| |
21/09/2006 - 09h00
Entre egoísmo e individualidade, Palmeiras visita o Santa Cruz
Paulo Galdieri Da Folhapress Em São Paulo
A última vitória do Palmeiras no Brasileiro ficou mais marcada pelas reclamações de Juninho e Edmundo a respeito da falta de espírito coletivo do time do que pela virada sobre o São Caetano. O clima no elenco, então, foi influenciado por um sentimento de coletividade exacerbado que norteou a preparação para a partida seguinte, contra o Cruzeiro. O resultado: derrota em Belo Horizonte.
 Titular no ataque, Marcinho defende e se inclui na lista de "fominhas" do Palmeiras | Pois, para voltar a vencer, e em um momento em que um novo tropeço pode significar o retorno para a zona do rebaixamento, o egoísmo e a individualidade voltaram a ser pregados.
E o papel de porta-voz da habilidade individual como grande arma para derrotar nesta quinta-feira o Santa Cruz, no estádio Arruda, às 20h30, coube a Marcinho, o único atacante no esquema utilizado por Tite no Palmeiras.
Com a ginga própria dos jogadores mais habilidosos do que solidários, Marcinho vê na "arte" de ser "fominha" a melhor maneira de conquistar vitórias, ainda mais uma tão importante como a que os palmeirenses pretendem conquistar na partida -um tropeço no Recife pode significar o retorno à zona do rebaixamento e aos problemas inerentes a tão incômoda posição na tabela.
"Eu, o Edmundo, o Juninho, o Rosembrick e o Valdivia somos jogadores que prendem um pouco mais a bola para tentar algo diferente. Jogadores têm que tentar entender isso. Todos nós temos que entender isso", prega Marcinho, com uma tese que, apesar de contemplá-los, não tem apoio de Juninho e Edmundo, os dois atletas que mais reclamaram de excesso de individualismo há duas semanas.
Mas, de uma certa maneira, o Palmeiras já vinha fazendo -sem muito sucesso em termos práticos- o que o seu atacante agora defende.
O time do Parque Antarctica é um dos mais individualistas do Brasileiro. A equipe de Tite é a terceira que mais tenta dribles na competição, com média de 18 por partida.
O volante Roger Bernardo resumiu a importância do confronto com o Santa Cruz. Para ele, um novo tropeço seria desastroso para o Palmeiras. Por isso, o jogador afirma que o duelo no Recife terá tratamento de final.
"Estamos indo para terminar de matá-los. A gente não tem nada a ver com isso", diz o volante, ao se referir ao fato de o Santa Cruz ser o lanterna do Brasileiro. |
|---|
| VOLANTE PALMEIRENSE APOSTA NA DETERMINAÇÃO |
| A estratégia de apostar no talento individual, no entanto, não está em alta no Nacional. O pódio dos times mais individualistas do torneio tem, além dos palmeirenses, duas equipes que estão mais preocupadas com a parte inferior da tabela do que com os primeiros lugares: o São Caetano, que arrisca 18,3 dribles por jogo e está na zona de rebaixamento, e o Corinthians, que tenta 19,3 por confronto no torneio.
Como comparação, o líder do campeonato, o São Paulo, ocupa apenas a oitava posição entre as equipes mais dribladoras. Em contrapartida, o arqui-rival do Palmeiras prima pela grande quantidade de passes trocados (é o quarto que mais tenta passes em suas partidas).
E, enquanto no Palmeiras a discussão entre individualismo e espírito coletivo são discutidos, no Santa Cruz, o lanterna do campeonato, a fórmula para tentar uma reação foi realizar a concentração fora do Recife para evitar pressões.
SANTA CRUZ Guto; Osmar, Adriano, Sidraílson e P. Rodrigues; Júnior Maranhão, W. Surubim, A. Recife e Nenê; J. Henrique e M. Mexerica Técnico: Fito Neves
PALMEIRAS Diego Cavalieri; Dininho, Daniel e Marcinho Guerreiro; Marcelo Costa, Roger Bernardo, Wendel, Edmundo, Juninho e Chiquinho; Marcinho Técnico: Tite
Local: estádio do Arruda, no Recife Horário: 20h30 Juiz: Alicio Pena Júnior (Fifa-MG) Na TV - Sportv (para São Paulo e Rio de Janeiro), ao vivo
UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
|