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28/01/2007 - 17h59
Atlético-MG sofre contra o Tupi sua segunda derrota no Mineiro
Da Redação Em Belo Horizonte
O Atlético-MG sofreu a sua segunda derrota consecutiva no Campeonato Mineiro, se mantendo sem pontos ganhos, após duas rodadas da competição. O time de Levir Culpi perdeu para o Tupi, por 2 a 0, neste domingo, no Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora, em partida em que esteve com um jogador a menos na maior parte do segundo tempo, por causa da expulsão do lateral-direito Coelho.
| O Tupi quebrou um tabu de 17 anos sem vitória sobre o Atlético-MG. A última derrota atleticana para o rival tinha sido em 1990, em jogo válido também pelo Estadual, quando o time da Zona da Mata fez 1 a 0. Essa partida foi disputada em Juiz de Fora e, desde então, foram disputadas mais cinco partidas, contando com a deste domingo, com três vitórias da equipe da capital, um empate e uma derrota. |
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| ATLÉTICO-MG: TABU QUEBRADO |
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Depois de estrear com derrota para o Villa Nova, em casa, o atual campeão da Série B do Brasileiro reabilitou o Tupi, que vinha de resultado negativo em sua estréia. O time de Juiz de Fora havia sido derrotado, há uma semana, pelo Ituiutaba, por 3 a 1, naquela cidade do Pontal do Triângulo Mineiro. A derrota do alvinegro belo-horizontino poderia ter sido por um placar ainda maior. O meia Sidnei, desperdiçou a cobrança de pênalti para o Tupi, aos 24min do segundo tempo, quando cobrou fraco e o goleiro atleticano Diego fez a defesa. Foi o segundo pênalti perdido pelo Tupi, que na derrota para o Ituiutaba, teve penalidade desperdiçada por Renato Santiago.
O equilíbrio foi a tônica da partida, em todo o primeiro tempo, e até os 22min da etapa final, quando Coelho foi expulso, deixando o Atlético com um jogador a menos. Apesar de Diego defender o pênalti, o time da capital se perdeu em campo, errou muito e demonstrou fragilidade, não conseguindo resistir ao adversário.
Entusiasmados, os torcedores do Tupi gritavam "olé, olé", enquanto os jogadores atleticanos, atônitos em campo, tentavam reagir e chegar pelo menos ao chamado gol de honra, mas esbarravam no goleiro Marcelo. Sem pontuar no Mineiro, o Atlético-MG tentará iniciar a reação na próxima rodada, no final de semana que vem, contra o Rio Branco, no Mineirão, antes de pegar o Cruzeiro, líder com seis pontos, no dia 11 de fevereiro.
O jogo
| A derrota para o Tupi deixou os jogadores do Atlético-MG sem explicação para o segundo tropeço consecutivo do time, que era apontado como um dos favoritos ao título mineiro. Logo após o término da partida, os atletas trataram de deixar o gramado e a maioria evitou as entrevistas. |
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| ATLETICANOS SEM EXPLICAÇÃO |
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Os 45 minutos iniciais, em Juiz de Fora, foram marcados pelo equilíbrio entre os dois times, que estiveram próximos até nos erros. Os jogadores camisas nove de Atlético-MG e Tupi, Vanderlei e Renato Santiago, respectivamente, desperdiçaram uma chance incrível cada um para colocar a sua equipe em vantagem no marcador.
O atleticano Vanderlei desperdiçou primeiro, aos 10min, quando recebeu um lançamento, em condições legais, dominou a bola e completamente livre chutou fraco, facilitando a defesa do goleiro Marcelo. A oportunidade de Renato Santiago foi aos 38min, quando ele recebeu a bola na área do time de Belo Horizonte, driblou o goleiro Diego e chutou para fora.
O Atlético-MG finalizou uma vez a mais que o adversário: sete contra seis, obrigando o goleiro Marcelo a quatro intervenções importantes. Na melhor delas, aos 24min, o meia Márcio entrou driblando na área adversária e bateu forte de perna direita. O camisa 1 do time local conseguiu uma defesa difícil, no reflexo, evitando o gol atleticano.
No geral, o primeiro tempo foi truncado, como previa o técnico Levir Culpi, em entrevista durante a semana. Em 6min, os dois times tinham cometido sete faltas, quatro da equipe da casa e três dos visitantes. Na etapa inicial, foram 25 faltas, 14 cometidas pelo time de Tita, contra 11 do Atlético. No quesito passes errados, a equipe de Levir errou 18 vezes contra 13 do time do interior, que recuperou uma bola a mais que o adversário: 13 contra 12.
| O atacante Éder Luís, que admitiu ter saído de "cabeça quente" com a segunda derrota do Atlético-MG, considera que a única opção é trabalhar forte para conseguir a vitória no próximo jogo, no final de semana que vem, diante do Rio Branco de Andradas, no Mineirão. |
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| ÉDER LUÍS ESPERA COBRANÇA |
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No final do primeiro tempo, o meia Márcio levou uma pancada na perna esquerda e teve de ser atendido fora de campo. Apesar das dores, o médico Rodrigo Lasmar informou que ele teria condições de retornar para o segundo tempo, já que foi apenas o "trauma", segundo ele.
Márcio, o homem mais criativo do Atlético, realmente voltou, mas o Atlético-MG teve uma modificação: a entrada do meia-atacante Lúcio, última das sete contratações do clube para o Campeonato Mineiro, que entrou na vaga de Serginho. "O Levir pediu mais movimentação, já que o time jogou muito pelo meio", afirmou o estreante. Com isso, Márcio Araújo e Márcio atuarão um pouco mais recuado. O Tupi, por sua vez, voltou com a mesma formação.
O panorama da partida também não se alterou muito. Os dois times marcavam muito e concentravam a partida no meio-campo, no início da etapa final, com poucas chegadas dos dois ataques. Atlético e Tupi também erravam o chamado último passe, o que dificultava para os atacantes a possibilidade de concluir contra os gols defendidos por Diego e Marcelo, respectivamente.
As faltas também eram cometidas seguidamente pelos dois times, a exemplo do primeiro tempo. E foi na cobrança de uma infração de Samuel, sobre Lúcio, que fez boa jogada, aos 8min, que o Atlético teve a primeira oportunidade da etapa final. Na cobrança, Coelho chutou colocado e o goleiro Marcelo defendeu. Aos 10min, Márcio serviu a Éder Luís, que bateu cruzado e Marcelo fez outra defesa. Na resposta do Tupi, Santos bateu forte, para fora.
O técnico Levir Culpi considerou justa a vitória do Tupi sobre o Atlético-MG. Segundo ele, a expulsão do lateral-direito Coelho foi decisiva para a segunda derrota atleticana, em duas rodadas do Campeonato Mineiro.
"Não tivemos força para equilibrar a partida, com um jogador a menos. O Tupi desenvolveu uma pegada de Copa do Mundo contra o Atlético e nós não conseguimos manter a mesma força", destacou.
"Matematicamente o sinal está amarelo, time tem de estar ligado, procurando vencer, senão a gente sai matematicamente da classificação", completou o treinador. |
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| LEVIR CULPI COMENTA DERROTA |
| 'TUPI MERECEU VENCER' | LUZ AMARELA ACESA |
A partir daí, o jogo ganhou em movimentação e em ofensividade. Bilu quase marcou contra, o que foi evitado por difícil defesa de Diego. Coelho quase surpreendeu Marcelo em chute de longe. Os dois times se empenhavam muito em campo, buscando a vitória para se reabilitar das derrotas nas partidas de estréia no Campeonato Mineiro.
Aos 20 minutos, Tita fez duas mexidas no Tupi. Colocou Geraldo e Felipe nas vagas de Santos e Renato Santiago, respectivamente. Dois minutos depois, o Atlético ficou com um jogador a menos, por causa da expulsão do lateral-direito Coelho, que já havia sido advertido com o amarelo no primeiro tempo e fez falta por trás em Geraldo.
Quando Levir Culpi iria colocar Zé Antônio em campo, no lugar de Vanderlei, para recompor o lado direito da sua defesa, o árbitro Renato Cardoso Conceição marcou pênalti de Vinícius sobre Felipe. Na cobrança, Sidnei desperdiçou, ao bater mal, facilitando a defesa de Diego.
O Atlético se entusiasmou e tentou partir para a pressão, mas deu espaço aos contra-ataques do Tupi, que construiu assim a sua vitória. Aos 33min, Felipe, arrancou em velocidade e colocou a bola nas redes na saída do goleiro Diego. Aos 37min, em outra falha da defesa atleticana, Geraldo ampliou o marcador.
Tupi Marcelo; Zé Carlos, César, Samuel e Jean; Johnny, Santos (Geraldo), Gilson e Sidnei (Juninho); Renato Santiago (Felipe) e Alan Técnico: Tita
Atlético-MG Diego; Coelho, Marcos, Vinícius (Lima) e Ricardinho; Serginho (Lúcio), Márcio Araújo, Bilu e Márcio; Éder Luis e Vanderlei (Zé Antônio) Técnico: Levir Culpi
Data: 28/1/2007 (domingo) Local: Estádio Radialista Mário Helênio, em Juiz de Fora Árbitro: Renato Cardoso Conceição Auxiliares: Guilherme Dias Camilo e Márcio Eustáquio Santiago Cartões amarelos: Serginho, Ricardinho, Vanderlei, Coelho (Atlético-MG); Johnny, Gilson (Tupi) Cartões vermelhos: Coelho (Atlético-MG) Gols: Felipe, aos 33 min, Geraldo, aos 37 min do segundo tempo
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