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  10/11/2006 - 00h24
Contra o Botafogo, São Paulo usa 3-5-2 para vencer

Marcius Azevedo
Em São Paulo

As histórias dos dois últimos jogos do São Paulo como mandante são totalmente distintas. Na semana passada, quando recebeu a Ponte Preta, a equipe tricolor começou no 3-5-2, levou 1 a 0 da Ponte e só empatou quando o técnico Muricy Ramalho abriu mão do terceiro zagueiro. Nesta quinta, no duelo com o Botafogo, o time do Morumbi só consolidou o resultado positivo a partir do momento em que atuou com três homens na defesa.

"Eu já tinha comentado com o Carlinhos [Neves, preparador físico tricolor] que ia mudar o esquema quando nós fizemos 1 a 0 [gol marcado por Leandro aos 46min do primeiro tempo]. Ganhamos mais volume quando fizemos a mudança", analisou Muricy Ramalho.

No confronto com a Ponte Preta, logo depois de ter sofrido um gol, Muricy tirou o defensor André Dias e colocou o atacante Thiago. Nesta quinta, porém, o comandante começou o jogo contra o Botafogo atuando com dois zagueiros e migrou para o 3-5-2 no intervalo (Lenílson foi substituído por André Dias).

"É por isso que às vezes as pessoas precisam entender que não é o número de atacantes ou de zagueiros que faz seu time ficar mais ofensivo ou defensivo. Isso varia de acordo com o jogo e hoje [quinta-feira] nós optamos por uma equipe mais compacta", contou Muricy.

Os jogadores do São Paulo também aprovaram a mudança feita por Muricy na vitória sobre o Botafogo. "Nós tivemos um primeiro tempo muito complicado e crescemos de produção quando passamos a ter um meio-campo mais compacto e uma marcação mais adiantada", analisou o atacante Aloísio.

O zagueiro André Dias explicou que sua entrada foi motivada pelo alto número de passes errados do primeiro tempo: "O Muricy pediu para marcarmos os homens de frente do Botafogo e para darmos mais espaço para o Josué e o Mineiro fazerem a saída de bola com qualidade".

"Nós não estávamos organizados. Não estou falando isso por causa da participação do Lenílson, que foi substituído, mas não estávamos marcando bem e nem chegando na frente. Ganhamos na saída de bola e a maior prova disso é que o Mineiro estava na área no segundo e no terceiro gol", ressaltou o treinador Muricy Ramalho.

A mudança tática, segundo o meia Souza, tem sido uma das principais armas da equipe na reta final do Campeonato Brasileiro. "Há algum tempo, todo mundo falava que o São Paulo só sabia jogar com três zagueiros. Isso mudou e nós aprendemos a jogar com dois homens na defesa também. Quem quer ser campeão precisa saber atuar de qualquer maneira e nós estamos mostrando que temos alternativas táticas", lembrou.

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