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18/08/2006 - 19h40
Chelsea põe superioridade à prova em busca do tri no Inglês
Da Redação Em São Paulo
Nos dois últimos anos, não teve a menor graça. O Chelsea, clube do milionário russo Roman Abramovich, venceu o Campeonato Inglês sem qualquer problema e com sobras - 9 pontos de vantagem em 2006 e 12 em 2005. Com um dos elencos mais poderosos do planeta, a equipe londrina tenta manter na prática, durante mais uma temporada, a superioridade que ostenta no papel para chegar ao tricampeonato do nacional que começa com oito jogos neste sábado.
| OS FAVORÍTOS AO TÍTULO |
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 CHELSEA
ESTRELA: Frank Lampard
POSIÇÃO EM 2005/06: Campeão
PRINCIPAIS REFORÇOS: Shevchenko, Ballack, Obi Mikel
TIME BASE: Cech; Gallas, Terry, Carvalho, Geremi; Makelele, Essien, Ballack, Lampard; Drogba e Shevchenko
TÉCNICO: José Mourinho |  ARSENAL
ESTRELA: Thierry Henry
POSIÇÃO EM 2005/06: 4º lugar
PRINCIPAL REFORÇO: Tomas Rosicky
TIME BASE: Lehmann; Eboue, Toure, Senderos, Ashley Cole; Gilberto Silva, Cesc Fabregas, Ljungberg, Rosciky, Hleb; Henry
TÉCNICO: Arsene Wenger |  MANCHESTER UNITED
ESTRELA: Wayne Rooney
POSIÇÃO EM 2005/06: Vice-campeão
PRINCIPAL REFORÇO: Michael Carrick
TIME BASE: Van der Saar; Neville, Ferdinand, Heinze, O'Shea; Carrick, Park, Scholes, Cristiano Ronaldo; Rooney e Saha
TÉCNICO: Alex Ferguson |  LIVERPOOL
ESTRELA: Steven Gerrard
POSIÇÃO EM 2005/06: 3º lugar
PRINCIPAIS REFORÇOS: Craig Bellamy, Dirk Kuyt, Jermaine Pennant, Fabio Aurélio
TIME BASE: Reina; Finnan, Hyppia, Carragher, Fabio Aurélio; Xabi Alonso, Gerrard, Pennant, Luis Garcia; Bellamy e Crouch
TÉCNICO: Rafa Benitez |
Nenhum outro clube do rico futebol inglês fez contratações tão fortes como o do técnico português José Mourinho. O time tirou do Milan o ucraniano Schevchenko, um dos maiores atacantes europeus dos últimos anos; contratou ainda o meia Michael Ballack, estrela do futebol alemão e principal referência do Bayern de Munique nas temporadas mais recentes.
Além disso, ganhou a queda de braço com o Manchester United pelo jovem meia nigeriano John Obi Mikel, considerado uma das promessas do futebol africano. Assim, Mourinho tem à sua disposição um elenco irretocável, cujo único ponto vulnerável é a lateral-esquerda - o clube não conseguiu tirar Ashley Cole do Arsenal.
Com Petr Cech no gol e uma defesa sólida que tem John Terry e Ricardo Carvalho, o técnico português conta com muitas opções para o meio-campo. Ballack, Mikel, Frank Lampard, Michael Essien, Claude Makelele e os ofensivos Arjen Robben e Joe Cole brigarão por um lugar no time, que tem para jogar na frente Didier Drogba, Shevchenko, Salomon Kalou e o versátil Shaun Wright-Phillips.
Os demais 19 times tentam parar de alguma forma o esquadrão azul do Chelsea. Os outros três grandes clubes do país - Arsenal, Manchester United e Liverpool - têm elencos teoricamente inferiores, mas podem surpreender como o Arsenal fez na última temporada ao chegar à final da Liga dos Campeões.
Os Gunners tiveram pouco dinheiro para investir m contratações para a temporada, já que a maior parte dos seus fundos foi destinada à construção de seu novo estádio, o Emirates. Assim, apenas mantiveram a base de seu elenco vice-campeão europeu - segurando o astro Thierry Henry - e fizeram apenas uma contratação de peso: o meia tcheco Tomas Rosicky.
Destaque da seleção tcheca há anos, Roscicky chega para compensar duas perdas: o holandês Bergkamp se aposentou, enquanto o francês Robert Pires foi para o Villarreal. Além dele, o técnico Arsene Wenger deve começar a usar o veloz Theo Walcott, promessa inglesa que ainda não justificou este rótulo. O Arsenal espera, ainda, que o futebol de Robin Van Persie e de Jose Antonio Reyes finalmente apareçam - o último, caso não seja negociado com o Real Madrid.
Já o Manchester United é visto com desconfiança para esta temporada. Depois de perder o holandês Ruud Van Nilsterooy para o Real Madrid, o clube do técnico Alex Ferguson não contratou nenhuma peça de reposição para o setor ofensivo. Inconstante, o time de Old Trafford tenta provar que pode render mais do que tem feito nas últimas temporadas.
O principal reforço do clube é o meia Michael Carrick, que foi titular em algumas partidas da Inglaterra na Copa do Mundo, mas que dificilmente mudará efetivamente a situação do time, que precisa se acertar internamente. A principal dúvida é se os astros temperamentais Wayne Rooney e Cristiano Ronaldo vão se conciliar de verdade, como alegam.
A polêmica ocorreu na Copa do Mundo, quando Rooney afirmou que quebraria a cara de Ronaldo por este ter provocado sua expulsão no jogo entre Inglaterra e Portugal. Depois de muita falação, os atacantes colocaram panos quentes na história, dizendo que tudo está bem entre eles.
Já o Liverpool, do espanhol Rafa Benítez, segue apostando na mesma base campeã européia de 2004/05, mas tenta reforçar seu ataque, que foi duramente criticado na última temporada. Para resolver a falta de gols, o clube mandou Djibril Cissé de volta para a França, Fernando Morientes para a Espanha e apostou nas contratações de Craig Bellamy e do holandês Dirk Kuyt. Além disso, conta com o grandalhão Peter Crouch, cujo futebol tem melhorado com o passar do tempo.
O meio-campo segue alicerçado no talento de Steven Gerrard, que seguirá com a companhia dos espanhóis Xabi Alonso e Luis Garcia, do australiano Harry Kewell e do norueguês Riise. Para o setor, o maior reforço foi Jermaine Pennant, que pode dar mais vida ao flanco direito do time.
Dos demais clubes, o Tottenham está entre os que podem oferecer alguma resistência ao favorito Chelsea. Apesar de perder Michael Carrick para o Manchester, o clube usou os US$ 36 milhões da venda para contratar o marfinense Zokora e o atacante búlgaro Dimitar Berbatov, que se junta a Jermain Defoe para tentar ao menos a vaga na Liga dos Campeões, que na temporada passada escapou das mãos do clube na última temporada.
O Blackburn Rovers, sexto colocado no ano passado, também tem time para incomodar. Para substituir a perda do artilheiro Bellamy para o Liverpool, o clube contratou o sul-africano Benni McCarthy e o inglês Jason Roberts, um dos destaques da surpreendente campanha do Wigan em 2005/06.
O Wigan, que foi promovido da segunda divisão em 2004/05, fez uma ótima campanha no início da temporada passada, ficando durante algumas rodadas em segundo lugar na tabela e conquistando o vice-campeonato da Copa da Liga. Para manter o ritmo, o time contratou o veterano Emile Heskey, que não foi bem com o Birmingham e precisa provar novamente seu valor.
Já o Newcastle deve ter uma temporada complicada pela frente. O clube perdeu o astro Alan Shearer, que se aposentou, e não deve contar com Michael Owen até 2007. No entanto, a contratação do irlandês Damien Duff, ex-Chelsea, pode servir de alento para a torcida.
De resto, pouco pode acontecer de surpreendente no Campeonato Inglês, uma espécie de "todos contra o Chelsea" em 38 rodadas no sistema de pontos corridos.
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