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22/09/2006 - 14h08
Atlético Mineiro lança campanha contra pirataria
Julio César Rezende, do Pelé.Net Em Belo Horizonte
Decidido a pelo menos minimizar a "pirataria" de sua marca, o departamento de marketing do Atlético-MG lançou o Programa de Democratização do Acesso ao Produto Oficial, cujo objetivo é oferecer aos torcedores produtos com preços baixos e bem próximos daqueles praticados no mercado clandestino.
A primeira iniciativa do clube foi lançar a réplica da camisa oficial do Atlético por um preço mais em conta para o torcedor, que poderá trocar a sua pirata pelo modelo oferecido na Loja do Galo, pagando R$ 59,90. Após essa promoção, que termina neste sábado, o preço passa a ser R$ 74,90, que ainda é menor que os R$ 139,90 cobrado pela camisa oficial.
O assistente de marketing do Atlético, Felipe Soalheiro, informou que as cópias "piratas" da camisa alvinegra estão sendo vendidas em Belo Horizonte por aproximadamente R$ 50. "A gente chegou o mais perto possível disso, com um produto de qualidade", observou.
A próxima ação do clube, segundo Soalheiro, ocorrerá em outubro, quando serão lançados mais cinco produtos a preços reduzidos: chaveiros, bonés, gorros, faixas para a cabeça e bandanas. Um boné, que custa atualmente R$ 40, sairá por R$ 15, por exemplo.
A meta do departamento de marketing do Atlético é mais ambiciosa. Até o final de 2007, o clube quer dobrar o número de consumidores, que passariam dos 70 mil atuais para 140 mil. Em 2008, ano em que o Galo completará 100 anos de existência, o objetivo é dobrar esse público.
Para isso, uma das ações futuras será o credenciamento de "ambulantes oficiais" da Loja do Galo, cujo o objetivo é se aproximar cada vez mais do torcedor. "Estamos em fase de seleção e treinamento dos ambulantes", informou Soalheiro, que é o responsável pela área de produtos ao consumidor no Atlético.
Outro passo importante para aumentar a venda de produtos oficiais será a criação de uma rede de fornecedores a partir do próximo ano. "É uma solução que atinge o interior de Minas e outros estados, como São Paulo, Brasília e o Espírito Santo, onde o Atlético tem a terceira maior torcida, perdendo só para Flamengo e Vasco", afirmou o assistente de marketing.
Felipe Soalheiro vai além e explica que a meta é transformar lojas no interior em pontos de encontro de atleticanos. Segundo ele, já existem comerciantes interessados na iniciativa. "O objetivo é que eles se tornem pontos de relacionamento de torcedores", acrescentou.
Milhões de reais Em função da "pirataria", que é representativa na receita do clube mineiro, Felipe Soalheiro estima que grande parte da fanática torcida não consome os produtos oficiais do Atlético. "A proporção é de, para cada camisa oficial vendida, três piratas sejam comercializadas. São, de fato, milhões de reais que os clubes perdem", exemplificou.
O assistente de marketing do Atlético disse que é muito difícil combater a pirataria no Brasil. Uma saída seria o desenvolvimento de medidas conjuntas entre os clubes. "O comércio clandestino faz a festa. Para produzir produtos 'piratas', qualquer um monta uma fábrica em casa, coloca o escudo do Atlético e vende", comentou.
Atualmente o Atlético comercializa 200 produtos licenciados. A meta é dobrar esse número até o final de 2008, em comemoração pelo centenário do clube. Segundo Felipe Soalheiro, a democratização do acesso ao material oficial ao torcedor vem sendo discutida internamente desde 2004.
Até o final de 2007, o departamento de marketing espera oferecer pelo menos 50 produtos oficiais com preços reduzidos aos torcedores. "A réplica da camisa é apenas a ponta do iceberg para levar o produto oficial do Atlético aonde o torcedor está", ressaltou Soalheiro. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)
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