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26/08/2006 - 00h26
Tevez diz que fuga tem aval de Kia e não descarta volta
Da Redação Em São Paulo
Foi ao programa "La última palabra", da Fox Sports, que Carlos Tevez formalizou em que pé está sua relação com o Corinthians. Não falou no nome de Emerson Leão. Diz apenas que deixou o Brasil porque o clube "prometeu um monte de coisas e não cumpriu". Mas garante que Kia Joorabchian, presidente da MSI, foi informado dos seus planos de voltar a Buenos Aires. E que consentiu com os mesmos.
Em meio ao mar de reclamações, Tevez ainda buscou espaço para tentar agradar a torcida corintiana. Apesar de reclamar da cúpula do clube, o jogador afirma que, pelos "hinchas", pode voltar ao Parque São Jorge. "Se o povo pedir, eu volto, mas teria que mudar um montão de coisas", avisou o atacante. Quais coisas o atacante não disse, mas é certo que a presença de Emerson Leão não agrada ao astro.
Em poucos dias de Corinthians, o técnico ressaltou sua preferência em não ter argentinos nos times que dirige, tirou a tarja de capitão de Tevez e ainda expôs o jogador a uma situação constrangendora, justificando sua decisão de mudar o líder oficial dizendo que ninguém entende o que Tevez fala em entrevistas ou no gramado. De quebra, avisou que não liberaria Tevez e Mascherano para o amistoso contra o Brasil, em Londres, no próximo dia 3. Alegou que não era data-Fifa. Mas foi contrariado pela própria entidade máxima e pela AFA (Associação de Futebol Argentino), que comunicou ao UOL Esporte já ter em mãos a liberação de ambos os atletas.
Mas, com ou sem Leão, o argentino não retorna a São Paulo antes do dia 31 de agosto. Na entrevista, o atacante mostrou um documento, assinado por Kia Joorabchian - no Reino Unido há três meses em decorrência de problemas particulares -, que segundo ele lhe garante licença do trabalho até o último dia deste mês. E com direito a extensão do prazo. Coincidentemente, a data é o limite para transferências no mercado europeu. Mas Tevez tem outra explicação.
| MSI DESMENTE BEREZOVSKY |
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A MSI emitiu uma nota oficial no início da tarde deste sábado para esclarecer que as palavras de Berezovski ao Jornal da Tarde "são pessoais e não refletem o pensamento da direção da MSI ou de seus investidores", reiterando que o "o mencionado empresário não é um deles".
Berezovsky declarou ao JT que "Kia mostrou que é criativo e que conhece futebol, mas toda politicagem dentro do clube não favorece" e que o atual momento conturbado do clube não o permite pensar na construção do estádio que havia prometido anteriormente. |
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| LEIA MAIS | "Minha família sofreu muito, por isso tomei a decisão de ir embora", disse o "Apache", como Tevez é chamado na Argentina, ao programa da Fox Sports. O atacante disse que, pela "culpa" que os dirigentes sentiam, Kia o liberou para ir a Argentina. "Disse a Kia que necessitava de uma licença", explicou o atacante.
O sofrimento da família, segundo Tevez, começou após o jogo contra o Fortaleza, o primeiro dele pelo clube após a Copa do Mundo. Criticado por ter um período de folga maior após o Mundial e não ter enfrentado o Palmeiras, ao contrário de Mascherano e Ricardinho, Tevez não foi perdoado no Morumbi ao marcar o gol que impediu a derrota alvinegra. A partida acabou empatada em 2 a 2.
Indignado com os protestos da arquibancada, Tevez comemorou com um gestual "cala a boca" para a torcida, cuja parcela, revoltada com a atitude, aguardou o argentino na saída do estádio. Integrantes de facções corintianas acertaram chutes e socos no carro do atacante, no qual também estavam a mulher e a filha de Tevez. Após o episódio, o argentino se reuniu com as organizadas do clube e disse ter errado ao "ofender" os torcedores.
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