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19/11/2006 - 18h11
Ataque do São Paulo 2006 é o mais solidário entre os campeões
Marcius Azevedo Em São Paulo
O São Paulo de 2006 superou os outros times campeões brasileiros pelo clube no aspecto solidariedade. Sem um artilheiro, a equipe comandada pelo técnico por Muricy Ramalho soube distribuir os 64 gols e, ao todo, teve 17 jogadores indo às redes dos adversários.
A marca deste ano supera, até com facilidade, os números das equipes que conquistaram o Campeonato Brasileiro em 1977, 1986 e 1991.
Em 1977, quando o São Paulo conquistou o primeiro título ao derrotar o Atlético-MG nos pênaltis, apenas 10 jogadores marcaram os 40 gols da equipe no torneio. Com 18, Serginho, ainda hoje o maior goleador da história do clube, foi o artilheiro do time. Neca foi o segundo que mais marcou com sete.
No bicampeonato, conquistado em 1986, novamente 10 jogadores se dividiram na responsabilidade de marcar os 46 gols da equipe no Brasileiro. Careca fez 25 e foi o artilheiro do São Paulo e também do torneio, superando Evair, que anotou 24. Entre os são-paulinos, Müller fez 11, enquanto Silas terminou com nove.
O time campeão no início da década de 90 é o que mais se assemelha ao atual. Em 1991, quando alcançou o tri sob o comando do técnico Telê Santana, o São Paulo precisou de 13 jogadores para marcar os 28 gols que fez no torneio. O artilheiro da equipe foi Raí, com apenas sete gols. Macedo ficou logo atrás, com seis.
O artilheiro da equipe campeã neste ano é Lenilson, que nem é titular. O reserva, que aproveitou principalmente os jogos em que os titulares foram poupados para jogar pela Copa Libertadores da América, marcou oito gols.
Em seguida, aparece o goleiro Rogério Ceni, com sete. Do time considerado titular, apenas um jogador não marcou neste Campeonato Brasileiro: Josué.
"Não tínhamos um goleador. Até tínhamos, mas o Ricardo [Oliveira] ficou pouco tempo aqui [no São Paulo]. Por isso, tivemos que buscar algumas alternativas", afirmou Muricy. "É até melhor, pois quando você tem um único jogador que se destaca, ele sempre será muito marcado pelo adversário", acrescentou.
O treinador disse ainda que foi o responsável pela melhora de Lenilson. "Sempre insisti para ele entrar na área e deu certo", finalizou.
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