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06/12/2006 - 12h28
André Dias já vê São Paulo na final da Libertadores
Leandro Canônico Em São Paulo
O zagueiro André Dias confessa que profissionalmente sua temporada no São Paulo esteve aquém da realizada pelo Goiás no ano passado, embora ache que teve mais reconhecimento no time paulista. Com o seu imbróglio judicial com o clube esmeraldino já resolvido, ele vê um 2007 de sucesso, na final da Copa Libertadores.
"Vamos chegar à final da Libertadores no ano que vem. E a final será com um brasileiro. Vejo essa possibilidade com 100% de chance", disse o confiante zagueiro.
A confiança de André Dias, segundo ele, está presente em todos os jogadores do elenco são-paulino, que estão com o vice-campeonato da principal competição sul-americana "engasgado". A derrota para o Internacional ainda não foi digerida.
"O Internacional venceu por méritos próprios, mas ainda vejo o São Paulo com um time melhor que o deles. Temos uma equipe mais acertada", analisou André Dias, que confirmou a torcida pelos gaúchos no Mundial de Clubes da Fifa.
Nesta entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o zagueiro tricolor fala também da importância de Fabão, Lugano e Rogério Ceni em sua carreira, dos segredos para o São Paulo manter a soberania e das suas metas pessoais para 2007.
UOL Esporte - Você entrou na Justiça contra o Goiás e por isso ficou sem jogar a final da Copa Libertadores e boa parte do Campeonato Brasileiro. Você se arrepende em algum momento de ter tomado tal atitude? André Dias - Não me arrependo de nada. Desde o início eu tentei sair do Goiás de uma maneira amigável, mas não foi possível. E se eu não tivesse tomado essa atitude não teria sido campeão brasileiro.
UOL Esporte - Dá para considerar então que o ano de 2006 foi o melhor da sua carreira, principalmente pelo título conquistado? André Dias - Bom, eu acho que o ano passado foi melhor profissionalmente, porque consegui jogar mais vezes. Mas em termos de reconhecimento este ano foi bem melhor. Outro ponto positivo é que consegui me adaptar rapidamente ao São Paulo e a todo o elenco.
UOL Esporte - O que levou você a essa rápida adaptação? A maioria dos jogadores que chegam ao São Paulo diz que é fácil se relacionar no clube. André Dias - Além de o São Paulo já ter uma base formada há alguns anos, o fato de eu ter jogado com muitos atletas em outros clubes facilitou bastante. E tem outra coisa: a humildade do elenco é impressionante e dá tranqüilidade. Lá temos craques, campeões do mundo e todos respeitam os recém-chegados.
UOL Esporte - O São Paulo foi o time que você já jogou no qual formou a melhor linha de defesa da sua carreira? André Dias - Olha, acho que sim. Aprendi coisas demais com Rogério Ceni, Fabão [de saída para o Japão] e Lugano [atualmente na Turquia]. Eles passam uma tranqüilidade muito grande para quem atua ao lado deles. O Lugano faz muita falta ao elenco e agora o Fabão também fará.
UOL Esporte - Que lição você aprendeu com esses dois? André Dias - Que temos de atuar em todos os jogos como se fosse o último, não desistir nunca de nenhuma jogada.
UOL Esporte - Esse é o espírito do elenco para a Libertadores do ano que vem? André Dias - Sem dúvida. Não é segredo para ninguém que a Libertadores é sempre a prioridade do São Paulo. O vice-campeonato está engasgado e vamos chegar à final no ano que vem com certeza.
UOL Esporte - Com qual time? Um brasileiro? André Dias - Eu vejo essa possibilidade com 100% de chance. Mas é muito cedo para falar com qual clube brasileiro. O fato é que todos estão se mexendo para contratar reforços e essa edição será uma das mais difíceis.
UOL Esporte - E qual o segredo do São Paulo para se manter entre os melhores durante tantos anos? André Dias - Em primeiro lugar não ter problemas extra-campo. Este ano tivemos uma queda de rendimento normal, mas isso não nos abalou. Outro ponto importante é a diretoria manter o planejamento, sem muitas alterações.
UOL Esporte - E qual a sua meta para 2007, ano em que poderá ter uma seqüência maior, sem os problemas judiciais que teve este ano? André Dias - Minha meta é voltar a ser titular absoluto do time. A valorização de um, no caso do Fabão que saiu para o Japão, abre espaço para outros serem valorizados. Ainda não está nada definido, porque o São Paulo é um time com muitos bons zagueiros. A briga está aberta e será decidida na pré-temporada.
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