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  31/08/2006 - 22h28
Vasco tropeça na retranca da Ponte e perde 'quadra'

Da Redação
Rio de Janeiro

A escalada do Vasco no Campeonato Brasileiro sofreu um abalo. Recheado de desfalques, o time cruzmaltino não passou de um empate por 2 a 2 com a Ponte Preta, em São Januário, na noite desta quinta-feira.

TABU "CHATO" SE MANTÉM
O empate por 2 a 2 diante da Ponte Preta desta quinta-feira mantém uma escrita incômoda para o Vasco: a equipe ainda não venceu nenhum rival paulista em São Januário na atual edição do Brasileirão.
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O resultado trava a possibilidade da quarta vitória consecutiva do time carioca na competição. Os visitantes estiveram em vantagem duas vezes, mas não souberam mantê-la e, com um jogador a menos, permitiram a igualdade.

Nos dias que antecederam à partida, o técnico Renato Gaúcho ressaltou a força do elenco vascaíno. A afirmação foi motivada pelas seis baixas para a partida. Nesta quinta, o Vasco não pôde contar com os zagueiros Paulão, Fábio Braz e o meia Morais - todos suspensos -, além de Wagner Diniz e Ramón, machucados, e Edílson, que pediu pra ser desligado do clube.

"Jogador que está no elenco tem que estar preparado. Não tem titular, nem reserva. As oportunidades surgem e eles precisam corresponder", declarou o treinador.

Contra a Ponte, os substitutos até se esforçaram - os gols foram marcados pelos então suplentes Faioli e Fábio Júnior -, mas a retranca do adversário surtiu efeito. O Vasco pula agora para os 33 pontos e fica na quinta posição.

Dando seqüência à série de quatro partidas no Rio, o time cruzmaltino agora enfrenta o Fluminense, domingo, no Maracanã.

Por sua vez, a equipe de Campinas segue na zona de rebaixamento, com 24 pontos. O empate manteve o tabu de a Ponte Preta jamais ter vencido uma partida atuando na capital fluminense. Em São Januário, por exemplo, o retrospecto é de cinco derrotas e quatro igualdades.

Entretanto, pela postura do time alvinegro durante os 90min, o resultado não foi dos piores. O técnico Marco Aurélio adotou a retranca e fez dois gols em rápidos contragolpes.

"Valeu o empate pelo espírito de luta, a entrega e a doação. Apesar de todas as dificuldades", disse o treinador da Ponte Preta, que no próximo domingo enfrenta o Corinthians, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

O jogo
Incentivado pela torcida, o Vasco começou encurralando a Ponte no campo defensivo. Logo no primeiro minuto, Madson entrou na área e a zaga cortou. Aos 11min, Andrade cobrou falta e a bola tocou no travessão antes de sair.

Retrancada, a Ponte quase não passou do meio-campo no início. Mas na primeira oportunidade que teve, o time visitante abriu o placar. Aos 18min, Fábio Baiano cruzou mal, a zaga vascaína rebateu pior ainda e Tuto chutou duas vezes para marcar. O Vasco partiu desesperadamente para cima do adversário e cedeu espaços atrás.

Aos 22min, Tuto arrancou livre, mas frente a frente com o Cássio chutou muito mal e totalmente sem direção. Os zagueiros salvaram o time de Campinas aos 25min. Primeiro Thiago Matias travou o arremate de Claudemir e depois Preto cortou a tentativa de Jean.

PRESSÃO
O árbitro gaúcho Leonardo Gaciba teve uma atuação bastante contestada pelos dois times. No primeiro tempo, anulou um gol legítimo do Vasco e deixou de marcar um pênalti. Já na etapa final, "compensou" os erros marcando uma penalidade inexistente.

A Ponte Preta também reclama do excesso de rigor na expulsão de Preto. Porém, o que mais contrariou o técnico Marco Aurélio foi a pressão do técnico Renato Gaúcho no intervalo.

"Não pode haver esse tipo de pressão", declarou o treinador do time de Campinas.

O comandante vascaíno dirigiu-se a Gaciba e comentou: "Você é um grande árbitro, mas errou em dois lances decisivos. Não pode cometer um erro tão infantil desses".
Um lance polêmico, aos 35min, provocou muita reclamação do Vasco. Madson chutou, a bola quicou na frente de Faioli e sobrou para Abedi marcar. Erradamente, o árbitro Leonardo Gaciba anulou a jogada por impedimento. Logo depois, Iran derrubou Faioli sobre a linha da área, mas Gaciba ignorou o pênalti.

"A arbitragem foi confusa e esperamos entendê-la melhor na segunda etapa para poder virar o jogo", disse, no intervalo, o volante vascaíno Andrade.

No segundo tempo, o técnico Renato Gaúcho foi para o tudo ou nada. Retirou o zagueiro Eder e colocou o atacante Fábio Júnior. "Quero ganhar esse jogo", explicou o treinador.

A pressão começou aos 4min, quando Fábio Júnior fez boa jogada pela esquerda, Faioli não alcançou e Jean cruzou fraco para o goleiro rival defender. Aos 6min, Madson simulou uma penalidade e Gaciba entrou na onda vascaína.

Na cobrança, Faioli deslocou Jean e empatou a partida. Porém, não deu nem tempo para comemorar. Aos 8min, Velber entortou Diego e cruzou para Tuto desempatar.

O Vasco tentou se reorganizar e só ameaçou novamente aos 15min, quando Fábio Júnior chutou e Jean defendeu com um soco. Uma entrada violenta de Preto, aos 20min, deixou a Ponte com um jogador a menos.

Na cobrança, Andrade quase marcou. Mas a igualdade demorou pouco. Aos 23min, Fábio Júnior fez bela jogada individual e bateu forte. Assim como no primeiro gol vascaíno, a Ponte assustou logo na seqüência. Iran chutou e Cássio defendeu sem dar rebote.

O jogo caiu de ritmo e o Vasco só teve a oportunidade da virada aos 33min, mas Fábio Júnior cabeceou para fora dentro da pequena área. Na última chance, aos 48min, Jean bateu de fora da área e a bola passou perto.

VASCO
Cássio; Claudemir (Thiago Maciel), Eder (Fábio Júnior), Jorge Luiz e Diego; Ygor, Andrade, Abedi e Madson (Coutinho); Jean e Faioli
Técnico: Renato Gaúcho

PONTE PRETA
Jean; Thiago Matias (Ricardo Conceição), Rafael Santos e Preto; Nei, Carlinhos, Thiago Carpini, Fábio Baiano (Luiz Carlos) e Iran; Tuto (Jean) e Vélber
Técnico: Marco Aurélio

Local: estádio de São Januário, no Rio de Janeiro
Árbitro: Leonardo Gaciba da Silva (Fifa-RS)
Auxiliares: José Javel Silveira (RS) e José Otávio Dias Bitencourt (RS)
Cartões amarelos: Carlinhos (P), Iran (P), Tuto (P)
Cartão vermelho: Preto (P)
Gols: Tuto, aos 18min do primeiro tempo; Faioli, aos 7min, Tuto, aos 8min, Fábio Júnior, aos 23min do segundo tempo

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