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14/10/2006 - 17h52
Sem torcida, Cruzeiro perde pênalti e empata com Fortaleza
Do Pelé.Net Em Belo Horizonte
Sem o apoio de sua torcida, que não pôde assistir o jogo por causa de punição imposta ao clube pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), o Cruzeiro jogou mal e não passou de um empate com o Fortaleza, em 0 x 0, neste sábado, no Independência. A Raposa teve um pênalti perdido, pelo meia Wagner, no final do primeiro tempo, e complicou a sua situação com vistas à classificação à próxima edição da Libertadores.
| Apesar de ter sido um empate com sabor de derrota, na definição do meia Wagner, o empate com o Fortaleza fez com que o Cruzeiro mantevivesse uma invencibilidade de quatro anos e um mês jogando no estádio Independência. A última derrota da equipe celeste no local foi em 12 de setembro de 2002, quando perdeu por 2 a 0 para o Guarani, pelo Brasileiro daquele ano. |
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| CRUZEIRO MANTÉM SÉRIE INVICTA NO INDEPENDÊNCIA |
| LEIA MAIS | O Fortaleza, por sua vez, não mudou substancialmente a sua situação no Brasileiro, que é desesperadora. Com o ponto somado fora de casa, o Leão chegou a 28 pontos, mas continua longe de sair da zona de rebaixamento e segue cada vez mais ameaçado de queda para a Série B em 2007. Foi um resultado ruim para os dois times.
A torcida do Cruzeiro, que foi impedida de comparecer ao Independência, por causa de uma pilha aturada por um torcedor em direção ao gramado do Mineirão, no jogo em que o time mineiro venceu o Palmeiras, por 1 x 0, não perdeu grande coisa. Foi um jogo fraco tecnicamente e ruim também no quesito determinação e disposição.
O Cruzeiro não conseguiu dar seqüência ao seu bom momento como mandante, já que vinha de vitórias, em casa sobre Palmeiras e Internacional, além de dois bons resultados como visitante - triunfo por 1 x 0 sobre a Ponte Preta, em Campinas, e empate em 1 x 1 com o Atlético-PR. O Fortaleza, por sua vez, perdeu a oportunidade de conquistar a primeira vitória sobre o Cruzeiro em Belo Horizonte e marcar um gol nesse adversário, o que nunca aconteceu.
Com o tropeço em casa, o Cruzeiro se manteve em sexto lugar, com 42 pontos, mas sem diminuir a diferença para o Paraná, o seu concorrente mais direto na briga pela vaga à Libertadores, que poderá ampliar de quatro para sete a frente, já que recebe o Goiás, no Pinheirão, neste domingo. A Raposa pode ser ultrapassado pelo Vasco, que vai enfrentar o Santa Cruz, no Arrudão.
O jogo
Uma tempestade caiu sobre a Zona Leste de Belo Horizonte momentos antes do jogo, mas não foi suficiente para afetar o gramado do Estádio Independência, que suportou bem o aguaceiro. Com a bola rolando, o início da partida foi morno. O Cruzeiro tomava a iniciativa, na base do toque de bola, tentando se beneficiar da opção feita por Oswaldo de Oliveira de um meio-campo mais criativo, com as saídas de Élson, Fábio Santos e Wagner.
O Fortaleza, por sua vez, entrou fechado, mesmo precisando desesperadamente da vitória para tentar escapar da zona de rebaixamento. O Leão cearense, no entanto, limitava-se a tentar explorar alguns contra-ataques, buscando geralmente a bola alta para o grandalhão Finazzi, único centroavante de ofício, escalado por Roberval Davino, com o meio-atacante Lúcio, atuando mais adiantado.
Sem a presença da torcida, já que o jogo foi disputado com portões fechados, o Cruzeiro não conseguia se achar na partida. Lento e sem criatividade, o time celeste pecava no ataque por Ter dois jogadores de características semelhantes e que se movimentavam pouco: Élber e Ferreira. A equipe cearense, por sua vez, estava bem posicionada em campo e conseguia marcar firme.
Em esporádicos contra-ataques o Fortaleza chegava ao gol celeste. Na vez que mais ameaçou, Lúcio chutou cruzado da direita e o goleiro Fábio fez boa defesa. A Raposa tentava aproveitar a qualidade técnica de Leandro pela esquerda avançava com perigo pelo seu setor. Mas o Cruzeiro levou mais perigo foram nas cobranças de faltas.
Aos 36min, Wagner bateu a falta na barreira, mas no rebote, Élson chutou e bola foi para fora, mas com perigo. Dois minutos depois, foi a vez de Élson fazer a cobrança e obrigou o goleiro Edson Bastos a uma defesa. O Cruzeiro seguiu insistindo, mas sem muita força ofensiva e acabou desperdiçando a melhor chance, aos 39min, quando Alan cometeu pênalti sobre Ferreira. Na cobrança, aos 41min, Wagner bateu e Edson Bastos fez a defesa.
"O goleiro foi bem, mérito dele", afirmou Wagner, ao sair para o intervalo. O goleiro Edson Bastos disse que procurou desestabilizar o cobrador e teve êxito. "Se ele falou isso, deixa", reagiu o artilheiro cruzeirense no Brasileiro, mas que desperdiçou sua segunda cobrança de pênalti na competição. O atacante Lúcio, do Fortaleza, disse que o seu time precisa "caprichar" mais no último passe, para surpreender o Cruzeiro.
Os dois times voltaram com as mesmas escalações para o segundo tempo e o futebol também não foi diferente. A partida continuava em ritmo lento e os dois times sem criatividade. Poucos lances de emoção surgiam. O Cruzeiro não conseguia ameaçar o gol de Edson Bastos. O Fortaleza também pouco atacava. Aos 10min, Mazinho Lima bateu mal, uma falta, desperdiçando boa oportunidade.
Aos 13min, quando Oswaldo de Oliveira preparava uma substituição para dar mais velocidade e movimentação ao ataque celeste, os planos dele foram prejudicados pela expulsão de Ferreira. Mesmo assim, o treinador manteve a mexida, colocando Diego no lugar de Élber, mas aí a Raposa ficou sem o seu atacante de referência e com um jogador a menos, a exemplo do que aconteceu no jogo contra o Atlético-PR, domingo passado.
Com um jogador a mais, o Fortaleza assumiu o domínio do jogo e teve chances de marcar o gol, o que não aconteceu, mais uma vez, graças às boas intervenções do goleiro Fábio, que voltou a se destacar. Aos 18min, ele pegou bom chute de Lúcio. Dois minutos depois, o goleiro sdalvou nos pés de Finazzi.
Aos 30min, Dude foi expulso igualando o jogo do ponto de vista numérico. No final da partida, Oswaldo de Oliveira abriu mão do sistema 3-5-2, colocando o volante Léo Silva na vaga de André Luis e pôs o meia Francismar no lugar do volante Fábio Santos. Houve uma pressão celeste e, aos 39min, Leandro desperdiçou boa chance, criada por Léo Silva, acertando a trave.
CRUZEIRO 0 X 0 FORTALEZA
Cruzeiro Fábio; Luizão, André Luis (Léo Silva) e Gladstone; Gabriel, Fábio Santos, Élson, Wagner e Leandro; Élber (Diego) e Ferreira Técnico: Oswaldo de Oliveira
Fortaleza Edson Bastos, Ivan, Alan, Dezinho e Jorge Mutt; Dude, Chicão, André Cunha (Ânderson) (Osvaldo) e Mazinho Lima, Lúcio e Finazzi Técnico: Roberval Davino
Data: 14/10/2006 (sábado) Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP) Assistentes: Márcio Luiz Augusto (SP) e Aline Lopes Lambert (SP) Cartões amarelos:Fábio Santos (Cruzeiro); Dude, Ânderson (Fortaleza) Cartões vermelhos: Ferreira (Cruzeiro); Dude (Fortaleza)
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