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03/12/2006 - 17h56
Paraná empata com o São Paulo e garante vaga na Libertadores
Da Redação Em Sâo Paulo
O Paraná recebeu o campeão São Paulo neste domingo, em Curitiba, precisando de uma vitória para garantir a classificação para a Copa Libertadores da América. Contudo, apesar de enfrentar um time reserva e contar com o apoio dos torcedores que lotaram a Vila Capanema, a equipe da casa não passou de um empate sem gols e só comemorou a vaga no torneio sul-americano por causa do empate do Vasco, diante do Figueirense (0 a 0).
| 'PELOTÃO' DA LIBERTADORES |
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| TIMES | PONTOS | VITÓRIAS |
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| 1. São Paulo | 78 | 22 |
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| 2. Inter | 69 | 20 |
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| 3. Grêmio | 67 | 20 |
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| 4. Santos | 64 | 18 |
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| 5. Paraná | 60 | 18 |
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| CLASSIFICAÇÃO COMPLETA |
"Missão cumprida. Foi um ano maravilhoso. Dedico essa vaga à torcida, aos jogadores e à diretoria. Foi maravilhoso", disse o técnico Caio Junior, eufórico, após ir ao alambrado da Vila Capanema comemorar a vaga junto com a torcida paranista.
Com o empate, o Paraná chegou aos 60 pontos ganhos e terminou o Campeonato Brasileiro na quinta colocação, com um ponto a mais que o Vasco. Já o São Paulo atingiu os 78 e termina a competição ostentando a segunda maior vantagem de um campeão sobre o vice (nove pontos), desde que o Brasileiro passou a ser disputado por pontos corridos (o Cruzeiro, em 2003, terminou com 13 a mais que o Santos).
Esta será a primeira vez na história que o Paraná disputará uma Libertadores. Comandado por Caio Júnior, o time tricolor fez uma campanha regular durante toda a temporada e passa a ser o terceiro time paranaense a jogar o mais importante torneio de clubes da América do Sul (Coritiba e Atlético-PR também disputaram).
"Esse grupo merece, é bom, busca seu espaço. Nada melhor do que uma classificação como essa. Agora temos o nosso nome gravado na história do clube", comemorou o atacante Henrique. Para ele, a classificação foi resultado da união da equipe. "Tivemos muitas dificuldade durante todo o ano, mas o grupo soube se superar e conseguimos a vaga", disse o jogador.
O resultado deste domingo não era o que o Paraná queria, pois dependeria do Vasco, em Florianópolis. Além disso, era esperado um São Paulo mais "fácil", já que o time de Muricy Ramalho não tinha mais nenhuma pretensão na competição e levou os reservas para Curitiba.
| MELHOR EM TUDO | O São Paulo terminou o Campeonato Brasileiro sem deixar nenhuma dúvida porque foi o campeão. Além de chegar em primeiro, o time tricolor ainda teve o melhor ataque, a melhor defesa, maior número de vitória e menor número de derrotas.
Apesar de não ter balançado as redes do Paraná, neste domingo, o São Paulo fez 66 gols no Brasileiro e terminou com o melhor ataque da competição.
Os 32 gols sofridos durante todo o campeonato deram ao time de Muricy Ramalho a marca de melhor defesa, além de garantir o melhor saldo (34).
Fora isso, o São Paulo ainda fechou sua participação no Brasileiro com 22 vitórias e apenas quatro derrotas em 38 jogos disputados. | Depois de conquistar o título brasileiro há duas semanas, e levantar a taça oficial da CBF após o jogo festivo contra o Cruzeiro, no Morumbi, na rodada passada, o São Paulo deu férias para alguns jogadores. Além deles, Muricy não pôde contar com outros atletas suspensos e a equipe paulista entrou em campo com um único titular. Souza voltou para a posição que iniciou o Brasileiro e atuou como ala-direito.
As duas equipes agora entram em férias e voltam a campo apenas na temporada que vem. Enquanto o São Paulo estréia no Campeonato Paulista no dia 18 de janeiro (quinta-feira) contra o Sertãozinho, o Paraná inicia a defesa do título estadual diante do Iraty, no dia 14 de janeiro (domingo).
O jogo O São Paulo entrou em campo nesta tarde, em Curitiba, em férias. Contudo, encontrou um adversário obstinado por uma vitória que o garantiria na Libertadores do ano que vem. Por isso, o jogo começou muito disputado, apesar de nenhuma das duas equipes ter uma grande oportunidade de gol.
A primeira chance do Paraná aconteceu apenas aos 17min. Sandro partiu com a bola dominada pela esquerda, tocou para Eltinho e recebeu na frente, dentro da área. No entanto, Bosco saiu bem do gol e fez a defesa nos pés do atacante paranista.
Depois desse lance, o Paraná começou a se organizar melhor em campo e assustou mais vezes o São Paulo. Aos 26min, Cristiano recebeu passe da direita, na entrada da área, girou e chutou forte, de pé esquerdo. A bola passou sobre o travessão são-paulino e assustou o goleiro Bosco.
Dois minutos depois, em cobrança de falta de frente para o gol, Edmilson chutou forte e a bola passou à direita da meta paulista. Porém, quando parecia que o time da casa iria pressionar, o São Paulo conseguiu se portar bem dentro de campo, trocou passes e impediu com tranqüilidade as investidas do Paraná.
O time de Muricy Ramalho, inclusive, começou a tentar jogadas de ataque e quase abriu o placar aos 38min. Thiago cobrou uma falta da entrada da área e acertou o canto alto esquerdo de Flávio. O goleiro paranista caiu bem e espalmou para escanteio.
No último minuto do primeiro tempo, o Paraná ainda teve mais uma chance de ir para o intervalo com a vantagem no placar. Sandro recebeu livre pela esquerda e avançou até a área. A marcação são-paulina chegou para cortar, o atacante paranista driblou e bateu cruzado. Porém, o chute saiu fraco e Bosco fez a defesa com tranqüilidade.
"Estamos jogando contra o São Paulo, não é qualquer equipe. Fora que está muito quente e não estamos acostumados com esse calor todo", afirmou o atacante Leonardo.
No segundo tempo, o Paraná continuou com dificuldades para criar chances claras de gol e o forte calor voltou a atormentar os jogadores. Com isso, a partida continuou lenta, no ritmo do São Paulo.
Contudo, o time de Muricy Ramalho ficou com um a menos, aos 8min, e facilitou o caminho da equipe mandante. Rodrigo Fabri, que já havia recebido o cartão amarelo no primeiro tempo, colocou a mão na bola no meio-campo e foi advertido mais uma vez. Assim, foi expulso de campo.
Mesmo com um a mais e com as substituições ofensivas feitas por Caio Júnior (Gérson, Henrique e Joelson entraram), o Paraná continuou mal e não chegou a assustar o goleiro Bosco. No final, após um torcedor invadir o gramado e o jogo ficar paralisado por alguns instantes, o time tricolor ainda pressionou, mas não conseguiu a vitória.
Antes mesmo do apito final, os paranistas já comemoravam depois de receberem a notícia de que o jogo entre Vasco e Figueirense já estava encerrado. Com o empate em Florianópolis, o Paraná já estava garantido na Libertadores.
PARANÁ Flávio; Peter, João Paulo, Edmílson e Eltinho (Gérson); Pierre, Batista (Henrique), Beto e Sandro; Leonardo e Cristiano (Joelson) Técnico: Caio Júnior
SÃO PAULO Bosco; Alex Silva, André Dias e Edcarlos; Souza, Ramalho, Richarlyson, Rodrigo Fabri e Lúcio; Alex Dias (Edgard) e Thiago (Allan) Técnico: Muricy Ramalho
Local: Durival de Britto, em Curitiba Árbitro: Alicio Pena Júnior (Fifa-MG) Auxiliares: Marco Antônio Gomes (Fifa-MG) e Guilherme Dias Camilo (MG) Cartões amarelos: Peter (P), Leonardo (P), Rodrigo Fabri (2)(SP), Alex Silva (SP), Beto (P), Ramalho (SP) Cartão vermelho: Rodrigo Fabri (SP)
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