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  13/09/2006 - 20h25
Aos 28 anos, Riquelme se despede da seleção argentina

Da Redação
Em São Paulo

O meia Juan Román Riquelme não vai mais vestir a camisa da seleção argentina. A notícia foi dada pelo próprio jogador ao programa de TV "Telenoche", na noite desta quarta-feira.

CENAS DE RIQUELME NA SELEÇÃO
Reuters
Riquelme vê a festa brasileira na derrota da Argentina em duelo recente em Londres
AFP
Riquelme é substituído por Cambiasso na eliminação da Argentina na Copa de 2006
EFE
Torcida argentina leva faixa com rosto de Riquelme à Copa do Mundo da Alemanha
AFP
Riquelme briga pela bola contra Costa do Marfim, em seu primeiro jogo em Mundiais
Reuters
Riquelme brilha na vitória por 3 a 1 sobre o Brasil nas eliminatórias para a Copa 2006
PERFIL DE RIQUELME
RIQUELME NA COPA DO MUNDO
O meia, que vive sucesso com a camisa do Villarreal, da Espanha, disse que problemas físicos e, principalmente, um problema de saúde de sua mãe, foram responsáveis pelo anúncio. "O anúncio é normal, tomei a decisão de não jogar mais pela seleção. Um filho tem de pensar na saúde de sua mãe, por isso, a decisão não foi difícil. Sempre tive as coisas claras", disse o jogador.

Riquelme, famoso pelo toque refinado na bola, mas contestado pela falta de movimentação, não terá uma despedida formal da seleção. Sua última partida foi a derrota por 3 a 0 para o Brasil, em Londres, quando foi o capitão, mas teve uma atuação apagada.

Símbolo da era Jose Pekerman na equipe nacional e eleito pelo novo técnico, Alfio Basile, para ser o capitão da Argentina no novo ciclo depois da Copa do Mundo da Alemanha, Riquelme sempre viveu entre o céu e o inferno no time desde a sua estréia, em 16 de novembro de 1997.

Sempre que a Argentina vacilava, o nome de Riquelme era pedido como o "salvador" do meio-campo. Quando jogava, convivia com as críticas. Como disse o "Olé", a relação entre o jogador e a seleção era como a vivida em uma "novela mexicana".

A estréia no time nacional aconteceu em 1997, contra a Colômbia, justamente em La Bombonera, estádio em que viveu grande momentos de sua carreira com a camisa do Boca Juniors. Na ocasião, o então técnico Daniel Passarella sacou o meia Gallardo e colocou Riquelme nos 10 minutos finais da partida.

Com Carlos Bianchi como técnico, Riquelme rendeu o bom futebol que mostrou pelo Boca entre 1996 e 2002. A presença do meia ganhou apoio popular e da imprensa. Como resultado, ganhou uma oportunidade com o técnico Marcelo Bielsa, mas não convenceu e ficou fora da lista de convocados para a Copa do Mundo de 2002.

Na mesma época, foi para o Barcelona, clube no qual atuou sem brilho entre 2002 e 2003. Foi então emprestado ao Villarreal, time que defende até hoje e no qual reencontrou sua velha forma.

O bom desempenho no time espanhol e a chegada à seleção do técnico Pekerman fizeram com que Riquelme voltasse a ser chamado, sempre como titular. Brilhou na vitória por 3 a 1 sobre o Brasil, em julho de 2005, pelas eliminatórias para o Mundial de 2006, mas, depois, caiu de rendimento e, mais uma vez, foi questionado.

RIQUELME NA SELEÇÃO
Estréia: 16/11/1997 (Argentina 1 x 1 Colômbia)
Jogos: 37
Gols: 8
Copas: 1 (5 jogos - 2006)
Títulos: Mundial sub-20 e Sul-Americano sub-20 (1997)
Sob pressão, foi convocado para a Copa da Alemanha com a obrigação de ser o "maestro" do time. Foi titular nas cinco partidas da Argentina e não marcou nenhum gol, mas foi fundamental, participando de quase todas as jogadas de perigo da equipe, eliminada nos pênaltis pelos anfitriões nas quartas-de-final.

Assim, Riquelme deixa a seleção sem uma conquista marcante. Os títulos pela Argentina vieram apenas nas categorias de base, já que foi campeão mundial sub-20 na Malásia, em 1997 e do Sul-Americano do Chile, no mesmo ano. Em 1998, foi campeão do tradicional Torneio de Toulón, na França, e ainda foi eleito o melhor jogador da competição.


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