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03/11/2006 - 00h36
Muricy admite fraco rendimento e culpa ansiedade por empate
Marcius Azevedo Em São Paulo
O empate por 1 a 1 com a Ponte Preta diminuiu de sete para cinco pontos a vantagem do São Paulo para o Internacional-RS, segundo colocado do Campeonato Brasileiro. Mas a aproximação do time gaúcho não foi o fator mais preocupante para a equipe tricolor. Frustrado, o treinador Muricy Ramalho precisou admitir que o rendimento de seu time foi aquém do esperado.
"Eu saí com um sentimento que eu acho que todo torcedor teve com o jogo de hoje: estou triste. Acho legal quando o time joga bem e convence, mas hoje [quinta-feira] nós não fomos bem. Isso acontece, sim, mas é reflexo da dificuldade que é o Campeonato Brasileiro", justificou Muricy Ramalho.
O principal problema, segundo o treinador, é que o São Paulo não conseguiu reeditar o desempenho das partidas anteriores: "Nós vínhamos jogando muito bem, mas tem vezes em que você não consegue render o seu normal. Não faltou vontade e nem determinação no jogo contra a Ponte, mas não funcionou. A coisa foi meio desorganizada e eu não gosto disso".
Ciente de que sua equipe não jogou bem contra a Ponte Preta, o comandante usou a ansiedade como explicação. "Isso atrapalhou um pouco. Você vê que jogadores importantes da nossa equipe erraram muitos passes", salientou.
Ansioso, o São Paulo teve problemas com a saída de bola e não conseguiu alimentar seus atacantes como deveria. "Se você não tem qualidade no passe, não tem nada. Esse é o ponto forte do nosso time. O Souza, por exemplo. Ele vem desequilibrando, mas errou muitos passes por causa da ansiedade e não jogou bem hoje [quinta-feira]", classificou Muricy.
O próprio Souza reconheceu que a falta de tranqüilidade prejudicou o São Paulo no confronto com a Ponte Preta. "Nós ficamos ansiosos demais. Não é para o time ficar ansioso em um jogo como esse. Precisávamos ter mostrado um pouco mais de calma e isso justificou o empate", admitiu o camisa 21.
A postura do meia corroborou as palavras do zagueiro Fabão, que cobrou mais calma de seus companheiros: "Fomos um pouco afobados, principalmente no primeiro tempo. Faltou organização e isso é complicado".
A única coisa que os são-paulinos não conseguiram explicar é o motivo de tanta ansiedade em um time que lidera o Campeonato Brasileiro com folga, a seis jogos de conquistar o título nacional.
"Isso é uma coisa normal do futebol, ainda mais em uma competição como é o Campeonato Brasileiro. A partida contra a Ponte foi muito complicada e nós já sabíamos que seria assim", disse o atacante Thiago.
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