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16/01/2007 - 16h43
Oposição tenta reverter decisão para impedir posse de Eurico
Anderson Gomes No Rio de Janeiro
A batalha judicial que envolve a posse do presidente Eurico Miranda, do Vasco, nesta terça-feira, parece estar longe de terminar. O Movimento Unido Vascaíno (MUV), grupo de oposição à atual gestão, garantiu que vai tentar novamente invalidar a cerimônia desta noite.
De acordo com José Henrique Coelho, presidente do MUV, os advogados do movimento oposicionista irão ingressar nas próximas horas com um Agravo Regimental na 8ª Vara Cível do Rio de Janeiro. O objetivo é cancelar a decisão do desembargador Benedito Abicail, que cassou a liminar conseguida na última sexta-feira, que impedia a posse do conselho deliberativo no clube.
Aliás, José Henrique Coelho estranhou a resolução do desembargador. "A cassação se deu ontem pela manhã, no fim do plantão do desembargador Benedito Abicail, por volta das 9h. Ele conseguiu uns documentos que só se tem acesso quando se abre o expediente, às 11h", afirmou.
"O Vasco conseguiu isso aí nos bastidores, o que configura mais um caso de inoperância do tribunal", continuou. Além disso, o presidente do MUV contestou o fato de o desembargador ter revertido uma decisão de dois juízes: Milena Angélica Drumond, 15ª Vara Cível, e Ana Lúcia Soares Pereira, da 20ª Vara.
Caso não haja outra reviravolta, às 20h, na sede de remo da Lagoa, 150 novos conselheiros assumem suas funções, sendo 120 da chapa de situação - liderada pelo atual mandatário - e 30 da oposição - que tem o ídolo Roberto Dinamite à frente. Na seqüência, haverá a nomeação do presidente. Com maioria no conselho, Eurico fatalmente será reeleito para mais três anos de mandato.
Entretanto, a tendência é que a disputa nos tribunais continue. O Vasco divulgou em juízo na última segunda-feira a lista dos sócios que votaram nas eleições de novembro. A relação já está nas mãos do MUV, que deve analisá-la nos próximos dias.
Antes do processo eleitoral, a Justiça do Rio publicou a listagem dos associados aptos a participarem das eleições. "Tenho informações de que a lista entregue à Justiça tem cerca de 2600 nomes a mais que a divulgada inicialmente. Isso é um absurdo", encerrou José Henrique Coelho.
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