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  11/03/2007 - 19h47
Leandro acaba com clima tranqüilo entre Santos e São Paulo

Da Redação
Em São Paulo

Durante toda a semana, Santos e São Paulo procuraram fugir da polêmica. As duas equipes procuraram transformar o clássico deste domingo em um confronto normal e o clima foi ratificado pelo discurso diplomático dos dois treinadores. Neste domingo, porém, o atacante tricolor Leandro acabou com a tranqüilidade. O camisa 9 do time do Morumbi questionou o caráter do comandante rival, Vanderlei Luxemburgo e conturbou o ambiente entre as duas equipes.

A PARTIDA
Robson Ventura/FI
Donos das melhores campanhas do Paulista, Santos e São Paulo fizeram neste domingo o confronto mais aguardado da competição valendo a primeira colocação da tabela e o status de melhor equipe do estado atualmente.

Nesse cenário, a insistência do time do litoral foi premiada com um empate por 1 a 1 na Vila Belmiro. O placar, conquistado graças a um gol do lateral-esquerdo Carlinhos nos acréscimos do segundo tempo, manteve o clube alvinegro na liderança.
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"O Vanderlei Luxemburgo é um mau caráter. Eu ouvi quando ele mandou os jogadores dele darem pancadas em mim. Isso não é futebol. Ele quis intimidar o time do São Paulo na base das agressões", acusou Leandro, logo após o empate por 1 a 1 na Vila Belmiro.

Leandro ainda criticou a escalação do veterano Antônio Carlos na equipe santista: "Ele só está jogando lá porque é amigo do treinador. Eu não sou assim. Tenho mérito e só estou no São Paulo porque tenho futebol e me dedico para isso. Não preciso ser amigo de ninguém e ninguém aqui escala os atletas por causa do relacionamento".

Aos 40min do segundo tempo do clássico deste domingo, Leandro disputou uma bola com Antônio Carlos na intermediária e ficou caído. Depois, o camisa 9 do São Paulo reclamou do comportamento do zagueiro adversário no lance. "Ele só sabe bater e fica em campo mesmo assim. Ele foi maldoso e obedeceu às ordens do técnico dele, que mandou 'descer o pau' em mim", contou o jogador tricolor.

As declarações contundentes de Leandro foram rebatidas pelo treinador Vanderlei Luxemburgo, que comandava o Corinthians quando o clube alvinegro contratou o atacante do Botafogo-SP (em 2001). "Se ele apareceu no futebol é por minha causa. Ele não pode falar nada de mim", disse o técnico alvinegro.

Irritado com as declarações do atacante são-paulino, o comandante santista deu um recado em tom de aviso a Leandro: "Esse menino está na estrada errada. Ele tem talento, mas precisa medir um pouco mais as palavras. Foi uma declaração infeliz e as palavras dele acabam tomando corpo. Essas coisas podem representar um prejuízo na carreira do atleta".

Luxemburgo também negou que tenha mandado seus jogadores agredirem Leandro. "Eu queria ganhar o jogo e não bater em um ou outro atleta do São Paulo. Nossa preocupação era criar e chegar ao ataque e eu não conseguiria nada disso com um comportamento assim", ponderou.

Mesmo com a negativa veemente de Luxemburgo, contudo, o treinador são-paulino Muricy Ramalho não encerrou a polêmica: "O Leandro falou essas coisas porque estava de cabeça quente. Ele deve ter ouvido as instruções e ficou revoltado".

Durante a semana que antecedeu o clássico, Muricy havia dito que considera Luxemburgo o melhor treinador do Brasil e que tem o comandante do Santos como referência. Luxemburgo respondeu neste domingo, retribuindo os elogios do rival.

"O Muricy tem muita qualidade, e não é por acaso que ele é o atual campeão brasileiro. Trata-se de um treinador que entende muito de futebol e que faz um trabalho de qualidade durante a semana", enalteceu Luxemburgo.


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