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  07/03/2007 - 18h41
Com 'ajuda' de Roberto Carlos, Bayern bate o Real em jogo dramático

Da Redação
Em São Paulo

Em uma partida emocionante e com tons de dramaticidade, o Bayern de Munique contou com a "ajuda" do lateral Roberto Carlos, que falhou em dois lances cruciais, para vencer o Real Madrid por 2 a 1, nesta quarta-feira, na Alemanha, eliminar o rival e se classificar para as quartas-de-final da Liga dos Campeões. Os confrontos serão definidos por sorteio nesta sexta.

BAYERN VENCE JOGO DRAMÁTICO
Reuters
Com 11 segundos, Makaay abre o placar...
Reuters
... no gol mais rápido da história da Liga
EFE
Lúcio (e) ganha da zaga do Real no alto...
EFE
... e faz festa ao ampliar para o Bayern
AFP
Nistelrooy faz, mas não evita queda do Real
VEJA ÁLBUM DE FOTOS DA RODADA
MANCHESTER VENCE E SE CLASSIFICA
PSV SEGUE COM 'DOIS' GOLS DE ALEX
KAKÁ MARCA E DÁ VITÓRIA AO MILAN
No primeiro encontro, na Espanha, o Real Madrid venceu por 3 a 2. Assim, o Bayern necessitava marcar 1 a 0 para avançar à próxima fase da competição graças ao número de gols anotados na casa do adversário.

Mas, logo no primeiro lance da partida, o Bayern minou a vantagem do Real. O time espanhol deu a saída, e a bola foi recuada para Roberto Carlos, na esquerda, que não dominou, deixando a bola para Salihamidzic. O bósnio avançou e cruzou rasteiro para Makaay, que colocou no canto direito de Casillas para abrir o placar aos 11 segundos e anotar o gol mais rápido da história da Liga.

Antes, a marca pertencia ao brasileiro Gilberto Silva, que, no dia 25 de setembro de 2002, anotou o primeiro do Arsenal na goleada por 4 a 0 sobre o PSV Eindhoven, na Holanda, aos 20s07.

O Bayern ainda teve duas oportunidades cara a cara com Casillas para ampliar, mas parou nas mãos de Casillas. Podolski, aos 21min, e Makaay, seis minutos depois, desperdiçaram chances claras para marcar 2 a 0.

Na etapa complementar, quando a equipe espanhola ensaiava uma reação e arquitetava boas jogadas no campo de ataque, saiu o segundo gol alemão, novamente em erro do lateral brasileiro.

Podolski cruzou da esquerda, e Roberto Carlos errou ao tentar amortecer a bola, que desviou em Sergio Ramos antes de sair pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio, Lúcio, que já havia marcado no jogo de ida, subiu mais alto que a defesa e colocou no canto esquerdo para ampliar.

Faltando 15min para o final, o técnico do Real, Fabio Capello, colocou Robinho, tardiamente, em campo, no lugar de Gago. O atacante foi fundamental para a reação espanhola nos últimos minutos, mas não foi o suficiente para evitar a queda da equipe de Madri.

Robinho infernizou a zaga alemã e, cinco minutos depois de entrar, sofreu o pênalti que resultou no gol do Real. O ex-santista tabelou com Cassano e se enroscou com Lúcio dentro da área. Após a marcação da penalidade, Van Bommel e Diarra receberam o segundo amarelo e foram expulsos. Na cobrança, Nistelrooy chutou com violência no canto esquerdo para diminuir.

Com um jogador a menos de cada lado, a partida ganhou em emoção nos minutos finais. Aos 44min, em lance duvidoso, o Real marcou, mas o gol foi invalidado pela arbitragem. Sergio Ramos dominou na entrada da área e chutou rasteiro, no canto direito, sem defesa para Kahn. No entanto, o árbitro Lubos Michel apitou toque de mão do espanhol ao ajeitar a bola.

Pedja Mijatovic, ex-jogador e hoje diretor esportivo do Real, afirmou ao término do confronto que o técnico Fabio Capello, "no momento, continua no banco de reservas e será assim contra o Barcelona".

"Foi um golpe muito duro, não contávamos com esse resultado. É um momento de análise e reflexão, mas temos de nos focar no clássico contra o Barcelona", completou.
CARTOLA CONFIRMA CAPELLO
No último lance da partida, quando o Real tinha escanteio a seu favor pela direita, Casillas saiu do gol e foi para a área. Guti cobrou, mas Kahn se antecipou ao goleiro adversário e fez a defesa, salvando o Bayern e garantindo a vaga dramática às quartas-de-final.

Com o placar, a equipe de Munique, que não perde em casa nos últimos 10 duelos pelo torneio, alcança sua décima vitória contra o Real em 18 jogos, além de seis derrotas e dois empates. Além disso, confirma o retrospecto negativo dos espanhóis na Alemanha: o time perdeu 14 dos últimos 21 jogos do país, com seis tropeços e apenas uma vitória, na Liga, há seis temporadas, sobre o Bayer Leverkusen.

"O gol logo no início tornou as coisas mais fáceis para eles, mesmo que nós tivéssemos chances de marcar. O segundo gol nos atrapalhou demais, mas dominamos o segundo tempo. Agora, temos de pensar no Campeonato Espanhol e no jogo difícil de sábado contra o Barcelona", comentou o capitão do Real, Raúl, após a derrota.

BAYERN DE MUNIQUE
Kahn; Sagnol (Gorlitz), Lúcio, Van Buyten e Lahm; Van Bommel, Hargreaves, Salihamidzic e Schweinsteiger; Makaay (Pizarro) e Podolski (Demichelis)
Técnico: Otmar Hitzfeld

REAL MADRID
Casillas; Torres, Sergio Ramos, Helguera e Roberto Carlos; Emerson (Guti), Gago (Robinho), Diarra e Raúl; Higuain (Cassano) e Van Nistelrooy
Técnico:

Data: 07/03/2007 (quarta-feira)
Local: estádio Allianz-Arena, em Munique (Alemanha)
Árbitro: Lubos Michel (ESL)
Auxiliares: Roman Slysko (ESL) e Roman Csabay (ESL)
Cartões amarelos: Podolski (B), Sergio Ramos, Guti (R)
Cartões vermelhos: Van Bommel (B), Diarra (R)
Gols: Makaay, a 1min do primeiro tempo; Lúcio, aos 21min, Nistelrooy, aos 38min do segundo tempo

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