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10/12/2006 - 14h15
Atlético aguarda nova proposta de Roni e pode encerrar negócio
Da Redação Em Belo Horizonte
Uma reunião, nesta segunda-feira, entre os procuradores do atacante Roni e dirigentes do Atlético-MG, deve definir a saída do jogador do time campeão da Série B do Brasileiro. De acordo com o assessor do departamento de Futebol do clube alvinegro, Hissa Elias Moysés, o acerto com o goleador está longe, em função da pedida muito elevada dele, e se não houver uma redução, o clube deve considerar a negociação encerrada. Em entrevista à Rádio Itatiaia, Hissa disse não ter a menor dúvida em afirmar que Roni está muito longe de ficar no Atlético. "Sou muito fácil, muito direto para tratar dessas coisas e acho que a situação é bastante difícil", salientou o assessor do departamento de futebol. "Se novamente a proposta apresentada for fora da realidade do Atlético, até por parte do clube nós damos a negociação por encerrada, não tenha dúvida", acrescentou.
"A gente está esperando que ele baixe bastante a proposta inicial para que ela fique dentro da realidade do Atlético", afirmou Hissa, que confirmou a informação dada pelo empresário Wagner Cruz, um dos procuradores de Roni, de que pediu um reajuste de cerca de 50%. "Os números são mais ou menos perto do que ele está dizendo e fogem totalmente da realidade do Atlético", afirmou.
Hissa não quis falar no percentual de aumento que o clube estaria disposto a dar a Roni. "É uma coisa meio difícil de fixar dentro do que foi apresentado, ficou uma coisa totalmente irreal, então nós nem pensamos em nada para apresentar. Vamos escutar uma nova proposta e a partir daí vamos tentar ver se a gente chega a um consenso", observou.
Segundo o dirigente atleticano, não será apresentada uma contra-proposta, nessa reunião, por considerar que os valores solicitados por Roni tornam "perda de tempo" essa iniciativa. Ele deixou claro que a única possibilidade de o atacante permanecer no Atlético será com uma redução significativa na pedida do jogador.
"Dentro da realidade do Atlético uma contra-proposta seria perda de tempo. Tenho por mim, na maneira que eu negocio, que contra-proposta você faz quando as coisas estão meio para cá, um quarto para lá, mas dentro do que foi apresentado, ficou inviável de ser feito", analisou.
Hissa observou que o Atlético tem de aprender a conviver com uma realidade nova, que lhe permita manter em dia os salários dos jogadores e, principalmente dos funcionários. "Nós partimos para isso e foi uma das razões para que o Atlético conquistasse o título da Série B", afirmou.
O assessor do departamento de futebol fez questão de dizer que a pedida de Roni está dentro do profissionalismo do futebol, não gerando nenhum tipo de sentimento no clube. "É totalmente profissional, é um direito dele e um direito do Atlético recusar. Não cabe chateação, nem mágoa, nem nada",comentou.
Segundo Hissa, essa situação é uma conseqüência do título conquistado pelo Atlético. "Sabemos que o título tem o lado da valorização. Todo time que consegue uma realização, tem o lado da valorização dos jogadores e nada mais justo que eles peçam um aumento, só que no caso do Roni ficou muito acima do que a gente esperava", enfatizou.
Hissa explicou que o Atlético-MG agiu rápido na contratação de Vanderlei, que realiza exames médicos nesta segunda-feira, em função dessa dificuldade. "Agimos rápido, muito rápido, posso dizer que concluímos essa negociação em tempo recorde e nos dá essa tranqüilidade. Já não estamos tão pressionados", comentou.
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