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  29/08/2006 - 12h55
Santos muda foco e agora procura 'medalhão'

Bruno Thadeu
Do Pelé.Net
Em Santos

O Santos entende que já adquiriu uma quantidade suficiente de atletas promissores e, com o afunilamento do Brasileirão, que já aponta os reais candidatos ao título, o clube direciona suas atenções para a aquisição de atletas "formados" e que atuam no futebol do exterior para reforçar o elenco neste segundo turno.

Ricardo Nogueira/FI
Ricardo Nogueira/FI
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Porém, o clube tem pressa em definir um novo componente santista diante do fechamento de contratações no mercado internacional, em 31 de agosto. A janela não implica na proibição de venda de jogadores que já atuam no exterior, mas dificilmente um atleta cobiçado pelo Santos estará descartado dos planos dos clubes europeus após agosto.

A investida santista no exterior, porém, teve sua primeira baixa. Principal nome indicado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, o atacante Mota, ex-Cruzeiro e atualmente defendendo o Seongnam Chunma-COR, rejeitou a proposta alvinegra e sua contratação foi praticamente descartada pelo time da Vila Belmiro.

De acordo com o diretor de futebol do Santos, Luiz Antonio Ruas Capella, clube e atleta não chegaram a um consenso financeiro. "Existem inúmeras especulações sobre jogadores que o Santos estaria tentando trazer, mas posso afirmar que houve um contato com o Mota, porém, a negociação não evoluiu", resumiu o dirigente.

Apesar do revés na contratação de Mota, o Santos ainda sinaliza novidades. "Temos trabalhando em diversas 'frentes'. Não posso especificar se é zagueiro, meia ou atacante. O Santos está tentando acordo com jogadores de fora e acreditamos que possa haver novidade até a definição do mercado internacional", destacou Capella.

Apresentado oficialmente nesta segunda-feira, o meio-campista André Luiz, o primeiro da lista de rapatriados, teve seu caminho facilitado à Vila graças a uma cláusula existente no antigo contrato com o Ajaccio, que previa sua liberação do clube francês caso a equipe caísse para a segunda divisão. E foi o que aconteceu.

"Existia um acordo com o presidente do Ajaccio que eu sairia em caso de queda. Infelizmente o time não conseguiu permanecer na elite e eles foram meio que obrigados a me liberar, pois as receitas caíram pela metade com o rebaixamento e o clube não teria condições de manter os principais jogadores", explicou André Luiz.

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