediu que o nervosismo de uma estréia o afetasse, admitindo apenas um pouco de ansiedade. "Era um jogo que o Brasil nunca venceu e senti ansiedade, mas gostei da atuação. Eles fizeram muitas faltas e ficaram preocupados. Se fosse um jogo de Copa, eles teriam uns três expulsos." UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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