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27/02/2007 - 11h55
Santos aplica fortuna na conquista de títulos e desafia críticos
Bruno Thadeu Em Santos
Clube nacional com maior faturamento disparado em 2005, R$ 140 milhões, o Santos, entretanto, adotou política emergencial de contenção de despesas, fato que aumentou a fúria de parte dos conselheiros do clube, indignados com a falta de transparência sobre o destino do montante financeiro obtido principalmente com a venda de Robinho para o Real Madrid, US$ 30 milhões.
Os cofres alvinegros, segundo o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, foram abertos para a montagem de equipes campeãs. Um time rico e sem títulos não é interessante a ninguém, teoriza o dirigente. Ele, inclusive, duvida a existência de um torcedor contrário à sua gestão.
"O Santos quer dinheiro em caixa ou quer títulos? Se quiserem, eu ponho mais dinheiro em caixa com a venda de dois, três jogadores. Vendo o Maldonado, vendo outros. Mas o Santos não é um banco. Eu duvido que exista algum torcedor insatisfeito com a nossa administração", disparou Teixeira.
Indagado por conselheiros sobre uma suposta dívida do Santos de R$ 30 milhões contraída após empréstimos bancários, o presidente do Santos refutou qualquer problema financeiro e atacou as "forças ocultas" por criar um clima de instabilidade na administração do clube. Teixeira acusa, mas não cita nomes, determinados conselheiros e veículos de comunicação de espalharem boatos maldosos sobre o sumiço da fortuna conseguida em 2005.
"Para mantermos um time que luta por títulos é natural que o clube faça investimentos. Será que o Vanderlei [Luxemburgo] apareceu aqui por nada? Será que conseguimos de graça a reformulação do elenco, a manutenção do time para 2007, os investimentos na base, e modernização do CT Meninos da Vila e do CT Rei Pelé?", contra-atacou Teixeira.
"Em cinco anos de mandato, fomos quatro vezes à Libertadores. Isso é uma benção de Deus, mas será que essa benção surgiu por acaso? Será que foi por causa dos meus lindos olhos? Foram feitas insinuações precipitadas e maldosas, como se o Santos estivesse endividado. Isso não é verdade", complementou o presidente.
Sem patrocinador no uniforme desde o início do ano, o Santos recorreu ao dinheiro da negociação do ex-camisa 7 do clube para saldar os compromissos da folha salarial do plantel, orçado em mais de R$ 2,5 milhões.
"Aos que teimam em perguntar para onde foi o dinheiro do Robinho, queria que essas pessoas comparecessem à Vila para ver as mudanças no clube, para conhecer os projetos do Santos, conferir o atual trabalho do departamento de futebol. Veja o que houve com o clube. O Santos dobrou seu patrimônio", apresentou Marcelo Teixeira.
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