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  04/03/2007 - 10h35
Scolari admite vontade de retornar à seleção brasileira

Da Redação
Em São Paulo

Credenciado pelas boas campanhas no comando da seleção de Portugal, o técnico Luiz Felipe Scolari recusou algumas propostas de trabalho após a Copa de 2006, dentre elas substituir Carlos Alberto Parreira no comando da seleção brasileira. Porém, o treinador admitiu, em entrevista ao jornal O Globo, que tem vontade de retornar ao Brasil.

Folha Imagem
Scolari conquistou a Copa do Mundo de 2002 no comando da seleção brasileira
"A vontade vem e passa. Não descarto voltar a trabalhar numa equipe brasileira, até mesmo na seleção. Para mim não tem essa de querer parar por cima. Marcas são feitas para serem superadas", afirmou Scolari, que em 2002 conquistou a Copa do Mundo no comando do Brasil com a marca de sete vitórias consecutivas.

Apesar de admitir interesse em voltar um dia à seleção, Scolari fez questão de elogiar a aposta da CBF no trabalho de Dunga. Segundo ele, a renovação não tem que se limitar somente aos jogadores.

"O Klinsmann mostrou na Copa do Mundo que não é problema essa falta de cancha no banco. Ele e o Dunga têm carisma, conhecimento e vivenciaram o futebol mundial por muitos anos", afirmou Felipão, citando o bom trabalho do ex-jogador Jurgen Klinsmann a frente da Alemanha na Copa de 2006 (Antes desacreditada, a Alemanha terminou na 3ª colocação) para justificar a escolha da CBF por Dunga.

Scolari também aproveitou para falar sobre a nova fase que o atacante Ronaldo vive no Milan. O treinador de Portugal acredita que o ciclo do jogador na seleção brasileira está longe do fim. "Vejo-o jogando na seleção, pois ele ainda é o melhor centroavante brasileiro".

Felipão comemorou a ausência de Ronaldinho na partida em que Portugal venceu o Brasil por 2 a 0, em Londres (primeira derrota de Dunga no comando da seleção). "É sempre melhor enfrentar o Brasil sem Ronaldinho. Ele faz a diferença".


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