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26/08/2006 - 16h47
MSI desmente 'investidor', que defende Tevez e ataca Leão
Do Pelé.Net Em São Paulo
Investigações do Ministério Público já davam conta, e o próprio magnata russo Boris Berezovsky assumiu inúmeras vezes que é o principal investidor da MSI na administração do futebol do Corinthians. Mas bastou o empresário dar uma entrevista afirmando que o clube "está uma bagunça", dar razão a Tevez e Kia Joorabchian e criticar o técnico Emerson Leão para o grupo de investimentos reagir.
A MSI emitiu uma nota oficial no início da tarde deste sábado para esclarecer que as palavras de Berezovski ao Jornal da Tarde "são pessoais e não refletem o pensamento da direção da MSI ou de seus investidores", reiterando mais uma vez que o "o mencionado empresário não é investidor da MSI".
Foragido da Justiça russa e morador de Londres, Boris Berezovsky não poupou ataques ao Corinthians, clube que assinou, no final de 2004, contrato de dez anos de parceria com a MSI, empresa até então inexistente que despontou com o surgimento do iraniano Kia Joorabchian, que sempre procurou esconder quem eram seus investidores.
Berezovsky, porém, nunca fez muita cerimônia para admitir que Kia é "um grande amigo". Desta vez, no entanto, defendeu o sumiço do iraniano, que se ausenta do clube há três meses e que, segundo o russo, não vai voltar "tão cedo". A razão? "A situação de bagunça total que virou o clube".
Defendendo que "não podemos deixar de mencionar é que Kia colocou sua alma pelo time", Boris Berezovsky declarou ao JT que "Kia mostrou que é criativo e que conhece futebol, mas toda politicagem dentro do clube não favorece" e que o atual momento conturbado do clube não o permite pensar na construção do estádio que havia prometido anteriormente.
As críticas do investidor que a MSI não reconhece oficialmente têm um alvo definido: Emeson Leão, o técnico contratado pelo presidente Alberto Dualib, que fechou o negócio sem o conhecimento prévio de Kia Joorabchian.
Como razão para o ataque, a situação de Tevez, que abandonou os treinos do Corinthians e, na sexta-feira, em uma TV da Argentina, admitiu pela primeira vez publicamente que "contrataram um técnico que os interessava, mas sabiam que era uma pessoa que não gostava de argentinos". Mas o jogador, que afirmou ter recebido o aval de Kia para deixar o clube por dez dias, não descartou seu retorno "se a torcida me pedir e não houver transferência" e se "mudar um montão de coisa".
Neste sábado, o vice-presidente de Comunicações do Corinthians, Flávio Adauta, contra-atacou. "Estão tentando fazer uma cortina de fumaça sobre o simples fato de um funcionário que não veio trabalhar. O Corinthians não tem de pedir desculpas por nada".
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