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02/03/2007 - 12h00
Leão pressiona Nilmar por gols e espera fim do jejum no clássico
Marcius Azevedo Em São Paulo
Antes mesmo do retorno de Nilmar depois de sete meses de inatividade por causa de uma grave lesão no joelho direito, o técnico Emerson Leão afirmou que não tinha desculpa e que iria cobrá-lo. Agora, após quatro jogos, o treinador espera que o atacante possa encerrar o jejum de gols no clássico do domingo, contra o Palmeiras.
Foi justamente numa partida contra o rival de Parque Antarctica que o jogador se lesionou no dia 16 de julho do ano passado, em confronto válido pelo Brasileiro.
"O atleta que voltou para fazer os gols não está fazendo. Espero que algo maior esteja reservado para ele no domingo", afirmou Leão, que tem procurado ajudar na recuperação do atacante. "Deixei o Nilmar até o fim do jogo [contra o Pirambu] para ver se ele marcava para ir mais motivado para o clássico. Mas não era o dia dele", completou.
Nilmar, que passou em branco nos dois jogos contra o Pirambu, pela Copa do Brasil, e diante de Paulista e Rio Branco, pelo Paulista, não marca um gol desde o dia 7 de maio do ano passado, quando fez na derrota para o São Paulo por 3 a 1.
O corintiano admite estar ansioso para marcar. "O atacante vive de gols, precisa sempre marcar. Estou há muito tempo sem marcar e quero fazer gols", afirmou. "Estou criando chances, mas infelizmente o gol ainda não saiu", emendou.
 | O atleta que voltou para fazer os gols não está fazendo. Espero que algo maior esteja reservado para ele no domingo | | |  | Leão, sobre Nilmar
| O atacante Amoroso procurou incentivar o companheiro, minimizando o jejum de gols. "O Nilmar ficou sete meses parado. Eu sei que é complicado voltar a jogar logo porque eu também tive essa lesão. Às vezes, é melhor você jogar para o time e fazer os jogadores mais novos marcarem os gols", afirmou o jogador.
Além da ansiedade para marcar gols, Nilmar viverá um outro sentimento neste domingo. O jogador vai voltar ao Morumbi, local onde se machucou e vai enfrentar o mesmo adversário daquele dia.
"Será uma sensação estranha. Você sempre entra com receio, mas, aos poucos, vou procurar me soltar e tentar fazer um bom jogo", finalizou Nilmar.
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