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15/02/2007 - 01h03
Rubro-negros passam mal após empate na Bolívia
Da Redação No Rio de Janeiro
Os jogadores do Flamengo nem puderam comemorar direito o empate heróico que arrancaram contra o Real Potosí, nesta quarta-feira, na altitude boliviana, na estréia na Libertadores. Após a partida, muitos passaram mal no vestiário rubro-negro.
O zagueiro Moisés e o meia Renato Augusto foram os que mais sofreram. Mesmo depois de receber oxigênio na beira do gramado, nos instantes finais do jogo, eles precisaram de mais no vestiário.
O atacante Obina mal festejou o seu gol, que garantiu o empate. Logo depois, ele sentiu dores de cabeça e precisou ser substituído por Souza. O mesmo aconteceu com o lateral-esquerdo Juan, que saiu no intervalo para a entrada de Roni, que marcou o primeiro gol rubro-negro.
"Dois ou três jogadores se arrastaram em campo. Infelizmente, não conseguimos acompanhar a velocidade do adversário e da bola em alguns momentos", comentou em entrevista à TV Globo o técnico Ney Franco, na saída para o intervalo.
Mesmo jogando a 3.850 metros acima do nível do mar, o time do Flamengo buscou forças para arrancar o empate por 2 a 2, após sair perdendo por 2 a 0 no primeiro tempo.
"A altitude afeta bastante. A bola fica rápida, o oxigênio não chega ao cérebro e você perde a noção", comentou o meia Renato.
O atacante Roni exaltou a bravura do time. "Só quem veio sabe a dificuldade de jogar aqui. É difícil para respirar e, para complicar ainda mais, teve a chuva e o frio. Mas a equipe foi guerreira. Com esse espírito, a gente pode ir longe na Libertadores", disse o jogador.
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