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  30/08/2006 - 22h22
Palmeiras perde 'fôlego' e só empata com Figueirense

Evandro César Lopes
Do Pelé.Net
Em São Paulo

O EMPATE DO PALMEIRAS
Rubens Cavallari/Folha Imagem
Enílton toca na saída do goleiro...
Rubens Cavallari/Folha Imagem
... e faz o gol de empate do Palmeiras
PÁGINA DO BRASILEIRO
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O Palmeiras segue invicto no Campeonato Brasileiro no período pós-Copa do Mundo. Mas já não apresenta o mesmo ritmo que marcou a arrancada alviverde no certame. Nesta quarta-feira, no Parque Antarctica, a equipe do técnico Tite apenas empatou por 1 a 1 com o Figueirense e comprovou a queda de rendimento no Nacional. A igualdade desta noite é a quinta do clube paulista nos últimos sete jogos pela competição. Já o Figueirense, seu maior algoz na temporada, permanece na parte de cima da tabela, mas continua sem nunca ter vencido no estádio alviverde.

Com o resultado, a equipe paulista chegou aos 27 pontos e deixou a zona de classificação para a Copa Sul-Americana. Já o Figueirense fica com quatro pontos a mais, na sétima colocação.

Dos últimos cinco jogos que o time de Tite não triunfou, quatro terminaram 1 a 1. Entretanto, o clube alviverde chega a 11 partidas sem perder, igualando o recorde do Cruzeiro na competição, que também permaneceu 11 rodadas invicto.

"Estamos enfrentando um pouco de dificuldade em relação a coisas que antes não aconteciam. Precisamos ficar espertos. Essa seqüência de bons resultados, sem derrotas, faz com que os outros times nos visem mais, e os jogos ficam mais complicados. Foi isso o que aconteceu hoje [quarta-feira]", comentou o meia-atacante Marcinho.

Quando a partida começou, os anfitriões se depararam com um adversário muito fechado no campo de defesa, o que dificultou as ações da equipe da casa. No segundo tempo, o Palmeiras voltou bem melhor, mas viu o adversário sair na frente com Schwenck. Mesmo assim, ainda conseguiu empatar com Enílton, aos 19min, mas não fez o suficiente para sair com o triunfo em casa.

Na última vez em que Palmeiras e Figueirense se encontraram, o resultado foi muito diferente, assim como o momento em que o clube paulista atravessava. Pela segunda rodada do Brasileirão, no dia 22 de abril, o time catarinense aplicou uma goleada por 6 a 1, em Florianópolis, que resultou na saída do técnico Émerson Leão. Essa foi a maior derrota da equipe do Parque Antarctica na temporada e fez parte da péssima fase que durou até o início do Mundial da Alemanha.

31Faltas cometidas23
2Finalizações certas5
7Finalizações erradas6
198Passes certos156
68Passes errados58
14Dribles7
PALMEIRAS X FIGUEIRENSE
O Figueirense, por sua vez, vê a igualdade com bons olhos, pois se mantém entre os dez primeiros colocados da tabela. Isso só não aconteceu na quarta rodada, quando o time caiu para o 12° posto. De lá para cá, o clube alvinegro sempre figurou na zona de classificação para a Copa Sul-Americana. No entanto, o empate aumenta o jejum de vitórias da equipe no Parque Antarctica, já que nunca saiu dos domínios alviverdes com o triunfo.

Agora, o Palmeiras volta a campo neste domingo e terá pela frente o clássico contra o Santos, na Vila Belmiro, às 16h. Já o Figueirense tem seu próximo compromisso no sábado, frente ao Cruzeiro, no Mineirão, também às 16h.

O jogo
"Viemos buscar os três pontos dando prioridade à marcação, mas também tentaremos surpreender o Palmeiras nos contra-ataques", revelou o atacante Schwenck minutos antes do apito inicial. E foi assim que o confronto começou. Os anfitriões tiveram maior domínio da bola, mas esbarraram na defesa do adversário toda vez que tentaram sair para o ataque. Já a equipe de Waldemar Lemos se limitou aos contra-ataques, mas não deixou de levar perigo à meta alviverde.

Aos 10min, Marquinhos Paraná avançou pela esquerda, passando por Nen, e realizou cruzamento para a área. A bola foi em direção a Soares, mas o atacante desperdiçou o chute, mandando para fora, à direita do gol de Diego Cavalieri.

Com o decorrer da partida, o Palmeiras mostrou baixo aproveitamento no setor criativo e teve muitas dificuldades para se aproximar da meta do Figueirense. Sem a presença do lateral Paulo Baier, por suspensão, o time ficou mais retraído e não usou uma de suas principais jogadas: os avanços pela direita.

PALMEIRAS PÓS-COPA
AdversárioDiaPlacar
Vasco13/074x2
Corinthians16/071x0
Goiás23/073x1
Paraná29/074x2
Fortaleza06/080x0
Botafogo13/083x1
Juventude17/081x1
Internacional20/081x1
Fluminense23/083x0
Ponte Preta26/081x1
Figueirense30/081x1
A primeira chance clara de gol só aconteceu aos 38min. Após rápida jogada pela esquerda, Michael cruzou para a área e encontrou Edmundo sozinho. O atacante acertou chute rasteiro de primeira, que foi evitado com boa defesa de Andrey, de pé esquerdo.

Na segunda etapa, Tite promoveu a entrada de Marcinho no lugar de Amaral para passar pela forte marcação. E logo aos 2min, o meia-atacante quase inaugurou o placar. Após falta cobrada por Edmundo, a bola resvalou em Enílton e sobrou livre para Marcinho completar, Contudo, o juiz paralisou a jogada marcando impedimento.

A resposta do Figueirense veio no minuto seguinte. Édson acertou forte cobrança de falta da intermediária e obrigou Diego Cavalieri a cair no canto para realizar grande defesa. Entretanto, o lance não diminuiu a reação do Palmeiras. Aos 11min, após cruzamento da direita, Nen subiu sozinho e cabeceou no travessão.

Mesmo em pior momento na partida, foi o time catarinense que conseguiu sair na frente aos 15min. Schwenck aproveitou cruzamento da direita e chutou de direita no meio das pernas de Nen para marcar o primeiro gol do jogo.

Mas a jogada novamente não influiu na atuação dos anfitriões, que empataram quatro minutos depois. Após passe de cabeça de Edmundo, Enílton invadiu a área livremente e tocou na saída de Andrey para igualar o confronto. Com isso, o Palmeiras ganhou ainda mais motivação, mas não conseguiu mudar o resultado até o apito final.

PALMEIRAS
Diego, Nen, Dininho e Alceu; Amaral (Marcinho), Francis, Wendel, Juninho Paulista (Valdívia), Edmundo e Michael (Chiquinho); Enílton
Técnico: Tite

FIGUEIRENSE
Andrey; Édson, Chicão e Thiago Prado; Flávio, Rodrigo Souto, Carlos Alberto (Diego), Marquinhos Paraná e Henrique; Soares (Vinicius) e Schwenck (Samir)
Técnico: Waldemar Lemos

Local: estádio do Parque Antarctica, em São Paulo (SP)
Árbitro: Antônio Hora Filho (SE)
Auxiliares: Antonio da Cruz e Edno Oliveira (ambos de SE)
Cartões amarelos: Édson (F), Enílton (P), Juninho Paulista (P), Henrique (F), Thiago Prado (F), Valdívia (P), Dininho (P), Alceu (P),
Gols: Schwenck, aos 15min, Enílton aos 19min do segundo tempo

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