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08/11/2006 - 17h32
Possível punição emperra transferência de meia do Figueirense
Gustavo Franceschini Em São Paulo
Com a denúncia de falsidade ideológica do volante Carlos Alberto, e seu posterior afastamento do Figueirense, o mercado de contratações do final do ano pode perder uma movimentação. Destaque do time catarinense no Campeonato Brasileiro, o atleta interessava a vários clubes, mas agora pode ser punido por até 720 dias caso fique comprovado que falsificou sua certidão de nascimento.
Como o contrato de Carlos Alberto com o Figueirense se encerra no dia 31 de dezembro deste ano, a possibilidade de uma contratação a custo zero chamou a atenção dos clubes. O São Paulo, líder do Campeonato Brasileiro, foi um dos interessados, e muito diziam que já teria fechado um pré-contrato com o atleta para a disputa da próxima temporada pelo clube paulista.
Além do São Paulo, o futebol de fora do país demonstrou interesse em contratar os serviços de Carlos Alberto. Segundo José Carlos Lages, presidente da Figueirense Participações, um clube japonês, que ele negou ser o Gamba Osaka, havia feito uma sondagem pelo atleta.
Nesse caso, o Figueirense teria duas opções para fechar a contratação. Além da possibilidade de vender o atleta antes do fim do contrato, o clube catarinense poderia renovar seu compromisso com o atleta para depois emprestá-lo ao futebol japonês. Com isso, evitaria que Carlos Alberto deixasse o clube sem nenhuma compensação financeira.
Com as denúncias, e a provável punição, o futuro de Carlos Alberto é incerto. Segundo Lages, faz parte da política do Figueirense tratar de renovações de contratos apenas após o término do campeonato. Por isso, uma eventual punição ao atleta pode interferir na continuação, ou não, dele no clube.
A política de aguardar parece ser a mesma no São Paulo, que não quer participar ativamente da discussão sobre Carlos Alberto. "Temos interesse [no atleta], mas temos que ver o que irá acontecer. Vamos acompanhar de longe, mas sabemos que o jogador pode ficar suspenso por algum tempo", disse João Paulo de Jesus Lopes, diretor de futebol do clube.
Enquadrado no artigo 234 do CBJD (falsificação de documentos), o atleta pode pegar um gancho de 120 a 720 dias se for considerado culpado. O procurador Paulo Schmitt, um dos responsáveis pelo caso, já reuniu os documentos necessários para a instalação de um processo contra o atleta, que pode ser aberto nesta quinta-feira.
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