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  25/09/2006 - 19h42
Futebol ainda é 'menina dos olhos' dos anunciantes

Eduardo Peixoto
Especial para o UOL Esporte
No Rio de Janeiro

Escândalo na arbitragem, campeonato esvaziado por transferências internacionais e desempenho frustrante da seleção na Copa do Mundo. Nenhum dos desabonadores atributos tira do futebol o topo do ranking de esporte mais indicado para patrocinadores.

OS 10 MAIS RECOMENDADOS
1º Futebol
2º Automobilismo
3º Vôlei
4º Ginástica
5º Golfe
6º Tênis
7º Hipismo
8º Basquete
9º Motociclismo
10º Desportos aquáticos
Nesta terça-feira, durante o 2º Fórum Internacional Marketing Esportivo de Resultados, no Rio de Janeiro, o executivo José Estevão Cocco expôs uma lista com a classificação das modalidades esportivas mais propícias para retorno dos anunciantes.

A categorização envolve 55 esportes e tem 20 critérios como pontos básicos. Dentre eles estão, por exemplo, espaço na mídia e ligação da modalidade com outros patrocinadores - a imagem do vôlei seria ligada em demasia ao Banco do Brasil, o que o faz perder pontos.

Segundo Cocco, o ranking é mutante. "O tênis na época do Guga estava lá em cima. Não dá para dizer que agora é a mesma coisa. Já o taekwondo era desconhecido da maioria dos brasileiros e ganhou um valor a mais após o título mundial da Natália", disse o palestrante, referindo-se a Natália Falavigna, que estava presente no hotel na zona sul do Rio.

Apesar dos percalços, o futebol segue inatingível no ranking genérico - sem customização de variáveis. Apesar da fase ascendente e do período de vitórias em profusão, o vôlei fica somente na terceira colocação.

Em segundo aparece o automobilismo. Mesmo sem o "fator Ayrton Senna", o esporte ainda é muito atrativo por causa da associação direta à alta tecnologia. Pouco praticado no país, o golfe aparece na surpreendente quinta posição. A glamourização da marca e o alto poder aquisitivo dos praticantes do esporte são fortes atrativos.

"Quem tenta pegar carona no sucesso de um esporte sem o devido planejamento tem grande chance de fracassar. Para obter retorno é necessário onde, como e por que investir", ensinou José Estevão Cocco.


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