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22/08/2006 - 11h08
Leão rechaça culpa e ironiza postura de Tevez
Danilo Valentini Do Pelé.Net Em São Paulo
O técnico Emerson Leão mediu as palavras e apostou nas ironias como a melhor tática de lidar com a ausência do atacante Carlitos Tevez, que faltou ao treino da última segunda-feira, um dia depois de declarar que a partida contra o Botafogo poderia ter sido a sua última pelo Corinthians.
Rechaçando as declarações de Adrián Ruocco, que, depois de ter afirmado que o ciclo de Tevez no Corinthians já estava "encerrado", anunciou em Buenos Aires que o jogador não atuaria mais com o técnico, Leão descartou qualquer responsabilidade pela eventual saída do argentino para o futebol europeu.
"Não tentem tapar o sol com a peneira, não joguem a responsabilidade nas minhas costas", afirmava Leão no embarque da delegação para Caxias do Sul, onde o Corinthians enfrentará o Juventude, nesta quarta, às 22h. "Não conto com ele para esse jogo, para os outros, depende da diretoria".
A diretoria, porém, continua perdida, e sem saber exatamente o que está acontecendo. "Não vou especular. Preciso esperar o jogador dar uma explicação sobre o que aconteceu, e até agora ele não fez isso", afirmou Edvar Simões, diretor de futebol do Corinthians.
Leão, aliás, usou as freqüentes idas de Tevez a Buenos Aires nesta temporada para jogar a responsabilidade para o jogador. "Ele não deixou de treinar só ontem (segunda-feira). Já faltou outras vezes, não é uma novidade", ironizou o técnico, que se deu ao trabalho de verificar quantos jogos o atacante fez pelo Corinthians em 2006. "Pelo que vi, a equipe jogou 45 vezes, e ele só esteve presente em 24. Preciso dizer mais alguma coisa?".
O técnico, no entanto, continuava dizendo. E defendendo o seu ato de vetar a participação dos jogadores argentinos, Tevez e Mascherano, para o amistoso contra a seleção brasileira, marcada para 3 de setembro, em Londres.
| ESQUEMA TÁTICO MANTIDO |
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O técnico Emerson Leão vai tentar minimizar o máximo que puder a ausência de Tevez para o jogo do Corinthians contra o Juventude, nesta quarta, às 22h, em Caxias do Sul.
Para isso, decidiu não mudar o esquema com três zagueiros e já levantou a hipótese de formar um meio-campo ainda mais forte na marcação. |
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| LEIA MAIS | "Não vou dispensar dois excelentes jogadores tendo o problema criado de se estar nos últimos lugares. A torcida não merece isso", afirmou Leão, que condicionou a liberação à decisão superior. "Só se o presidente (Alberto Dualib) autorizar".
O veto para defender a Argentina foi uma das razões para Tevez adotar a estratégia de tentar deixar o Corinthians. O jogador também havia ficado irritado com a forma como Leão se referiu aos argentinos no dia de sua apresentação ao clube, e principalmente por ter tirado a sua tarja de capitão, sob o argumento de dificuldades de comunicação.
Tevez segue em Buenos Aires, acompanhado de seu empresário, aguardando a chegada de alguma proposta oficial, o que ainda não aconteceu. O prazo, porém, é curto, e vence no dia 31 de agosto.
"Vocês (jornalistas) conhecem os empresários? Sabem como eles ganham? Então, com transferências, é a função deles", provocou Leão, se referindo a Adrián Ruocco, que é figura presente nos treinos do Corinthians para acompanhar Tevez, jogador contratado no final de 2004. A MSI pagou na ocasião US$ 22 milhões ao Boca Juniors.
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