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  10/01/2007 - 14h59
América-RN vê "má-fé" do Corinthians-AL no caso Max

Arnaldo Gonçalves
Em São Paulo

Segundo o presidente do América-RN, Gustavo Carvalho, a transferência polêmica de Max para o Corinthians-AL teve duas razões: a "má-fé" dos dirigentes da equipe alagoana e o "despreparo cultural" do atleta.

"O que houve nesse caso foi má-fé dos dirigentes do time alagoano, que convenceram o Max a assinar o novo contrato. Eles agiram em cima de um jogador que não tem preparo cultural para suportar essas propostas mirabolantes", afirmou Gustavo Carvalho. Segundo ele, uma quantia muito grande de dinheiro foi oferecida ao atleta para que ele defendesse o Corinthians-AL. Além disso, a proposta envolvia uma possível transferência de Max para o exterior.

O valor e os detalhes da proposta, no entanto, não foram confirmados pelo presidente do Corinthians-AL, Eurico Beltrão.

As incertezas a respeito do futuro do atacante Max começaram logo na reapresentação do América-RN. O jogador, mesmo prestigiado após marcar o gol que devolveu o clube à Serie A do Brasileirão, não apareceu no Centro de Treinamento e, dias depois, já era visto treinando no Corinthians-AL, além de ser anunciado no site oficial do time como novo e principal reforço da equipe para 2007.

Entretanto, segundo a diretoria do clube potiguar, Max renovou seu contrato com o América-RN no dia 1° de dezembro do ano passado, estendendo seu vínculo até dezembro de 2010. Segundo Gustavo Carvalho, o contrato de Max já está registrado na CBF e "totalmente dentro da legalidade".

No dia 6 de janeiro, Max retornou ao América-RN e se reintegrou ao grupo, que faz a pré-temporada na cidade de Parnamirim.

A volta do jogador à equipe rubra de Natal surpreendeu o presidente do clube alagoano. "O jogador simplesmente desapareceu, sumiu, e nós tomaremos as providências para ele voltar", declarou Eurico Beltrão.

O mandatário do Corinthians-AL alega que o contrato de Max assinado com o América-RN não tem validade. "Ele assinou o documento, mas não com a letra do próprio punho. Para valer, o contrato precisava ter a assinatura dele com o próprio punho."

O vínculo de Max com o clube potiguar vem sendo o ponto de maior controvérsia na questão. Gustavo Carvalho afirma que os dirigentes do clube alagoano mandaram o jogador declarar em um documento que foi coagido a assinar o contrato com o América-RN. A acusação não foi comprovada, e a direção alagoana nega que isso tenha acontecido.

Max foi um dos principais responsáveis pelo acesso do América-RN à Série A do Campeonato Brasileiro. Na última rodada da Série B, o clube rubro de Natal perdia para o Atlético-MG por 2 a 1 e, com o resultado, o Paulista de Jundiaí subiria para a primeira divisão, enquanto o América ficaria fora da elite do futebol do país em 2007. Aos 36 minutos do segundo tempo, no Mineirão lotado, Max empatou a partida contra o Atlético e garantiu o América na primeira divisão após oito anos.

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