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20/02/2007 - 19h35
Com excesso de cautela, Milan apenas empata
Da Redação Em São Paulo
O Milan demorou para notar o fraco nível técnico do Celtic, buscou o ataque tardiamente e ficou no 0 a 0 com os escoceses no jogo de ida das oitavas-de-final da Liga dos Campeões, nesta terça-feira.
Com três volantes no meio-campo e Kaká improvisado no ataque, o time italiano adotou uma postura muito cautelosa contra uma equipe de pouca força ofensiva. Só se soltou a partir da segunda metade do segundo tempo, mas sem o oportunismo de Ronaldo na área.
"Tivemos mais chances. Tenho confiança (na equipe) para o jogo de volta. Fomos prudentes, e só saímos para o ataque de vez em quando, e foi o que pedi aos jogadores", avaliou o técnico Carlo Ancelotti.
Segundo no grupo F, atrás do Manchester United, o time britânico disputa um duelo de oitavas-de-final do torneio continental apenas pela primeira vez. Apesar desse ineditismo e da presença de 60 mil torcedores no Celtic Park, os escoceses pouco fizeram.
"Estamos a milhas de ser um clube como eles, mas nos mantemos na raça", disse Gordon Strachan, tpecnico do Celtic. "Se mostrarmos a mesma determinação em não sofrer a derrota e melhorarmos um pouco a parte técnica, podemos assustá-los".
Já o Milan, que ingressou nos mata-matas nas últimas cinco temporadas, tendo falhado de chegar às semifinais apenas uma vez, falhou em se impor em campo.
Da legião brasileira do time rubro-negro, Dida, com uma lesão no ombro, e Serginho, com uma hérnia de disco, não foram nem relacionados para o banco. Cafu ficou na reserva. E Ricardo Oliveira entrou nos minutos finais, sem ter uma atuação relevante.
O jogo Sem Ronaldo (que jogou pelo Real Madrid na primeira fase) e sem Seedorf, o técnico Carlo Ancelotti preferiu adotar pelo 'ferrolho' italiano tradicional. Adiantou Kaká para o ataque e escalou uma linha de quatro no meio-campo com os volantes Gattuso, Ambrosini e Pirlo e o meia francês Gourcuff, recuado pela esquerda.
O resultado foi um visitante pouco ofensivo, mas preparado para lidar com a equipe britânica, que esbanjou vontade e, também ao seu modo, parca criatividade. Desta forma, apesar de ter um adversário pouco disposto a avançar, os times dividiram em tempo igual a posse de bola na partida - no primeiro tempo, ficou em precisos 50% para cada.
Como o Celtic não se jogava ao ataque com muito volume, o Milan não teve a quantidade de contra-ataques que esperava. De todo modo, teve o primeiro lance de perigo do jogo. Aos 25min, Gilardino desperdiçou uma chance incrível. Kaká passou a bola em projeção para Gilardino, que saiu das costas da zaga para ficar livre de frente para Boruc, da seleção da Polônia. Na tentativa de tirar a bola do goleiro, porém, o atacante chutou para fora, pela esquerda.
Aos 39min, o Celtic teve seu melhor momento, em bola parada. O meia Nakamura - destaque da seleção japonesa e principal arma do time - cobrou falta da direita, por cima da barreira, e o goleiro Kalac caiu no canto para defender com segurança. Neste momento, esta foi apenas a segunda finalização do time da casa. A primeira havia saído aos 14min, com Kenny Miler em uma investida pela esquerda. Ele entrou na área pela diagonal e bateu fraco para nova defesa do goleiro australiano.
| MALDINI CENTENÁRIO |
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A escalação do veterano Maldini nesta terça valeu como a centésima de sua carreira na Liga dos Campeões. Ele entra para um grupo seleto: antes dele, apenas um trio do Real Madrid conseguiu o feito - Raúl, com 106 jogos, Roberto Carlos, com 105, e Beckham, com 102.
Maldini, porém, considera ter obtido a marca algum tempo antes. "Claro que é uma grande honra. Mas eu já disputei a competição quando ela era chamada Copa dos Campeões, então sinto que tive mais de 100 partidas."
Com Maldini, o Milan conquistou sete vezes o Campeonato Italiano e foram campeões europeus por quatro vezes (1989, 1990, 1994 e 2003). |
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O segundo tempo começou da mesma forma para o Celtic: morno. Previsível em seu toque de bola, a equipe de verde e branco não conseguiu ameaçar o Milan. Apesar de que, aos 9min, quando Naylor arriscou um chute forte de fora da área, mas a bola saiu à direita, próxima ao ângulo direito.
Um minuto antes, os italianos proporcionaram o momento mais bonito do jogo. O tcheco Jankulovski puxou uma arrancada da esquerda se desvencilhando de três marcadores. Rolou para Kaká, que 'brecou' e viu Gattuso progredir livre. O brasileiro fez belo passe entre os defensores, o volante dominou e bateu da entrada da área, rasteiro, para fora, à esquerda.
Percebendo o nível tímido do adversário, o Milan resolveu se soltar após os 20 minutos. Pena que faltou categoria ao centroavante Gilardino. Em um lance, ele tentou cavar pênalti de maneira descarada e levou o amarelo. Aos 29min, ele recebeu a bola na meia-lua com tranqüilidade, mas chutou muito fraco, bom para a defesa de Boruc.
As seguidas falhas do atacante abriram uma chance para Ricardo Oliveira mostrar serviço. O brasileiro entrou aos 32min do segundo tempo, quando o Milan já tinha controle total da partida. O domínio, no entanto, não se refletiu em oportunidades para o atacante revelado pela Portuguesa.
E agora cabe ao Milan decidir sua sorte em casa, no San Siro, mas com a obrigação de ir ao ataque, no dia 7 de março.
CELTIC 0 X 0 MILAN Data: 20/02/2007, terça-feira Local: Estádio Celtic Park, em Glasgow (Escócia) Árbitro: Terje Hauge (NOR)
Celtic: Boruc; Wilson, McManus, O'Dea e Naylor; Nakamura, Sno, Lennon (Gravesen) e McGeady; Miller (Jarosik) e Vennegoor of Hesselink. Técnico: Gordon Strachan.
Milan: Kalac; Oddo, Kaladze (Bonera), Maldini e Jankulovski; Ambrosini, Gattuso, Pirlo e Gourcuff; Kaká e Gilardino (Ricardo Oliveira). Técnico: Carlo Ancelotti.
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