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12/09/2006 - 19h21
Assembléia nomeia Hildo Nejar presidente interino da Ferj
Vinícius Barreto Souto Especial para o Uol Esporte No Rio de Janeiro
Em Assembléia Geral encabeçada por Flamengo e Botafogo, respaldada por decisão judicial, realizada nesta terça-feira, na sede do América-RJ, 16 filiados à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) nomearam Hildo Nejar como novo presidente interino da entidade.
Durante a Assembléia Geral desta terça-feira, vários representantes acusaram a entidade de fazer pressão sobre os membros na tentativa de esvaziar a sessão.
Além de todos ganharem um telegrama que garantia a ilegalidade da reunião, alguns também receberam telefonemas e até um convite para um churrasco, a ser realizado na mesma hora do encontro na sede do América.
"Foram todos convidados para esse almoço num momento em que a federação deve R$ 30 milhões, mas encontra forças para pagar boca-livre para as ligas", disparou Pedro Trengrouse, representante da Liga de Bom Jesus do Itabapoana. |
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| PRESSÃO DA FERJ ESVAZIA ASSEMBLÉIA NESTA TERÇA |
| LEIA MAIS | Contudo, este promete ser apenas mais um capítulo do longo imbróglio envolvendo a disputa pelo poder da Ferj após a morte do ex-presidente Eduardo Viana, o Caixa D'Água.
"A primeira providência é comunicar a decisão à Ferj para que o Hildo assuma a presidência de imediato e, caso haja alguma contestação, vamos encaminhar o processo à 6ª Vara Cível para que o Juiz encaminhe o Hildo à presidência", disse o diretor jurídico do Botafogo Vantuil Gonçalves, que não arriscou uma previsão de quando Hildo poderá efetivamente assumir a presidência da Ferj.
"Vai depender do tempo de análise do Juiz para tomar a decisão. Mas nos cercamos bem para que seja prevalecida a vontade dos clubes", completou. "Nenhuma das partes envolvidas vai conseguir decidir isso. Com certeza, só a Justiça vai decidir", afirmou o presidente do América Reginaldo Mathias.
O imbróglio envolvendo a sucessão presidencial na Ferj começou poucos dias após o falecimento de Viana. Amparado pelo estatuto da federação, o vice-presidente Rubens Lopes assumiu o poder. Contudo, Flamengo e Botafogo contestam a legitimidade desta sucessão.
Isso porque antes da morte de Viana foi realizada uma Assembléia Geral - no dia 14 de dezembro de 2005 - que alterou o regime sucessório. Em atrito com Rubens, Caixa D'Água nomeou Hildo Nejar como seu sucessor no caso do seu afastamento temporário ou permanente justamente para evitar qualquer possibilidade de seu desafeto assumir a presidência da Ferj.
A mudança no estatuto contou com a aprovação de todos os filiados presentes àquela Assembléia. "Isso foi registrado no registro civil das pessoas jurídicas e, portanto, é incontestável. Na nossa opinião, temos que dar posse ao doutor Hildo Nejar imediatamente", afirmou o presidente do Flamengo Márcio Braga.
Por isso, Flamengo e Botafogo deram entrada no processo para realização da Assembléia Geral desta terça, na qual os filiados decidiriam quem deveria ser nomeado presidente interino da Ferj até o final do mandato de Eduardo Viana, que termina em 2007.
Mas enquanto os rivais comemoram o resultado do encontro, que não contou com as presenças de Vasco, Fluminense, os demais clubes da primeira divisão, todos da Série B e vários outros da C, a Ferj contesta a legalidade do mesmo.
"A reunião teve caráter ilegal. Não fomos nós que organizamos. Isso foi uma invenção do Márcio Braga, sem fundamento nenhum. Ele convocou alguns clubes e decretou Hildo Nejar como presidente. Não reconhecemos essa decisão. Aliás, nós publicamos um edital falando sobre a ilegalidade da reunião e o Juiz da Sexta Vara Cível nos deu razão. O presidente segue sendo Rubens Lopes", disse Pedro Costa, assessor da presidência da Ferj.
Entretanto, o diretor jurídico do Botafogo apresentou uma cópia da decisão judicial tomada pelo mesmo Juiz da 6ª Vara Cível, Heleno Pereira Nunes, que garante a legalidade da Assembléia Geral desta terça. Por outro lado, a mesma decisão admite que as deliberações tomadas pelos filiados na reunião desta tarde só terão validade após o final do processo.
"Tentaram descaracterizar a Assembléia dizendo que ela é ilegal porque não foi convocada pela Ferj. Mas hoje mostramos para todos a decisão do Juiz. Portanto, quero deixar claro que essa assembléia está sendo feita de forma legal, com respaldo do Juiz. A legitimidade é total", garantiu o advogado. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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