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12/01/2007 - 17h01
Corinthians atrasa por Magrão, mas vê solução e 'proíbe' chiadeira
Danilo Valentini Em São Paulo
O Corinthians não esconde que suas dificuldades financeiras para manter em dia os ganhos de seus jogadores existem. O clube, porém, diz que não vai perder o volante Magrão depois de assumir que não teve dinheiro para pagar US$ 600 mil pelo empréstimo ao Yokohama Marinos, como já decidiu que vai tentar impedir a partir de agora as revelações, por parte de dirigentes e jogadores, que há atrasos de pagamentos.
Com prazo para efetuar o pagamento expirado desde agosto, o Corinthians vem enfrentando uma série de problemas que deixaram em situação complicada seu equilíbrio financeiro, desestabilizado pela inconstante relação com a parceira MSI.
"Não pagou porque não deu", resume o vice-presidente de Comunicações do Corinthians, Flávio Adauto, que revelou a estratégia do clube para resolver a situação de Magrão perante todos os problemas financeiros, como o caso Nilmar e o atraso da parcela referente às férias dos jogadores, que deveriam ter sido quitadas em dezembro. "Nesses casos, se protela e se negocia de acordo com os problemas mais iminentes".
Mas, mesmo levando em conta que existem problemas mais dramáticos do que se resolver o empréstimo de Magrão, que vence em julho, o Corinthians se mostra convencido que conseguirá manter o volante. Para isso, porém, o clube vai apelar à relação de seu presidente, Alberto Dualib, com o empresário de Magrão, Juan Figger, que negociará em nome do clube japonês.
"O presidente Dualib tem um relacionamento muito bom com o Juan Figger. Não vai ter problema, é só pagar a multa", diz Adauto, falando que R$ 1,2 milhão deve ser suficiente para acalmar o Yokohama Marinos e assegurar a permanência do jogador, que terá sua situação negociada entre seu empresário e o representante da MSI na relação com o Corinthians. "Peguei o bonde andando", diz Renato Duprat.
O atraso para se resolver a condição de Magrão e o imbróglio legal envolvendo o atacante Nilmar são apenas reflexos da tumultuada administração do Corinthians, que desde 2006 reclama a falta de repasse de verbas pela MSI, o que obrigou o clube a pedir empréstimos bancários. Mesmo assim, os jogadores ainda não receberam tudo referente ao ano passado.
"O Corinthians ainda não pagou as férias, mas deve fazer em breve", anunciou Adauto, que se mostrou irritado com a repercussão do atraso. "Conheço empresa que paga com três dias de atraso. Não é bom, mas não tem problema".
O dirigente, aliás, revelou que o Corinthians a partir de agora vai adotar postura rígida contra quem for descoberto passando informações sobre atrasos salariais. "Não vamos admitir que se exponha mais oficialmente questão de salário, de jogador aos demais", avisou Flávio Adauto. "É problema do Corinthians, problema interno".
A justificativa do dirigente é que "em dezembro se paga quatro salários", exemplificando a obrigação de se pagar o salário, os direitos de imagem, o 13º e as férias, que ainda não foram depositadas. "O problema é que no futebol dificilmente é possível fazer um fundo de reserva, por isso fica difícil".
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