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17/11/2006 - 20h41
"Audacioso", Picerni mantém Palmeiras ofensivo fora de casa
Carlos Padeiro Em São Paulo
"A outra equipe que tem que se preocupar com a gente". Esta é a filosofia que o técnico Jair Picerni procura implantar no Palmeiras desde que assumiu o comando do time há duas semanas. O treinador diz que sempre foi "audacioso" no futebol e que não vai mudar a forma de jogo fora de casa.
Para o próximo compromisso, diante do Juventude em Caxias do Sul, o técnico palmeirense confirmou a escalação do meia Rosembrick para o lugar de Edmundo, que está suspenso. Assim, o chileno Valdívia jogará mais à frente ao lado de Enílton.
Picerni lembra que já adotava uma formação ofensiva em times de menor expressão, como o São Caetano, e que vai continuar assim no Palmeiras. "Me preocupo 80% com o que vamos fazer e 20% com o que o outro time vai fazer", define. "Mas é uma coragem bem administrada. Na volta, o time tem que se compactar rapidinho", conclui o treinador, que segura cinco jogadores na defesa quando sua equipe está no ataque.
Se considerado o retrospecto do time alviverde fora de casa neste Brasileiro - venceu apenas dois jogos - e do Juventude no estádio Alfredo Jaconi - perdeu apenas duas vezes -, o mais prudente seria a escalação de um volante no lugar de Edmundo. Não para Picerni. "Não vou tirar um meia", acrescenta.
Juninho Paulista é quem agradece a ousadia de seu comandante. Com a opção por Rosembrick, o camisa 10 terá com quem dividir a responsabilidade de armar a equipe.
Segundo o pentacampeão, quando ele atuava "sozinho" no meio-campo, antes de Picerni chegar, "as armações não saíam, emperravam. Mais um meia divide a responsabilidade, até para os volantes adversários que têm que marcar dois jogadores. Assim, sobra mais espaço pra mim e para o Valdívia".
Juninho destaca a importância da movimentação em campo para o esquema tático surtir efeito. "A movimentação cria facilidades e libera espaço para quem chega de trás. Isto sim funciona". Mesmo lá atrás a tática de Picerni é bem vista. Dininho acredita que a equipe se sentiu bem atuando no 4-4-2, com dois meias de ligação e dois atacantes. "Particularmente, eu gosto muito deste esquema. Para a gente lá atrás facilita a saída de bola, porque antes (com apenas um meia) não tínhamos opção na frente para sair jogando. É um desafogo", comenta o defensor palmeirense.
Contra o Juventude, o Palmeiras vai a campo com: Diego; Paulo Baier, Nen, Dininho e Márcio Careca; Marcinho Guerreiro, Francis, Rosembrick e Juninho Paulista; Valdívia e Enílton.
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