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17/02/2007 - 18h26
Com variações climáticas, Flamengo perde a invencibilidade
Da Redação No Rio de Janeiro
O Flamengo até resistiu ao frio e à altitude de Potosí, arrancando o empate com o time da casa pela Libertadores. Porém desgastados pela viagem, os jogadores não resistiram ao Madureira e ao calor de Bangu. Demonstrando lentidão em campo, a equipe foi goleada por 4 a 1 e perdeu a invencibilidade em 2007.
Dessa vez, ocorreu justamente o inverso com a equipe da Gávea, em relação ao desafio da última quarta-feira. Se na altitude boliviana os atletas, além da falta de ar, os atletas precisaram entrar imediatamente no chuveiro quente assim que chegaram no vestiário, no estádio Moça Bonita o que intensificou o desgaste foi o intenso calor.
"Mesmo assim, prefiro muito mais Bangu do que Potosí", brincou o meia Renato.
Antes da partida, os jogadores já tinham haviam traçado a tática para superar a temperatura e controlar o cansaço. Considerando que bastava um empate para classificar o rubro-negro para as semifinais da Taça Guanabara, o Flamengo pensou em administrar o jogo.
"Vamos atuar sabendo que a vantagem é nossa. Por isso, não precisamos correr à toa. Temos que valorizar a posse de bola, ficar o maior tempo possível com ela nos pés", orientou Leonardo Moura.
Aliás, ele foi um dos que menos sentiu os efeitos do pleno verão banguense. Durante a infância acostumou-se a jogar peladas nas proximidades do estádio Moça Bonita e sabia o que precisava ser feito em campo.
"Jogar com inteligência é o principal. Fui criado em Bangu, onde é muito difícil atuar", prosseguiu.
A orientação, no entanto, deu certo apenas no primeiro tempo, quando o placar terminou em 1 a 1. Na etapa final, a defesa entrou em colapso e assistiu à muitos avanços do ataque adversário, incluindo a arrancada de Marcelo no segundo gol, quando o atacante passou com facilidade, por toda a zaga.
O meia Renato Augusto, que entrou no segundo tempo e já jogou muitas vezes no estádio Moça Bonita, pelas categorias de base do clube rubro-negro, relatou o drama que os jogadores passam com o calor.
"Quando dá 20 minutos de jogo a vista escurece e você não enxerga nada. Depois, a gente toma banho no vestiário e logo já está suando de novo", contou.
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