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  02/09/2006 - 21h28
Brasil x Argentina tem na Europa histórico pequeno e decisivo

Bruno Freitas
Enviado especial do UOL
Em Londres (Inglaterra)

Maior clássico da América do Sul, Brasil x Argentina é um confronto raro em campos da Europa. Os estádios do Velho Continente viram apenas quatro choques entre os arqui-rivais, que se enfrentam neste domingo em Londres. No entanto, todos esses encontros são pontuais na rica história dessa rivalidade.

Três desses jogos na Europa aparecem nas páginas das Copas. O primeiro deles aconteceu na segunda fase do Mundial de 1974, na Alemanha, quando o Brasil do técnico Mário Zagallo derrotou o rival em Hannover por 2 a 1, com gols de Rivellino e Jairzinho. Miguel Angel Brindisi descontou para os argentinos.

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A seleção voltaria a derrotar o adversário em Copas na Espanha, em 1982. Novamente em um encontro de segunda fase, os brasileiros, dirigidos por Telê Santana, venceram a Argentina em Barcelona por 3 a 1, com gols de Zico, Serginho Chulapa e Júnior. Ramón Diaz marcou para os argentinos, que tiveram Diego Maradona expulso na oportunidade.

A Argentina se vingaria oito anos mais tarde, na partida que entraria para o rol de decepções brasileiras em Copas. Em um lance de inspiração de Maradona, que acabou em gol de Claudio Cannigia, os argentinos eliminaram a seleção de Sebastião Lazaroni e do então volante Dunga nas oitavas-de-final do Mundial da Itália, em 1990. A partida foi disputada em Turim.

A última edição européia do "superclássico" sul-americano aconteceu na decisão da Copas das Confederações de 2005. Na oportunidade, o Brasil de Carlos Alberto Parreira massacrou os arqui-rivais por 4 a 1, vencendo com gols de Kaká, Ronaldinho e dois de Adriano. Pablo Aimar anotou para os argentinos só no final.

Fora da América do Sul, além dos jogos na Europa, Brasil e Argentina estiveram frente a frente em outras quatro oportunidades. Foram três confrontos em Pan-Americanos: empate em 1956 no México (2 a 2), vitória argentina em 1960 na Costa Rica (2 a 1), triunfo brasileiro na mesma edição costarriquenha (1 a 0). Em todas essas ocasiões a seleção estava representada exclusivamente por jogadores de times de Rio Grande do Sul.

Por fim, no único amistoso desta relação, brasileiros e argentinos empataram sem gols em Melbourne, em 1988, no Torneio Bicentenário da Independência da Austrália. À época, a seleção estava nas mãos do técnico Carlos Alberto Silva.


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