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  28/02/2007 - 00h08
Em noite de apagão no Olímpico, Grêmio só empata com o Cúcuta

Da Redação
Em Porto Alegre

O Grêmio apenas empatou com o Cúcuta, da Colômbia, em 0 a 0, na noite desta terça-feira, no Olímpico, mas apesar do tropeço em casa manteve a liderança isolada do grupo 3 da Libertadores da América, com quatro pontos. A partida começou com uma hora de atraso, devido a um apagão. Um transformador estourou 30 minutos antes do horário previsto e os homens da CEEE - Companhia Estadual de Energia Elétrica - encontraram dificuldades para chegar e solucionar o problema, devido ao engarrafamento nas imediações do estádio.

GRÊMIO 0 X 0 CÚCUTA DEPORTIVO
Reuters
Olímpico fica sem energia por cerca de 1h
Reuters
Carlos Eduardo tenta finta no Olímpico
Crédito
Lucas tenta drible contra Cúcuta Deportivo
EFE
Lúcio briga com a marcação do adversário
VEJA FOTOS DA PARTIDA
Foi o primeiro jogo do clube gaúcho em Porto Alegre nesta edição 2007 da competição, na qual busca o tricampeonato e, caso a vitória fosse alcançada, seria a 50ª do Grêmio na história da mais importante competição sul-americana, com a qual ingressaria no grupo dos 20 que já conseguiram chegar a tanto. A marca não foi alcançada e frustrou um público de aproximadas 30 mil pessoas, presença que mostrou a mobilização dos gremistas nesta volta do clube à Libertadores, quatro anos após a última participação.

Já o Cúcuta realizou contra o Grêmio sua primeira partida oficial pela Copa, fora de casa, em toda sua trajetória como clube profissional, e o empate satisfez. A estréia acontecera contra o Tolima, também da Colômbia, dia 13 de fevereiro, diante da própria torcida e o resultado fora 0 a 0.

Os dois times voltam a jogar pela Libertadores em março. O Grêmio viaja para encarar o Tolima, dia 13, enquanto o Cúcuta, dois dias antes, 13 de março, receberá o Cerro Porteño.

O jogo
O Grêmio, como era previsto, começou a partida sufocando o time colombiano e, aos 7min, a desesperada defesa do Cúcuta deu rebote e Douglas bateu forte, bola que raspou o poste direito do goleiro Zapata, quase abrindo o placar.

Mas, na seqüência, os colombianos demonstraram frieza para administrar a pressão dos donos da casa e até começaram a arriscar algumas investidas, especialmente pelo lado direito do ataque, embora sem levar perigo à meta de Saja.

O primeiro chute a gol do Cúcuta ocorreu aos 27min. Após falta de Schiavi sobre Pérez, na entrada da grande área. Bustus bateu com algum perigo, mas por cima da meta gremista.

O confronto seguiu com poucas emoções e a única chance que surgiu ao final do primeiro tempo foi para os visitantes. Num contra-ataque rápido, aos 40, Perez invadiu a grande área gremista e na saída de Saja chutou forte e rasteiro, mas a bola bateu na rede, pelo lado de fora, à direita da meta.

No intervalo, o capitão do time gaúcho, Tcheco, admitiu falhas da equipe: "Eles estão bem fechados e não temos homens suficientes lá na frente. Além disso estamos um pouco afobados".

Os jogadores do Grêmio admitiram que o resultado foi conseqüencia do bom futebol apresentado pelo adversário.

"Tentamos o gol de todas as maneiras, mas não deu e temos de dar parabéns a eles, especiamente pela eficiência defensiva", disse Carlos Eduardo.
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Apesar das dificuldades o treinador Mano Menezes não mudou o Grêmio para o segundo tempo, enquanto Jorge Bernal, técnico do Cúcuta, sacou Rueda, que já tinha cartão amarelo, e colocou em campo Del Castillo.

Mais ambicioso, o representante brasileiro reiniciou o duelo mais ambicioso e logo no primeiro minuto o volante Diego Souza arriscou um chute de fora da grande área e obrigou Zapata a uma defesa no canto esquerdo. A iniciativa se repetiu aos 3, outra vez com Diego, para uma defesa ainda mais difícil do goleiro.

Instalava-se, então, a pressão dos tricolores, agitando o povo das arquibancadas, como não ocorrera na etapa inicial. À beira do gramado Mano Menezes se angustiava, reclamava de seus jogadores, conversava com o bandeira e pela insistência nas reclamações foi repreendido pelo árbitro.

Aos 11 o centroavante Douglas bateu de longa distância e Zapata outra vez fez boa intervenção. Mas faltava objetividade no momento de definição das jogadas, ao mesmo tempo em que apareciam buracos no sistema defensivo do Grêmio, através do quais o Cúcuta eventualmente ameaçava.

Com dificuldades para encontrar soluções no ataque, a equipe gremista ainda perdeu o avante Douglas, com lesão muscular, aos 18. Entrou o jovem Everton, mais ágil, mas o time seguiu improdutivo, desempenho que decepcionava e impunha um silêncio de preocupação no Olímpico.

Aos 30min. num levantamento da esquerda pr Lúcio, Lucas apareceu sozinho na grande área do Cúcuta e cabeceou à esquerda da meta de Zapata, com perigo, mas outra vez sem acertar a rede.

A equipe seguiu sem achar a direção certa nos instantes finais, e o jogo acabou no decepcionante 0 a 0, comemorado pelos jogadores colombianos como se fosse uma vitória.

Grêmio
Saja; Patrício, William, Schiavi e Lúcio; Lucas, Diego Souza (Aloísio), Tcheco e Ramón (Sandro Goiano); Carlos Eduardo e Douglas (Everton)
Técnico: Mano Menezes

Cúcuta
Zapata; Bustos (Garcia), Hurtado, Moreno e Ragua; Flores, Castro, Rueda (Del Castillo) e Torres; Perez e Cortez (Martinez)
Técnico: Jorge Bernal

Data: 27/2/2007
Local: Estádio Olímpico, em Porto Alegre
Árbitro: Pablo Pozo (Chile)
Auxiliares: Manuel Rodriguez e Sergio Roman (Chile)
Cartões amarelos: Schiavi e William (Grêmio); Torres, Rueda, Ragua e Zapata (Cúcuta)

Libertadores da América


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