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12/03/2007 - 13h11
São Paulo quer vetar Vila para finais do Paulista; Santos rebate
Da Redação Em Santos
A diretoria do São Paulo pretende solicitar à FPF (Federação Paulista de Futebol) o veto da Vila Belmiro para os possíveis jogos da semifinal e final do Paulistão-07. O time do Morumbi acusa o estádio santista de não oferecer a mínima segurança a jogadores, diretoria e torcedores, descumprindo determinações previstas no Estatuto do Torcedor.
Santos e São Paulo empataram por 1 a 1, no clássico disputado no domingo, no litoral paulista, resultado que manteve os santistas na ponta do Estadual, com 32 pontos, seguido pelo São Paulo, com um ponto a menos.
O vice-presidente de futebol do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, listou vários incidentes ocorridos antes e durante o confronto, segundo ele, suficientes para interditar o estádio do Santos. O dirigente reclamou do desconforto da delegação são-paulina na chegada ao estádio alvinegro, acusou a torcida santista de atirar objetos nos atletas são-paulinos e ameaçar atletas e dirigentes do clube do Morumbi.
"O São Paulo lutará muito forte para que isso não aconteça novamente. A Vila não tem condições de receber clássicos. Foi preparada uma verdadeira guerra. Houve muito desconforto, fomos hostilizados e houve muita desconsideração com o São Paulo. Sofremos um processo de intimidação na Vila. O policiamento queria que o ônibus parasse uma quadra distante do estádio, mas conseguimos contornar isso", disparou Barros e Silva, nesta segunda-feira, a rádio Bandeirantes.
Conforme estabelece o regulamento, a Federação Paulista de Futebol determina o local de qualquer duelo do campeonato regional. A tentativa tricolor de tentar retirar a Vila das fases finais do Estadual não assusta a diretoria do Santos.
| POLÊMICA PODE REPETIR 05 |
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Caso consiga vetar a Vila para um possível encontro com o Santos na fase final do Paulista, o São Paulo repetiria 2005, quando encarou o Atlético-PR, na final da Copa Libertadores da América, longe da cidade de Curitiba.
Na ocasião, o time paranaense não teve condições de atuar em seu estádio já que a capacidade da Arena da Baixada não ultrapassava os 40 mil espectadores, exigidos pela Confederação Sul-Americana.
Sem poder atuar em casa, o Atlético-PR atuou em Porto Alegre, mas sucumbiu diante do São Paulo na partida seguinte, quando foi goleado pelo São Paulo no estádio do Morumbi. |
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Segundo o diretor de futebol do Santos, Luiz Antonio Capela, não houve descaso por parte do Santos no tratamento dado aos são-paulinos no domingo; o mau comportamento partiu da torcida tricolor, frisa Capela. Para o cartola alvinegro, caso a Vila seja vetada pela Federação para um confronto ante o São Paulo, o Morumbi também não poderá receber um dos dois jogos.
"Já que eles estão com medo de vir jogar na Vila, mandamos o outro jogo para fora do Morumbi e faremos os dois jogos em campos neutros. O Santos não tem medo de atuar fora. Sempre destacamos pessoas para atender as delegações e nunca houve qualquer reclamação. Houve sim torcedores do São Paulo que tentaram invadir a área destinada aos familiares dos nossos jogadores, que ficaram preocupados", rebateu Capela.
O cartola santista acrescenta que o time da Baixada também foi intimidado em duelos na capital e nem por isso o Santos reivindicou a interdição do estádio do São Paulo. "Eles estão reclamando que foram mal recebidos na Vila, mas já tivemos uma série de problemas no Morumbi. Colocaram caixas de som durante a nossa preleção. Lá também existem problemas", acusa.
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