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21/02/2007 - 23h43
Inter começa caminhada rumo ao bi da Libertadores com derrota
Da Redação Em Porto Alegre
O Internacional começou com derrota sua caminhada rumo ao bicampeonato da Libertadores da América. Jogando em Montevidéu, Uruguai, o atual campeão mundial decepcionou e perdeu para o Nacional por 3 a 1, de virada, resultado com o qual larga na competição na última colocação do grupo 4.
A liderança dessa chave, que é considerada por grande parte da imprensa como a mais difícil e equilibrada das oito da competição, fica com o Vélez Sarsfield, da Argentina, que no dia 14 derrotou o Emelec do Equador, na casa desse, por 1 a 0.
O jogo de estréia do clube gaúcho, nesta quarta, foi antecedido por promessas de vingança pelos uruguaios, que no ano passado foram eliminados da Libertadores exatamente pelo Inter, nas oitavas-de-finais. Mas apesar das provocações dos jogadores e das ameaças da torcida do Nacional, nada de grave aconteceu durante o transcorrer do jogo, disputado no Estádio Parque Central.
Inter e Nacional, que já decidiram uma Libertadores da América em 1980, com vitória do clube de Montevidéu, voltam a jogar na quarta-feira da próxima semana. A equipe brasileira fará sua primeira partida em casa, contra o Emelec, enquanto o Nacional viajará para a Argentina, onde enfrentará o líder Vélez.
O jogo Conforme prometera o técnico do Inter, Abel Braga, a equipe não se mostraria intimidada e partiria em busca dos três pontos, mesmo que o jogo fosse no campo do time inimigo. E foi o que aconteceu nos minutos iniciais, embora nenhum perigo tenha sido levado à meta do Nacional.
Mas, na base da força, logo os uruguaios conseguiram conter a iniciativa da equipe gaúcha e aos 14min esteve nos pés de Diego Vera a primeira chance de gol. Ele recebeu sozinho, invadiu a grande área pela esquerda, só que chutou no meio da meta e Clemer defendeu sem problemas.
Na seqüência, aos 20, após cruzamento da direita, Marquez cabeceou com perigo, à esquerda da trave de Clemer, revelando que os donos da casa aos poucos começavam a se impor. Essa tendência se confirmou aos 28, com um chute perigosíssimo de Tejera que o goleiro colorado mandou para escanteio.
O primeiro chute do Inter contra a meta adversária só ocorreu aos 32. Wellington Monteiro, aproveitando rebote, bateu rasteiro, mas o chute não saiu forte e facilitou a defesa de Viera. Mesmo assim aquele susto desconcentrou a defesa uruguaia e, cinco minutos depois, aos 37, veio o 1 a 0.
Alex levantou para a grande área na cobrança de falta, a defesa deu rebote e o lateral-esquerdo Hidalgo acertou uma bomba indefensável no canto inferior esquerdo da meta. Foi o resultado do primeiro tempo, favorável, mas que ainda assim não satisfez o técnico Abel Braga.
"Não podemos entrar no desespero deles, que só querem revanche e estão vindo que nem loucos. Temos que colocar a bola no chão", disse o treinador colorado.
A segunda etapa começou devagar. O Inter controlando bem as investidas do Nacional mas, ao mesmo tempo, demonstrando pouco poder de criação ofensiva.
Mesmo assim o time gaúcho era melhor, não dava margem para sustos a Clemer e o silêncio dos torcedores uruguaios na arquibancada mostrava que a vitória se encaminhava bem. Essa tendência ficou ainda mais clara aos 16, quando o zagueiro Rodriguez foi expulso e o Inter ficou com um a mais em campo.
Aos 20, vendo a partida sob controle, o técnico Abel Braga criou coragem para mandar para o gramado Fernandão, o principal jogador do time, que voltava ao time após recuperação de uma cirurgia de hérnia inguinal feita em janeiro.
Pois naquele momento, quando tudo parecia tranqüilo para o Inter, Vera foi lançado no meio da zaga do Inter, que falhou e permitiu ao atacante pular junto a Clemer e desviar de pé direito para o fundo da meta. Isso aos 27min.
Surpreendentemente bateu o desespero nos jogadores colorados e aos 30 Wellington Monteiro, que já tinha cartão amarelo, fez falta violenta e foi expulso, deixando os dois times com dez atletas em campo. Na cobrança da infração, Delgado desferiu a bomba e acertou o canto esquerdo da meta colorada, conseguindo a virada para 2 a 1.
De forma desordenada a equipe brasileira ainda tentou buscar pelo menos a igualdade, mas não conseguiu. Pior: aos 47 ainda sobreu o terceiro gol, por Martinez, e o 3 a 1 adverso marcou sua decepcionante estréia.
Nacional Viera; Broli (Martinez), Rodriguez, Godín e Alvarez; Vanzini (Castro), Viana, Delgado e Tejera (Sosa); Diego Vera e Marquez Técnico: Daniel Carreño
Inter Clemer; Elder Granja, Ediglê, Rafael Santos e Hidalgo; Edinho, Wellington Monteiro, Adriano Gabiru (Michel) e Alex (Perdigão); Iarley e Luiz Adriano (Fernandão) Técnico: Abel Braga
Data: 21/2/2007 Local: Estádio Parque Central, em Montevidéu Árbitro: Sergio Pezzotta (ARG) Auxiliares: Rafael Furchi e Francisco Rocchio (ARG) Cartões amarelos: Godin, Martinez e Rodriguez (Nacional); Wellington Monteiro e Ediglê (Inter) Cartões vermelhos: Rodriguez (Nacional); Wellington Monteiro (Inter) Gols: Hidalgo (aos 37min do 1º tempo); Vera (aos 27min), Delgado (aos 30min) e Martinez (aos 47min do 2º tempo)
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