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  17/12/2006 - 12h21
Fernandão não troca camisa e exalta tática do Inter na decisão

Evandro César Lopes
Enviado especial do UOL
Em Yokohama (Japão)

Capitão do Internacional campeão do Mundo neste domingo, o meia-atacante Fernandão não quis trocar sua camisa com os jogadores do Barcelona. Para o jogador, o uniforme é seu principal troféu na partida que colocou o clube gaúcho na história do esporte mais popular do planeta.

"Ninguém veio pedir minha camisa, mas também se viesse eu não iria dar. Esta é a camisa com a qual eu conquistei o Campeonato Mundial. É um dia histórico para mim", disse o jogador símbolo do time na temporada 2006.

Sobre a partida contra o Barcelona, Fernandão reconheceu que o duelo não foi de nível técnico elevado, mas disse que o time gaúcho deve ser reconhecido por ter cumprido à risca seu propósito no confronto contra o clube catalão.

"Taticamente estava tudo certo. Conversamos muito antes da partida e fizemos aquilo que foi proposto. A voluntariedade de cada um ajudou nesta conquista e o time está de parabéns", disse o jogador após final.

Classificado de maneira automática para a Copa Libertadores da América de 2007, o Internacional tenta agora voltar ao Japão no ano que vem. No entanto, o planejamento para a próxima temporada só vai ser colocado em prática depois das férias dos jogadores, que começaram imediatamente após o título.

"Vai ser uma dureza, mas sinceramente ainda não quero pensar nisso. Todos nós merecemos descanso e agora esta é a única coisa a se fazer depois de festejar", declarou o atleta, campeão do mundo em 2006.

Ciente do favoritismo do Barcelona antes da partida deste domingo, Fernandão apontou o marketing feito pelas equipes européias no continente asiático como principal motivo para a torcida à favor dos catalães neste domingo por parte da grande maioria dos fãs japoneses.

"Os brasileiros deveriam olhar mais para esta parte. A Ásia é um mercado promissor. É claro que eles estão sabendo cada vez mais que os times brasileiros não estão aqui apenas para participar, mas não podemos comparar o apelo que tem o Barcelona com o que tem o Inter em termos mundiais", finalizou.


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