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  21/01/2007 - 17h58
Internacional só empata na estréia no Campeonato Gaúcho

Da Redação
Em Porto Alegre

O Internacional apenas empatou no começou de sua caminhada no Campeonato Gaúcho. Ficou no 0 a 0 com o Novo Hamburgo, na tarde deste domingo, na rodada de abertura da competição. O resultado mostra que a decisão do clube de começar o Estadual com seu time B - pois o grupo principal de atletas recém se reapresentou e está, desde a noite deste sábado, fazendo a pré-temporada na serra gaúcha - resultará em dificuldades para se impor a adversários teoricamente mais fracos.

O Internacional ficou no 0 a 0 com o Novo Hamburgo na sua estréia no Campeonato Gaúcho, não fez uma boa partida, criou raras chances de gol, mas segundo os dirigentes do clube o árbitro foi o principal responsável pelo começo ruim. A não marcação de um pênalti que teria sido cometido no atacante Gustavo, aos 31 minutos do segundo tempo, recebeu o foco principal para as reclamações.
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A partida foi disputada no Estádio Municipal de Cidreira, no litoral norte do Estado, onde na primeira fase do campeonato a dupla Gre-Nal mandará alguns de seus jogos. O local, reconstruído após uma década de abandono, foi reinaugurado no sábado, com a partida em que o Grêmio derrotou o São José por 1 a 0.

Inter e Novo Hamburgo estão no grupo 1, composto por nove clubes, dos quais os três melhores colocados seguirão adiante após esta primeira fazer que vai até o dia 8 de abril. O campeão de cada uma das duas chaves irão direto para as semifinais. Segundos e terceiros colocados terá de passar por uma segunda etapa, quando se enfrentarão em dois jogos, no estilo mata-mata.

O Inter, que larga com um ponto ganho na tabela, volta a jogar na próxima quarta-feira, contra a Ulbra, em Canoas, dando seqüência à sua busca ao 38º título de sua história - é, com os 37 já conquistados, o maior vencedor da competição. Já o Novo Hamburgo, no mesmo dia, fará sua primeira apresentação em casa, recebendo o Veranópolis. O clube da região do Vale dos Sinos jamais foi campeão. Suas melhores campanhas foram nos anos de 1942, 1947, 1949, 1950 e 1952, quando foi vice-campeão. Na época se chamava Floriano.

O jogo
O Inter começou melhor, veloz, trocando passes certeiros, especialmente pelo lado esquerdo do gramado, de tal forma que logo aos 5min o lateral Chiquinho, que fazia boas jogadas em conjunto com Márcio Mossoró, teve seu nome gritado pelos torcedores colorados.

O Juventude mostrou que está disposto a brigar pelo título do Campeonato Gaúcho de 2007 ao vencer o Veranópolis por 3 a 1, de virada, na tarde deste domingo. A equipe largou bem e termina a primeira rodada na ponta da Chave 1. Os donos da casa, por sua vez, precisam recuperar os pontos perdidos para não complicar a busca pela classificação.
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A primeira grande chance do time veio aos 13min. Após rebote, o meia Pinga bateu de fora da grande área, com o lado de fora do pé esquerdo e a bola acertou o travessão da meta adversária.

A partir dos 20min o Novo Hamburgo, que até então estava encurralado em seu campo de jogo, começou a encontrar espaços para avançar, mas não conseguia preocupar, pois limitava-se a cruzamentos para a grande área, interceptados com tranqüilidade pelo goleiro Renan.

Lances que resultassem em chances claras de gol, entretanto, não eram criados e o confronto se tornava chato, o que se refletia nas arquibancadas do Cidreirão, onde os torcedores se mantinham quietos, como que entediados.

O último momento do primeiro tempo que deu alguma emoção ocorreu aos 44min, quando o lateral-esquerdo Fabinho, do Novo Hamburgo, se infiltrou surpreendentemente no meio da grande área colorada mas, na cara de Renan, chutou mal, rasteiro, desviado, e a bola saiu à esquerda da meta.

No intervalo, o volante Rodrigo Santos lamentou a chance desperdiçada: "Contra um time grande como o Inter, não podemos perder uma oportunidade como essa que tivemos no fim do primeiro tempo". Pelo lado do Inter, o técnico Lisca - que substitui Abel Braga no comando do time B -, admitiu que "após um bom começo, após os 30 minutos encolhemos e deixamos o time deles gostar do jogo".

As duas equipes voltaram com as mesmas escalações para o segundo tempo e o confronto seguiu morno, sem criatividade e objetividade de lado algum. Os goleiros eram apenas observadores da monótona movimentação dos demais atletas.

Aos 12min, numa cobrança de alta pelo lado direito, o centroavante Ricardo Jesus subiu com o goleiro e tentou o gol de cabeça, mas Marcão conseguiu dar o soco e aliviar a bola que, dessa vez, levou algum perigo à sua meta. Na seqüência Lisca decidiu reforçar o ataque do Inter para tentar impor pressão e entraram dois atacantes descansados: Gustavo, que substituiu Márcio Mossoró, e o nigeriano Abu, no lugar do lateral-direito Fabinho.

Apesar da tentativa do colorado, foi o Novo Hamburgo quem criou, em seqüências, duas oportunidades de abrir ao marcador. Primeiro num chute de Luiz Gustavo, aos 20min, e depois com, uma cabeceada de Luis Henrique que obrigou o goleiro Renan a uma defesa sensacional para escanteio.

A partida finalmente ganhava emoção e era Pinga, pelo lado do Inter, quem mais se arriscava, batendo de fora da área e recebendo aplausos pelas tentativas. Aos 31min ele fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Gustavo, que foi derrubado por trás, pênalti não marcado pelo árbitro.

Apesar de o jogo ter sido disputado com movimentação melhor na sua segunda etapa, ninguém fez por merecer a vitória e o placar final foi mesmo o decepcionante 0 a 0.

Internacional
Renan; Fabinho (Abu), Gum, Rafael Santos e Chiquinho; Maycon, Pierre (Josimar), Ramon e Pinga; Márcio Mossoró (Gustavo) e Ricardo Jesus
Técnico: Lisca

Novo Hamburgo
Marcão; Marquinhos Belém, Micael (Fred), Luis Henrique e Fabinho; Rodrigo Santos, Eder Lazzari, Ricardo e Alex (André); Terrão e Luiz Gustavo
Técnico: Abel Ribeiro

Data: 21/1/2006 (domingo)
Local: Estádio Municipal, em Cidreira
Árbitro: Ânderson Daronco
Auxiliares: José Franco Filho e Alexandre Kleiniche
Cartões amarelos: Gum, Ramon e Abu (Inter); Marcão, Rodrigo Santos, Luiz Gustavo, Terrão e Luiz Henrique (Novo Hamburgo)

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